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    <title>o nosso partilhómetro</title>
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    <description>A dádiva de Ser Vida permite relativizarmo-nos perante as pessoas, em todas as circunstâncias, estabelecendo referências para o que quisermos Ser nos Agoras seguintes. Partilha humana é o ponto de partida da prosperidade. &lt;br/&gt;Este partilhómetro é um nosso contributo, acrescentem-lhe o vosso.</description>
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      <title>Santos da nossa terra</title>
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      <pubDate>Tue, 31 Aug 2010 19:16:01 +0200</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2010/8/31_Santos_da_nossa_terra_files/germ.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Media/germ_1.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:254px; height:127px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;Abraçados, lambidos, acarinhados, acolhidos, deliciados. Sobre estar com a Vega e com os Santos não encontramos palavras que fizessem jus aos momentos que pudemos viver.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;É tão bom estar em família e sentir a beleza do Amor que os faz serem tão belos. Amigos Santos, outra e outra vez, obrigada. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Chegámos à Alemanha com mais de 9 meses seguidos na JCook, alheados dos ritmos caseiros e da estabilidade simples de ter mais espaço para Estar, que ajuda a viver com mais harmonia o espaço/tempo de cada um. &lt;br/&gt;Já que estivemos mais estáveis aproveitamos também para actualizar as fotos. Podem vê-las de empreitada por aqui &lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/ocook&quot;&gt;www.flickr.com/ocook&lt;/a&gt;, ou pelas novas categorias:  &lt;br/&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/photos/ocook/sets/72157624586173558/&quot;&gt;Croácia&lt;/a&gt;   *   &lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/photos/ocook/sets/72157624491465869/&quot;&gt;Suíça&lt;/a&gt;   *   &lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/photos/ocook/sets/72157624491712917/&quot;&gt;Alemanha&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Se virem fotos com atenção, talvez possam reparar como o estilo de vida varia tanto dentro deste circuito tão pequeno.&lt;br/&gt;O caos em Itália - o defraude das nossas expectativas, o 'quase tudo-por-fazer' na Croácia - o deleite pela imensidão da Natureza virgem, o primor na Suíça - o cuidado minucioso em cada cantinho, e o rigor na Alemanha - que mantém uma ordem social às vezes maníaca e que permite um relaxe social contido no cumprir de normas vigiadas entre todos. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Abraços cada vez mais gordos. &lt;br/&gt;we</description>
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      <title>a série dos postais #02</title>
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      <pubDate>Mon, 16 Aug 2010 18:47:35 +0200</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2010/8/16_a_s%C3%A9rie_dos_postais_02_files/o_img%2017082010%201.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Media/o_img%2017082010%201.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:258px; height:161px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;Esta é a segunda expedição dos lindos postais que recebemos em 2008, em Lisboa. &lt;br/&gt;Desta vez enviámos um par e estamos curiosos para confirmar se os correios alemães fazem juz ao afamado rigor deste povo. Em Itália a experiência com La Poste foi confusa, demonstrando o relaxe latino de um povo tão emotivo. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Meninas destinatárias: desejamos provocar-vos um sorriso quando, ao regressarem de férias, abram a vossa tradicional caixa de correio e, desbravando entre os envelopes brancos e os coloridos panfletos publicitários, reencontrem estes mimos que nos ofereceram. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;</description>
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      <title>escritas com luz</title>
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      <pubDate>Thu, 22 Jul 2010 19:23:29 +0200</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2010/7/22_escritas_com_luz_files/italy%20around.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Media/italy%20around.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:254px; height:254px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;Caros,&lt;br/&gt;Este post é curto em palavras mas generoso em imagens:&lt;br/&gt;Actualizamos o banco de fotos com alguns registos, feitos até finais do mês de Maio. &lt;br/&gt;As restantes ainda não entraram nas salas de revelação - que é pequena e quer-se expedita :)&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Por aqui descobrem os três álbuns mais recentes:&lt;br/&gt;&lt;a href=&quot;http://www.fluidr.com/photos/ocook/sets/72157623933682821&quot;&gt;Liguria&lt;/a&gt; - entre outros com acesso a Génova e Torri Superiore;&lt;br/&gt;&lt;a href=&quot;http://www.fluidr.com/photos/ocook/sets/72157624418995373&quot;&gt;Toscana&lt;/a&gt; - Pisa, Lucca, FIrenze, Lago di Bilancino, ... &lt;br/&gt;&lt;a href=&quot;http://www.fluidr.com/photos/ocook/sets/72157624544827252&quot;&gt;Piedmont&lt;/a&gt; - Mombaruzzo, Damanhur, Ivrea, ...&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Arregalem-se os olhos ao que fora se pode ver,&lt;br/&gt;we&lt;br/&gt;</description>
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      <title>o rasto</title>
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      <pubDate>Sun, 11 Jul 2010 16:15:53 +0200</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2010/7/11_o_rasto_files/o_img%2029052010%205.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Media/o_img%2029052010%205.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:261px; height:163px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;Há imensos quilómetros que deixamos de aqui partilhar o nosso percurso e o que ele nos tem brindado: as descobertas, as confirmações, as novidades e as constâncias. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Por entre as distâncias percorridas temos imensa coisa que queremos partilhar; mas ao vivo, a cores e no dinamismo de outros caracteres que não estes dispostos em linhas. Os teclados são cada vez menos acariciados - não obstante reconhecermos o lado prático que nos proporcionam, sentimos mesmo falta e vontade é da relação alive. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;São tantas as coisas com que vamos contactando que às vezes nos parece ficarmos imunes a alguns dos novos deslumbres com que nos deparamos. Por vezes, se ocorre  repassarmos fotos, reavivam-se intensas memórias de momentos já meticulosamente arquivados. Estamos com calos nas vistas e emocionalmente apetrechados para a flexibilidade e disponibilidade obrigatórias para o desconhecido que nos possa esperar no virar da curva. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Estávamos em Itália da última vez que vos comunicamos o nosso paradeiro. &lt;br/&gt;Desde então, cruzamos várias fronteiras: três delas politicamente reconhecidas e muitas outras demarcadas por diferenças ideológicas.   &lt;br/&gt;Por Itália, esgotamos a nossa dinâmica lista de intenções reconhecendo que nos enriquecemos brutalmente pelo contacto e relativização com as diferentes criações sociais em que tocamos. Clarificamos veridicamente, como só a experiência em si permite, o que para nós representam algumas comunidades mundialmente reconhecidas, como &lt;a href=&quot;http://www.damanhur.org/&quot;&gt;Damanhur&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;http://www.torri-superiore.org/&quot;&gt;Torri Superiore&lt;/a&gt;. &lt;br/&gt;Partilhamos com novos amigos os contextos sociais e familiares que para si desenharam, tanto em extremos de isolamento territorial e da imposição do mercado de consumo, como em elegantes posicionamentos de ligação/independência dos quase inevitáveis sistemas de controlo que a sociedade de hoje em dia nos impõe. Falamos de coisas tão dadas como certas como a dependência dos sistemas bancários, da distribuição de energia, da produção alimentar, das telecomunicações, ... Para alem de uma maior qualidade de vida alinhada e alimentada pelas escolhas livres de cada individuo, estes diferentes paradigmas de vivência possibilitam também uma maior liberdade dos encargos e dispêndio de recursos (tempo, dinheiro e energia), que estes actuais sistemas exigem e consomem.  Os pombos correio ainda não estão em extinção, e um livre espírito criativo e esperançoso é o melhor aliado de uma vida mais plena. E eles andem aí... :)&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Da Croácia trouxemos um saco cheio de puro oxigénio, oriundo de um Adriático transparente e de uma densidade de florestas a perder de vista. Encontramos um encantador território e uma sociedade em exponencial criação de identidade, um binómio que torna a Croácia repleta de oportunidades para o bem-fazer. &lt;br/&gt;Em Zagreb mergulhamos rapidamente no seio de uma&lt;a href=&quot;http://www.makronova.com/&quot;&gt; estrutura de ensino &lt;/a&gt;que deslumbra pelo papel que está a desempenhar na comunidade que a rodeia, em diferentes áreas de actuação e com uma coerência e liberdade louváveis. Activos nesta concretização desde 1985, o Zlatco e a Jadranka viveram os tempos da guerra bélica com reforçada dedicação, apetrechados com sementes de paz para um mundo melhor. &lt;br/&gt;Fomos ainda brindados com o carinho e fraternidade de um jovem casal croata, que juntamente com os encontros imediatos com diferentes caras de autoridade croata (com direito a pedidos de  corrupção e retenção de documentos), nos permitiu conhecer a realidade da vida croata - para além das infindáveis matriculas e caras alemãs que inundam este (agora apetecível turístico) destino. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Estamos agora a um instantinho de sair da Suíça (uau), de entrar na Alemanha, de abraçar os Santos e de rebolar com a Vega! iiiupiii: amigos no peito e lambidelas na cara :))&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Deixamos-vos com estas gotinhas do que palmilhamos para que nos sintam mais de perto. Copos cheios, repletos das experiências de fora e das experiências de dentro, só servimos em mãos e a quem tem sede ;) &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Ao som de chocalhos e badalos,&lt;br/&gt;we</description>
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      <title>a série dos postais #01</title>
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      <pubDate>Tue, 15 Jun 2010 10:40:50 +0200</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2010/6/15_a_s%C3%A9rie_dos_postais_files/o_img%2002062010%206.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Media/o_img%2002062010%206.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:258px; height:161px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;Em meados de 2008, num convívio engenhosamente surpresa ao estilo momentos de despedida, um belo grupo de amigos presenteou-nos com um série de postais já devidamente endossados às suas moradas, para que daqui e d’acolá os fossemos enviando para Portugal. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Ora aqui vai o primeiro da série, tirado à sorte entre a colecção. A ver quem se acusa na recepção deste postaluxo :)&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;</description>
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      <title>três corridas e um processo de cura</title>
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      <pubDate>Sun, 13 Jun 2010 16:09:23 +0200</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2010/6/13_breathe_me_files/Untitled-4.png&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Media/Untitled-4.png&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:254px; height:1222px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;Há tempos contei-vos como andava &lt;a href=&quot;Entries/2009/5/18_bubamaras_rithm.html&quot;&gt;contente com a corrida&lt;/a&gt;. &lt;br/&gt;Noutros momentos, partilhei por aqui a angústia do pouco movimento que a logística da JCook nos impõe. É verdade que lá fomos descobrindo alguns truques, como por exemplo os polidesportivos baskos ou as instalações públicas em zonas costeiras, mas a ausência da frequência é um poderoso e polarizado ciclo vicioso de desmotivação e  necessidade.  Quanto mais parado o corpo está, mais o corpo e a alma se viciam nesta inércia… e qualquer obstáculo parece intransponível! &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Com o advento do bom tempo, é mais fácil encarar algumas das dinâmicas de mudança que vivemos intensamente e de que vos falámos aqui. Quanto mais não seja porque há mais horas de luz, mais tempo para realizar tarefas e maiores níveis de serotonina :) &lt;br/&gt;Assim, sentimo-nos um pouco mais corajosos para calçar os ténis ou montar a bici e percorrer uns kms. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Esta semana, ao voltar a correr e encontrei uma surpresa! Descomprometidamente, tuca-tuca no vagar matutino que acompanha as primeiras horas de sol, dei comigo a ultrapassar largamente as distâncias que me havia habituado a correr. Nestes dias que nos brindámos com uma autorização para o descanso, estou a aproveitar para pôr em dia a regularidade do trote e já lá vão três viagens que se aproximam dos 10km. Sim, para alguns é um número pequenino para 1h de deslocação mas, para mim, é como a cereja em cima do bolo que celebra a vitória sobre as algemas asmáticas. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;E queria mesmo chegar ao tema da asma para retomar um véu que deixei no ar sobre o processo de cura. &lt;br/&gt;Quando vos escrevi sobre a corrida e o meu desafio de ultrapassar as limitações da asma, estava a viver a primavera após o maior pico de crises respiratórias adultas. Alegro-me em partilhar convosco que tudo aponta para ter sido a 'expiação final'. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O meu processo de cura foi longo e seria incorrecto dizer que foi fácil.&lt;br/&gt;Recheou-se de tudo o que o meu coração, momento a momento, me indicou que escolhesse como caminho. É muito vasto o que incluí na segurança destas escolhas e que contribuiu para o resultado final. Vou-me limitar a um listado rápido e por ordem alfabética para não dar mais destaque a qualquer uma delas. Vão desde a alimentação, amor, carinho, chi-kung, cinco tibetanos, consciência, correr, dançar, esperar, ter fé, limpezas de cólon, limpezas de fígado, moxabustão, o toque da Odyle, paciência, práticas ayurvédicas, remédios caseiros, saltar à corda, sol, ventilan, viagens no tempo/espaço com o Xabi, uma visita xamânica, ... &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Para qualquer pessoa que se queira curar do que quer que seja, tenho todas as certezas que o processo só pode ser este: o de escutar o coração. Há mais vozes a dizer o mesmo, e poderá dizer-se que bastava partilhar de algum modo a citação que incluo lá em baixo. &lt;br/&gt;Mas a coragem de o viver na pele, sentindo-o, transforma qualquer conhecimento em sabedoria, que o corpo não esquece e que a alma sublinha. E desejo que esta minha alegria com que estes dois (o corpo e a alma) se revestem vos contagie a fazer o mesmo em cada momento de debilidade ou limitação. Não coloquem o vosso poder de escolha, o poder de vos curarem a vós mesmos, imediatamente nas mãos de outrem. Parem para pensar, reflectir e sobretudo para sentir. E decidam em consciência e com flexibilidade. A cada momento, em concordância com o vosso mais íntimo sentir. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Sejam felizes. Sejam ainda mais felizes :)&lt;br/&gt;</description>
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      <title>a nudeza da des-coberta</title>
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      <pubDate>Sat, 12 Jun 2010 16:33:29 +0200</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2010/6/12_a_nudeza_da_des-coberta_files/d11062010%205_2.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Media/d11062010%205.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:255px; height:159px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;A vida é um eterno desafio na jornada de sermos melhores seres, mais autênticos e mais próximos da nossa essência. Cada escolha que fazemos aproximar-nos-à ou afastar-nos-à deste caminho, camuflará o nosso potencial ou permitir-nos-à que o revelemos ao mundo. A profunda e verdadeira felicidade - aquela que nos impulsiona o levantar da cama a cada dia -  diz-se que pode servir de barómetro para nos guiar face às escolhas que continuamente fazemos. &lt;br/&gt;Se nos restassem apenas seis meses de vida, estaríamos neste emprego?; estaríamos com este companheiro?; alimentaríamos o mesmo padrão de comportamentos? A vida é agora. Chega das respostas: Mas o que será da minha família se eu fizer _____? Então, e o que será da sua família se morrer amanhã? &lt;br/&gt;A Vida é agora.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Estamos nus. Não porque está calor mas porque viemos ver como se vive assim. &lt;br/&gt;Despidos de preconceitos, despidos das camadas que nos levam para os patamares de distracção e comparação entre o que a indumentária nos condiciona a achar que somos, e a julgar que são. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;É um desafio muito curioso, completamente íntimo e simultaneamente universal. &lt;br/&gt;Quem não tem medo do ridículo e como, nesta sociedade, não viver agarrado aos impositivos canones de beleza - alguns apenas alcançáveis por manipulações estéticas materiais e/ou digitais? &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A beleza de cada um está no interior - que é mais uma expressão estilo lugar comum. Mas a verdade é que, se vivermos e nutrimos o nosso potencial interior na sua plenitude, não há corpo que possamos julgar que não nos sirva - com maiores ou menores incapacidade, com maiores ou menores atributos ditos de beleza. &lt;br/&gt;Tudo são oportunidades de transcendência, seja para um corpo esbelto afirmar-se que é mais do que 'apenas isso', seja para um corpo desfigurado fazer resplandecer a beleza que em si habita. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Vivendo em direcção ao nosso potencial e reflectindo-o nas escolhas conscientes que o alimentam, geramos energia que alimenta as nossas células com a felicidade de estarmos a crescer, a ser melhores Seres. E viver num corpo com células assim nutridas é viver num corpo que nos retribuirá, agradecido, com oportunidades de com ele sermos mais felizes. Poderá a saúde ser um barómetro desta relação? &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Acredito que carregamos no nosso corpo, nos nossos tecidos, os reflexos das nossas crenças, das nossas emoções e comoções. Como diz o inspirado e inspirador &lt;a href=&quot;http://www.fortunateblessings.org/&quot;&gt;Bill Spear&lt;/a&gt;, 'issues get in the tissues’.  &lt;br/&gt;Assim sendo, para além do desafio de o bem nutrir (com a energia da nossa vida consciente) é também interessante verificar que mensagens transporta o nosso corpo: que informação acumulámos, canalizámos, digerimos, descarregámos,… Em situações de grande emoção (positiva ou negativa) e sobretudo em momentos traumatizantes, o nosso corpo recebe um conjunto de estímulos que a memória das nossas células armazenará. E que se reflectirão nas formas que o nosso corpo apresenta e/ou nas funções que desempenha. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O meu corpo transporta representações destas verdades e, aqui, recebo mais um forte estímulo na aprendizagem de me relacionar com as suas manifestações. E respeitando o meu ritmo e a velocidade do meu ser, literalmente, cubro-me e descubro-me.  &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Boas des-cobertas. &lt;br/&gt;</description>
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      <title>aliados</title>
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      <pubDate>Thu, 10 Jun 2010 14:45:33 +0200</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2010/6/10_aliados_files/ali%2026092009%201.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Media/ali%2026092009%201.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:254px; height:159px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;Existe ainda hoje, com maior ou menor presença em diferentes realidades de vida, mais ou menos visível ou consciente, uma carga energética (carregada de histórias de práticas culturais ou tradicionais) que dirige e impulsiona as mulheres para determinadas escolhas de comportamento e atitude. Em diferentes níveis de actuação, alguns efeitos desta energia reflectem-se em actos de submissão ou de revolta. Outros em actos de transcendência.&lt;br/&gt;Quem não sente ainda que, para si mesma enquanto mulher ou para a irmã/amiga/mulher, é esperado um específico tipo de comportamento servil e de auto-esquecimento? Não acredito que tenhamos todos que desempenhar os mesmos papéis, cada um com as suas saias e/ou as suas calças, mas defendo que cada um tem de ter a oportunidade e o direito de expressar plenamente as suas vontades e os seus mais profundos desejos; que estes sejam tidos em consideração, equitativamente, tanto homens como mulheres, entre todos os membros da comunidade em que se inserem. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Às vezes parece que isto, esta igualdade de direitos, é já um dado adquirido. Eu acho que, infelizmente, ainda não. E acho até que muitas mulheres colaboram activamente este status-quo, no seu papel enquanto mulheres, esposas e mães, talvez desconhecendo que desta forma comprometem um melhor futuro para todos. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;É preciso que muitas e mais mulheres possam romper com este padrão de subjugação, submissão e/ou auto-esquecimento, para que ao revelarem o seu total potencial e essência, seja possível criar um mundo melhor.&lt;br/&gt;É uma responsabilidade de todos nós, homens e mulheres, e o ciclo - aqui-  começa no ventre de cada uma. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Deixo-vos duas dicas de inspiração. Haveria muito mais mas reduzindo a amostra tenho fé que não as percam:  &lt;br/&gt;• &lt;a href=&quot;http://www.sinaisdefogo.pt/%253Fq%253DC/BOOKSSHOW/38&quot;&gt;Corpo de Mulher, Sabedoria de Mulher &lt;/a&gt;- Um livro cuja leitura recomendo a todos, com um grande sublinhado para cada a mulher. Pode-se ser lido do principio ao fim ou aos pedaços, escolhendo os capítulos que face a  cada momento seja de maior interesse. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;•&lt;a href=&quot;http://www.ted.com/talks/kavita_ramdas_radical_women_embracing_tradition.html&quot;&gt; Kavita Ramdas: Radical women, embracing tradition &lt;/a&gt;- Um TEDinho, no qual Kavita nos conta a história de algumas mulheres que escolheram a transcendência como resposta a esta carga energética que ela descreve como: ''um profundo e enraizado esquema de crenças e assunções aos quais nós, mulheres, por demasiadas vezes nos agarramos.&quot;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;PF inspirem-se e inspirem. O mundo precisa de todos nós, aliados.&lt;br/&gt;</description>
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      <title>this will also change</title>
      <link>http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2010/6/8_this_will_also_change.html</link>
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      <pubDate>Tue, 8 Jun 2010 23:44:21 +0200</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2010/6/8_this_will_also_change_files/wewewewe.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Media/wewewewe.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:264px; height:165px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;É já um lugar comum a expressão &quot;tudo muda&quot;.&lt;br/&gt;A verdade é que a experienciamos todos em cada faceta do nosso dia-a-dia, em fenómenos mais ou menos perceptíveis, e estando nós com maior ou menor atenção a estas constantes mutações. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Nós aqui estamos a viver no vórtice desta expressão. &lt;br/&gt;É quase idiota tentar explicar o que isto representa no nosso quotidiano, já que apenas vivendo se o pode sentir, mas é curioso para nós o exercício do resumo e da partilha das nossas constantes adaptações. &lt;br/&gt;Começaram obviamente com a ‘mudança de paradigma’ (acreditam que já lá vão mais de 2 anos?!) e depois com a ‘mudança de casa’ mas, desde que saímos de território espanhol, a ginástica tem sido inacreditavelmente imparável, intensificando e amplificando muitos dos aspectos que já tínhamos integrado.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Mais ou menos por ordem de frequência da mudança - desde todos os dias, todas as semanas, ... -  partilhamos aqui um apanhado genérico dos mutantes  aspectos exteriores a que estamos sujeitos, sempre condicionados por razões maioritariamente logísticas&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&gt; Vistas, ruído e movimento externo&lt;br/&gt;No que respeita ao entorno do terreno de implantação da nossa bela assoalhada moradia com rodas, é óbvio que a tentamos sempre estacionar onde a serenidade e contemplação sejam favoráveis mas, em momentos em que é necessário estar próximo de serviços ou quando estamos em trajectórias pré-determinadas, é impossível desconsiderar primordial atenção à necessidade de encontrar um espaço plano para estacionar os 5,50 metros de comprimento que ocupamos. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Quanto mais movimentada é uma zona, mais frequentemente se encontram restrições de parqueamento, ora remetendo as caravanas para zonas delimitadas e afastadas dos núcleos de serviços, ora simplesmente sublinhando a informação de 'aqui não'. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Em zonas naturais e/ou menos concorridas, geralmente as restrições são logísticas: acessos difíceis, planos irregulares ou inexistência de zonas em que a JCook possa estar estacionada sem impedir a movimentação de outros veículos. Ainda assim, temos tido o privilégio de encontrar spots de luxo, acordando ou adormecendo dentro de literais postais. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A segurança é também um aspecto a considerar. Depois do susto do assalto, e mesmo com o alarme já operacional, continuamos alertas para a energia que diferentes envolventes despertam. A segurança total é uma ilusão, mas um sono mais tranquilo é bem mais alcançável longe de ambientes e movimentos suspeitos. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&gt; Água, alimentação&lt;br/&gt;Tendo em conta que muito raramente comemos fora de casa, podíamos imaginar que este item seria mais estável. A questão é que visto por outro ponto de vista, estamos sempre a comer fora de casa! &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Em casa, quando abrimos uma torneira sabemos que a água que jorra, por melhor ou pior que seja, é basicamente sempre a mesma. Por estes lados, a nossa água é diferente cada 3/4 dias! O que no mínimo conseguimos garantir é que a água com que nos abastecemos é potável, e que a filtramos como neste momento nos é possível. Quando o sabor ou cheiro são desconfiáveis e não nos resta alternativa, tentamos recorrer aos garrafões de água de 5 litros para beber e cozinhar. (Por curiosidade, em Itália o tamanho maior de uma garrafa de água é de 1,5lts! Pimba nos plásticos… :( &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Esta mudança na qualidade e características da água que consumimos impacta obviamente na comida que cozinhamos e líquidos que ingerimos, assim como também é notório na lavagem de loiça e nos imediatos efeitos na pele.&lt;br/&gt;Inspirados pelo &lt;a href=&quot;http://www.masaru-emoto.net/&quot;&gt;Masaru Emoto&lt;/a&gt;, ‘acarinhamos’ a água do nosso depósito. Afinal, se somos muito mais água que matéria… &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;No campo da alimentação, mantemos a nossa preferência por consumir produtos orgânicos/bio e locais. Estando em movimento perdem-se as referências estáveis de onde os encontrar: em localidades mais pequenas é mais difícil achá-los pois ou não existem ou carecem de indicação. Obviamente estamos também dependentes do que a época e local oferecem, o que estando em deslocação nos permite claramente identificar o que é o mais comum entre distintos locais, tipo cebolas, alhos, alfaces, ... e o que são as especialidades de cada zona. &lt;br/&gt;É simpático já que assim, de zona em zona, vamos acrescentando referências à nossa biblioteca de sabores: cardos, tapa-culos, alcachofas, finochio, borrachas, catalonias, ... &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;</description>
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      <title>o elogio do vestido</title>
      <link>http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2010/5/26_o_elogio_do_vestido.html</link>
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      <pubDate>Wed, 26 May 2010 23:03:06 +0200</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2010/5/26_o_elogio_do_vestido_files/o_img%2024032010%202.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Media/o_img%2024032010%202.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:258px; height:161px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;Já perdi a conta ao tempo que passou desde a última vez em que as minhas pernas se cobriram com um par de calças. Não, não aderi a nenhuma religião que me obrigue a um código de vestuário restrito. Descobri é que é muito mais prático andar de vestido e collants, sobretudo em tempo frio. &lt;br/&gt;As collants são muito mais quentinhas que as calças, tanto porque podem ser de materiais bem caloríferos como, ainda para mais, podemos usá-las umas sobre as outras nas quantidades que nos apetecer. São mais baratas, ocupam menos espaço, lavam-se facilmente e secam muito mais rápido! &lt;br/&gt;Mas a peça que virou a chave do meu guarda roupa é mesmo o vestido, de todos os feitios e estilos. Dá para vestir sobre camisolas de gola alta, primeiras camadas, t-shirts de manga comprida, manga curta, alças ou, quando o tempo o permite, assim só mesmo o vestido. No Inverno serve de contorno aos agasalhos, fazendo a ponte entre as diferentes componentes vestidas. É terreno fértil para a expressão criativa, entre coordenar collants, camisolas, cachecóis, casacos, botas, gorros, acessórios... No Verão é tão fresco e leve que é uma alegria apenas combina-lo com os chinelos e pouco mais...  &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O truque é escolhe-los versáteis: variando estilos, padrões e cores que potenciem o máximo de combinações; e escolhendo formatos e tecidos que permitam ser usados tanto em épocas de frio como de calor. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O melhor de tudo desta experiencia 100% vestido, é ser uma peça super prática. Sempre gostei de peças femininas mas gostava mais ainda de andar prática. Ainda me lembro bem das tentativas da mana Welch de me tornar mais feminina... ‘Parece que estás sempre em acampamento’, dizia-me ela! Pois agora anda cá ver... &lt;br/&gt;Descobri-me prática na feminilidade dos vestidos :)&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;E como diz o &lt;a href=&quot;http://www.e-macrobiotica.com/&quot;&gt;Francisco&lt;/a&gt;, usando saias e vestidos potenciamos a ascensão e circulação da energia feminina da Terra (relacionada com sentimento e emoção), em vez de a claustrofobiarmos no apertão das calças. Ao ligarmo-nos de forma mais receptiva à nossa energia essencial, potenciamos também uma maior polaridade com a energia oposta – a energia masculina do Céu, caracterizada por um movimento descendente e centrípeto (relacionada com direcção e propósito). &lt;br/&gt;Em qualquer interpretação das energias opostas, nada é totalmente um extremo ou outro. Para além da nossa essência, estamos sempre em estados dinâmicos pautados pelas capacidades de adaptação aos diferentes meios, fases da vida e acontecimentos que atravessamos. &lt;br/&gt;Usando o guarda-roupa apenas como metáfora, há momentos em que é melhor que as mulheres vistam as calças e os homens ponham a combinação. Há mulheres que se sentem melhor de gravata e homens que nunca serão capazes de pôr o avental. &lt;br/&gt;Há seres mais femininos e seres mais masculinos. Há seres mais femininos que em determinados momentos devem/têm/precisam de ser mais masculinos, e vice-versa. &lt;br/&gt;A dança da polaridade das energias pode ser tão elegante como destrutiva, afinal é tão poderosa originou o universo. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Bom, estava mesmo era a falar de vestidos....&lt;br/&gt;Mas depois disto, se voltar a usar a roupa apenas como metáfora, tenho que acrescentar que afinal, de vez em quando e para contentamento dos dois, também uso calças. Neste apertadinho ninho, a nossa condição só pode mesmo ser ultra-dinâmica...&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;</description>
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      <title>olha, olha *</title>
      <link>http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2010/5/14_a_interior_e_a_exterior.html</link>
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      <pubDate>Fri, 14 May 2010 15:37:37 +0200</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2010/5/14_a_interior_e_a_exterior_files/o_%20img%2001042010%2020.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Media/o_%20img%2001042010%2020.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:255px; height:159px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;Olha... e aqui estamos nós. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Como já sabiam, estamos por Itália. Este mês tem sido abruptamente intenso, cheio de desafios, deslumbramentos e todas estas polaridades de que a vida é recheada. &lt;br/&gt;Sabemos que sobre todas as tantas inspirações, certezas e instabilidades pelas quais vamos passando, seria apenas possível uma partilha parcial e desvirtuada do que foram, do que são e do que é. Assim, resta contar-vos que tudo isso tem sido e continua a ser o nosso caminho. Sem mais como ou o que explicar, apenas assumindo a certeza que seguimos alinhados no propósito de aqui estar. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Este é o nosso estado íntimo, que os amigos da alma tão bem entendem e que caracteriza a nossa viagem mais marcante e interminável: a viagem interior. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A viagem exterior é sobretudo pautada pelos deslumbramentos do território e pelos estímulos das relações sociais, e visível nas aventuras que cada um reserve para retratar. &lt;br/&gt;Nesta categoria é mais fácil partilhar momentos e eventos, na sequência dos destinos que o nosso rumo vai tomando. Nesta categoria, a parcialidade de uma partilha incomoda um pouco menos, entretêm um pouco mais... &lt;br/&gt;Assim, parcialmente, aqui vai: &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Ao entrar em Itália tivemos a clara sensação que tínhamos voltado a Portugal.&lt;br/&gt;Reconhecemos o movimento caótico, as estradas altamente esburacadas e uma sinalização péssima num entorno urbano bem desordenado e descuidado. Talvez tenha sido um choque inicial, ao acabar de sair de uma francesa zona elegante, colorida e preservada. &lt;br/&gt;Ou talvez não. Em 3 dias, já tínhamos assistido em directo a 3 acidentes de mota, 1 atropelamento e 1 perseguição em pleno trânsito intenso, com direito a rotunda em contra-mão num novo movimento de fuga bem sucedido. Uff...&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Entrando pela costa Liguriana, antes de um encontro com o amigo Vittorio, tivemos oportunidade de visitar Génova.&lt;br/&gt;Jeito para turistas é coisa com que não fomos brindados... Sabemos andar a pé horas a fio, sabemos deleitar-nos com coisas bonitas, mas a intensidade dos estímulos deixa-nos exaustos. Desconfiamos que a razão principal é o facto de que o que queremos mesmo é o contacto profundo com a Natureza e as gentes que, com ela conectadas, nela coabitam. Talvez o cansaço dos passeios urbanos hiper-estimulantes venha também do contínuo exercício de adaptação que, neste modo de vida, temos estado a fazer. &lt;br/&gt;Ainda assim e porque a oportunidade faz o artista, assumimos a nossa falta de jeito e calcorreamos passeios por horas a fio, descobrindo em Génova um característico movimento mercantilista numa cidade que, nos séculos XII e XIII, tomava controle do Mediterrâneo.  &lt;br/&gt;Como já pudemos reconhecer que não é exclusivo de um par selecto de cidades italianas, os edifícios explodem pormenores de deleite, em esculturas, pinturas, devoções e dedicações. Em Génova, diz-se que a beleza e a besta apresentam-se lado a lado nas suas estreitas e tortuosas ruas, nas várias praças e exuberantes fontes: deve ser pelo denso povoado masculino à porta de ruidosos bares e mulheres que vendem os seus serviços pessoais que se misturam com turistas e pedintes semi-profissionais. (Fomos abordados por um casal de pedintes de origem árabe que, na tentativa de mais rapidamente nos tocarem o coração, nos abordaram na seguinte ordem de idiomas: italiano, inglês, francês, espanhol e uns arranhões de alemão.)&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O encontro com o Vittorio soube-nos que nem oásis no deserto. Que bom re-encontrar um amigo, partilhar tanto que temos em comum, aprender com o que nos diferencia e no final apreciar a verdadeira riqueza da partilha pura. Sim, é assim tão bonito. &lt;br/&gt;Conhecemos o Vittorio em Lisboa, no seio das actividades do IMP. Já não nos víamos há mais de 2 anos e, na beleza dos seus 78 anos, o Vittorio continua a ser um extraordinário exemplo dos seus ensinamentos na área da longevidade, sublinhando a importância do movimento e do alimento. No site do Vittorio - &lt;a href=&quot;http://www.vittoriocalogero.com/&quot;&gt;www.vittoriocalogero.com&lt;/a&gt; - encontram-se referências e excertos de alguns dos seus livros, assim como informação sobre o tipo de yoga dinâmico em que se especializou: &lt;a href=&quot;http://www.vittoriocalogero.com/DynamicYoga/DynamicYoga&quot;&gt;oki-do yoga.&lt;/a&gt; &lt;br/&gt;Resultado da vasta experiência de uma vida de viajante, o Vittorio terminou agora de lançar o primeiro de uma colecção de livros-guia para viajantes: Viaggare Sano – in Italia. Mais que uma recolecção de contactos úteis para que pretender comer de uma forma mais saudável, estes guias pretendem dar a oportunidade de que pessoas com interesses em comum possam estabelecer contacto entre si, criando uma rede de partilha e de apoio. Brevemente será editado a versão sobre Portugal e Espanha. Quem estiver interessado em adquirir um exemplar, basta entrar em contacto com o Vittorio através dos contactos disponíveis no seu site. &lt;br/&gt;Nunca se sabe onde estará o Vittorio, para que novo rumo partiu à descoberta. Nós temos o privilégio de saber que voltaremos a estar juntos muito em breve :) e de nos termos brindado com esta presente proximidade. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Por questões logísticas, que mais uma vez falaram bem alto no momento de tomada de decisão sobre próximos passos, rumamos a Sul.&lt;br/&gt;Precisávamos de realizar diversas operações de manutenção na JCook que, engenhosa, habilidosa, paciente e corajosamente, o ‘homem cá da casa’ tem dado resposta. Desta vez, entre mil pormenores de menor escala (não menor importância), o grande foco de atenção foi o sistema de aquecimento. &lt;br/&gt;Para estas operações, porque as fazemos literalmente na rua, precisamos do bom tempo que a direcção Sul sempre facilita.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Pelo estrada fora, descobrimos sofrendo na pele que em Itália é muito difícil encontrar bombonas da Camping Gaz (das quais dependemos para cozinhar e para ter água quente nos banhos), que o acesso à internet é um monte de imbróglios e, envoltas na perigosa ausência de sinalização, há muitas pontes com vãos baixos. Mesmo baixos. A JCook tem 3,15mt de altura - que insistimos em manter presente na memória de condutor - e muitas pontes apenas permitem passagem até aos 2,80mt. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;No caminho rumo a Sul, que determinamos que nos iria conduzir até à Toscânia, passamos por Cinque Terre. &lt;br/&gt;Cinque Terre são cinco vilas medievais, completamente empoleiradas sobre o mar, ligadas por um percurso pedestre entre terrenos em socalcos que, até 1874 – data em que o comboio começou por ali a circular, era o único caminho que as ligava umas às outras. &lt;br/&gt;Voltando à conversa de que não temos jeito para ser turistas, pagámos um balúrdio para poder estacionar a JCook no único parque que acede a uma das vilas, passeamos pelas suas pequenas ruas e arrancamos para o único caminho que liga as cinco vilas. Este caminho de 12km, chamado Sentiero Azzuro, é o mais percorrido em Itália e um dos poucos que é necessário pagar para o percorrer.&lt;br/&gt;Como apenas tínhamos disponibilidade para fazer um pequeno troço, decidimos abdicar deste deleite. Temos sido privilegiados com muitos e, naquele momento, outras eram as nossas prioridades.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Mantendo este ritmo intenso de estímulos e descobertas, depois de mais umas quantas mirambolices pelas estradas mais desafiadoras para qualquer suspensão, entramos na Toscânia e aterramos em Pisa. Chovia copiosamente, e ainda não tínhamos dado com bombonas nem descoberto como iríamos conseguir uma ligação à internet... &lt;br/&gt;Depois do dilúvio, veio a bonança de uma tarde amena, que nos permitiu um pequeno passeio aos postais tão famosos. Descobrimos uma cidade cheia de jovens, serpenteada por bicicletas montadas por gentes de todas as idades e aliviada da quase insuportável matilha de motos que entope Génova.&lt;br/&gt;Foi uma incursão curta e, no movimento de saída, já de volante em punho e máquinas no saco, descobrimos mais uns quantos edifícios pendentes! Areias movediças...  &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Novo rumo, Lucca. Novamente com bombonas na cabeça e um acesso à internet que seria bem-vindo. Mais uma cidade linda, outra vez repleta de edifícios de encanto e novamente cheia de deliciosas bicicletas usadas para tudo e por todos. &lt;br/&gt;Mais um deleite para as vistas e menos uma oportunidade para resolver as pendências que trazíamos. Por quase 6€/hora, usamos 20 minutos de uma internet que nos deu duas moradas para, na paragem seguinte, tentarmos mais uma vez dar respostas às cada vez mais urgentes necessidades que acumulávamos. &lt;br/&gt;Deixamos Lucca dentro das suas muralhas, trouxemos umas quantas fotos e seguimos viagem. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Próxima paragem: bombonas! :) &lt;br/&gt;À entrada de Florença, por caminhos tortuosos, chegámos à primeira loja dedicada ao campismo e caravanismo que por aqui encontrámos. Uma preciosidade, na oferta e no serviço: a Pesci &amp;amp; Pesci, em Galluzzo.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Daqui seguimos para o Parque de Campismo, aproveitando para dar resposta a mil coisas acumuladas. Foi um dia intenso de arranjos, limpezas, manutenções, lavagens de roupa - tudo tentando aproveitar o sol que finalmente irradiava. &lt;br/&gt;Permitimo-nos no dia seguinte, tendo concluído com sucesso a primeira fase dos arranjos, mais uma overdose de estímulos num intenso dia por Florença. Foram horas a fio a andar a pé, num deslumbre ciderado entre as monumentalidades que irrompem em cada esquina e as imensas praças-palco de contagiantes partilhas animadas. Isso e os magotes de turistas. Como diz a Querida Prof. Nono, há que ter muita imaginação para aguentar tanto turista e conseguir continuar a ver a beleza... &lt;br/&gt;Dispensamos as entradas cobradas, desfrutamos de algumas igrejas mais singelas e demo-nos por satisfeitos no final da intensa jornada. As fotos hão de aparecer no &lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/ocook&quot;&gt;flickr&lt;/a&gt;, assim que conseguirmos fazer o upload.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Deixamos Florença em direcção a arredores mais tranquilos e, por uma delicioso acaso, demos connosco no Lago de Bilancino, na zona de Mugello. Precisávamos recuperar o fôlego de tanto estimulo e de tantos movimentos em busca de apoios à logística. Precisamos reintegrar a alma e, com elas, redefiniar próximos passos. E encontramos o cenário ideal para este propósito. Que zona poderosa! Que energia contagiante. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Para além da maior probabilidade de encontrar o bom tempo, outra razão pela qual escolhemos a zona da Toscânia como direcção foi o facto de com muita frequência nos chegar aos ouvidos noticias sobre vários acontecimentos especiais por esta área. Como que reunindo numa mesma zona diferentes palcos para várias disciplinas alternativas que nos despertam interesse. &lt;br/&gt;Em Florença encontramos referências promocionais de alguns dos eventos em datas próximas e, na calma do dia passado à beira do lago, desafiamo-nos a estar presentes em duas feiras para apanhar o fio ao movimento. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Para a primeira - Ecofesta - rumamos a um vila que nos pareceu curiosamente deserta para albergar todo o evento que a publicidade anunciava. Assim de entrada ficamos com a sensação que iríamos nós montar a feira, passear nela e, quiçá, no final ainda desmonta-la. Ruas desertas, praças às moscas, movimento nenhum...&lt;br/&gt;Para a segunda - Villagio Sustenible - voltamos a Florença. Esta 'feira' ocorreu no encalço da Feira Internacional de Artesanato que, esta sim, movimentou muita gente. (De destacar que a presença portuguesa neste certame deixou-nos positivamente surpreendidos. Três irrepreensíveis bancas com trabalhos na área da cerâmica, vestuário tradicional e joalharia. &lt;a href=&quot;http://lilianajoias.blogspot.com/&quot;&gt;Liliana Guerreiro &lt;/a&gt;era uma das autoras presentes, com quem pudemos trocar umas palavritas [iuppi em português!] felicitando-a pelas criações que ali apresentou. Vale a penas espreitar, brindar as vistas com coisas boas made in Portugal, a ver se se vai apagando o invisível mas tão operativo complexo de inferioridade.)&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Qualquer um dos dois eventos nos pareceu fraco de substrato e pouco concordantes com os propósitos que comunicavam nos seus canais de divulgação. As razões para o que sentirmos podem ser imensas e ainda é prematura qualquer conclusão. Aos poucos iremos tomando o pulso à forma como as coisas por aqui se organizam, o que motiva as gentes e as organizações. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Seguimos atentos ao que nos rodeia e esforçando-nos por tornar a nossa comunicação mais próxima a um nível de italiano que nos permitirá abrir as portas para uma partilha mais rica. Sentimos na pele a enorme diferença que este grau de comunhão facilita.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Agora que vos teclamos estamos debaixo de chuva faz quase duas semanas. Intensa e impiedosamente, parece que voltamos ao Inverno.&lt;br/&gt;Portugal é mesmo um território afortunadamente solarengo.... &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Olha.... e onde estão vocês?&lt;br/&gt;Bacios e abbraccios,&lt;br/&gt;we&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;título dedicado às nossas saudades do Magoito...&lt;br/&gt;</description>
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      <title>A coragem de viver Conscientemente - Parte III</title>
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      <pubDate>Wed, 14 Apr 2010 21:35:00 +0200</pubDate>
      <description>&lt;br/&gt;Agarra um vislumbre da tua própria grandeza&lt;br/&gt;Todos temos talento. O que é raro e ter a coragem para seguir o talento para o lugar escuro para onde este nos leva. – Erica Jong&lt;br/&gt;A maior coragem é o atrevimento de parecer ser o que um é. - John Lancaster Spalding&lt;br/&gt;O que quer que faças, necessitas de coragem. Qualquer que seja o caminho que escolhas, haverá sempre alguém para te dizer que estás errado. Surgem sempre dificuldades que te tentam a acreditar que os teus críticos estão certos. Delinear um curso de acções e segui-lo até ao fim requer alguma da mesma coragem que um soldado necessita. A paz tem as suas vitórias, mas requer homens e mulheres valentes para as conquistar. - Ralph Waldo Emerson&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Então o que é que fazes com a tua recentemente desenvolvida coragem? Aonde te guiará? A resposta é que te permitirá levar uma vida muito mais preenchida e com significado. Começarás realmente a viver como um ser humano audacioso ao invés de um tímido rato de laboratório - cobaia. Porás a descoberto e desenvolverás os teus maiores talentos. Começarás a viver de longe mais conscientemente e deliberadamente do que alguma vez antes (o haverás feito). Ao invés de reagires aos acontecimentos, tu tomarás a iniciativa de construíres os teus próprios eventos.&lt;br/&gt;A coragem é algo que só conseguirás realmente experienciar a sós. É uma vitória privada, não pública. Reunir a coragem para dar ouvidos aos teus desejos mais secretos não é uma actividade de grupo e não resulta de construíres consensos com outros. Kahlil Gibran escreve no The Prophet, “A visão de um Homem não empresta as suas asas a outro Homem”. O propósito da tua existência só a ti te cabe descobri-lo. Ninguém na Terra passou exactamente pelas mesmas experiências de vida do que tu, e ninguém pensa exactamente os mesmos pensamentos que tu.&lt;br/&gt;Por um lado, esta é uma realização solitária. Quer vivas só ou partilhes a mais profunda intimidade com uma companhia, lá bem no fundo tens mesmo de encarar a realidade de que a tua vida só a ti te cabe vivê-la. Podes escolher ceder temporariamente o controlo da tua vida a outros, seja a uma empresa, uma esposa, ou simplesmente às pressões do dia-a-dia, mas nunca podes ceder a tua responsabilidade pelos resultados. Quer assumas um controlo directo e consciente sobre a tua vida ou meramente reajas aos eventos à medida que te acontecem, tu e só tu tens de arcar com as consequências. &lt;br/&gt;Se te comprometes a seguir o caminho da coragem, serás em última instância forçado a confrontar-te com aquele que é porventura o maior medo de todos – o de que és de longe mais poderoso e capaz do que inicialmente consideravas, de que o teu potencial último é de longe maior do que algo que alguma vez tenhas experienciado no passado, e de que com este poder advém uma imensa responsabilidade. Podes não conseguir resolver todos os problemas do planeta, mas se alguma vez te comprometeres a 100% à realização do teu verdadeiro potencial, podes significativamente impactar as vidas de muitas pessoas, e esse impacto propagar-se-á pelo futuro de gerações vindouras.&lt;br/&gt;Qual é a diferença entre ti e uma dessas figuras históricas lendárias que tiveram um tal impacto? Ambos tinham muitos dos mesmos medos. Ambos nasceram com talentos nalgumas áreas e fraquezas noutras. A única coisas a parar-vos é o medo, e a única coisa que vos fará ultrapassá-lo é a coragem. O que tu fazes com a tua vida não depende dos teus pais, do teu patrão ou da tua esposa. Depende de ti e só de ti.&lt;br/&gt;Agarrar um vislumbre da tua própria grandeza pode ser uma das experiencias mais perturbadoras que possas imaginar. E ainda mais perturbante é, se tu o aceitares, a tomada de consciência dos tremendos desafios que te esperarão. Viver conscientemente não é um caminho fácil, mas é uma experiência humana única, e requer tomar a comprometida decisão de abandonar o rato que há em ti. Ir atrás dos teus maiores e mais ambiciosos sonhos e experienciar o falhanço e desapontamento, mergulhares de cabeça contra as tuas mais humildes limitações humanas em vez de viveres com uma confortável almofada de “potencial” – estes medos são comuns a todos nós.&lt;br/&gt;As primeiras vezes que encontrares esses medos, podes rapidamente bater em retirada para a segurança ilusória da vida como um rato. Mas se continuares a exercitar a tua coragem, poderás eventualmente alcançar uma maturidade em que podes abertamente aceitar os desafios e responsabilidades da vida como um ser humano plenamente consciente. Viver como um rato, simplesmente não terá mais interesse para ti. Tomarás consciência no mais profundo do teu ser “ Eu despertei para este incrível potencial em mim, e eu aceito o que isso venha a exigir-me. Custe o que me custar, o que quer que eu tenha de sacrificar para seguir este caminho: venha a mim. Estou pronto.” Ainda que venhas a experienciar medo, reconhecê-lo-ás pela ilusão que é, e saberás como usar a tua coragem humana para o encarares, de modo a que o medo não mais tenha o poder de te parar.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Abraça a Desafiante Aventura&lt;br/&gt;Antes de embarcares em qualquer caminho coloca-te a questão, este caminho tem um coração? Se a resposta for não, tu sabê-lo-ás e então tens de escolher outro caminho. O problema é que ninguém coloca a questão. E quando um Homem finalmente percebe que trilhou um caminho sem coração, o caminho está pronto a matá-lo. – Carlos Castanheda&lt;br/&gt;Quanto mais profundamente a tristeza se entranha no teu ser, mais alegria poderás conter. Não é a taça que contém o teu vinho a mesma taça que foi feita no forno do oleiro? E não é a harpa que gentilmente acalma o teu espírito, feita da mesma madeira que foi escavada com facas? - Kahlil Gibran &lt;br/&gt;A inacção cria dúvida e o medo. A acção cria confiança e coragem. Se queres conquistar o medo, não te sentes em casa a pensar nisso. Vai lá para fora e ocupa-te. – Dale Carnagie&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;À medida que desenvolves um sentido do teu verdadeiro propósito na vida, poderás começar a sentir uma desconexão desconfortável entre a tua situação corrente de vida e aquela que visualizas no movimento de avanço. Estes dois mundos podem parecer-te tão diferentes que não podes mentalmente conceber como construir uma ponte entre eles. Como podes balancear a realidade prática de cuidar das tuas obrigações tridimensionais como ganhar dinheiro para pagar as contas e impostos, satisfazer o teu patrão, criar a tua família, e manter relações sociais com pessoas que não conseguem sequer relacionar-se com aquilo que estás a experienciar – versus – a nova visão de ti mesmo para a qual queres desesperadamente avançar. Um novo conjunto de medos pode nascer, relacionados com esta mudança aparentemente impossível. Como te sustentarás? O que será das tuas relações? Estarás apenas a enganar-te a ti próprio?&lt;br/&gt;O melhor conselho que te posso dar aqui é o de esqueceres tentar estabelecer uma ponte. Em vez disso foca-te em começar de forma independente o processo de manifestares a tua nova visão de ti mesmo, de raiz, como se fosse uma nova trama completamente separada na tua vida. Se criar uma incongruência temporária na tua vida, fá-lo de qualquer maneira. Por exemplo, supõe que trabalhas como advogado de divórcios, mas a tua coragem diz-te que tens de eventualmente abandonar esse trabalho de adversários. Vislumbras-te a ti mesmo apaixonadamente a ensinar a casais como curar as suas relações destroçadas. Mas tu não consegues sequer imaginar-te como advogado de barra a falar de relações saudáveis, e ainda por cima, não consegues ver nenhuma forma de viver decentemente desta nova carreira, pelo menos não rapidamente. Há um fosso de desconexão demasiado grande entre esta nova visão e a realidade prática. Então, em vez de tentares fazer a ponte entre este fosso, simplesmente começa a construir a tua nova visão a partir do zero em qualquer momento do tempo que disponhas, ainda que seja apenas uma ou duas horas cada semana. Mantém-te a fazer o teu trabalho regular como advogado, mas no teu tempo livre, começa a escrever anonimamente em placards de mensagens de relações para dar conselhos aos casais de como curarem as suas relações. Usa as habilidades oratórias que desenvolveste como advogado para começar a falar para pequenos grupos acerca da cura de relacionamentos. Talvez criares um novo website, e começares a escrever e disponibilizar artigos acerca da tua nova paixão. Não tens de esconder o facto de seres advogado, mas não te preocupes em ligar com uma ponte estes dois mundos. Vive no paradoxo. Começa a desenvolver o teu novo eu, e permite ao antigo continuar em paralelo durante um tempo.&lt;br/&gt;O que acontecerá é que desenvolverás capacidades nesta nova jornada, e eventualmente poderás sustentar-te a partir delas, ainda que não consigas ver como fazê-lo desde já. Podes não ser capaz de vislumbrar uma forma de te sustentares nesta nova visão de ti mesmo desde já, e não há qualquer problema nisso. Começa-o de qualquer maneira, fazendo-o de graça, sem qualquer preocupação de como torná-lo numa nova carreira a tempo-inteiro. Aguarda clarividência com paciência; eventualmente encontrarás uma maneira de o fazer funcionar. Então, quando o tempo for o certo, poderás pacificamente abandonar a anterior carreira e focar toda a tua energia na nova. Nalgum ponto poderás comprometer-te completamente ao teu novo eu. A tua paixão pelo teu novo trabalho eventualmente suplantará o teu medo de deixar a tua antiga fonte de estabilidade. Por isso, em vez de tentares transformar a tua anterior carreira na nova, apenas começa o processo de construir a nova, e deixa a antiga gradualmente desvanecer. Mesmo se só podes investir uma hora por semana nesta nova jornada, provavelmente descobrirás que esta hora te preenche mais do que todas as restantes horas juntas, e essa paixão levar-te-á a descobrir uma forma de gradualmente fazer crescer esta presença até preencher a maior parte dos teus dias. O mais importante é começar agora por introduzir a tua nova visão de ti mesmo na tua vida diária, ainda que inicialmente só o possas fazer ligeiramente.&lt;br/&gt;Por mais difícil que possa parecer, escolhe viver conscientemente. Não sucumbas à alma meio-consciente do pensamento baseado no medo, enchendo a tua vida com distracções para evitares encarar o que sentes naqueles espaços vazios entre os teus pensamentos. Ou exercitas a tua habilidade de coragem humana e progressivamente constróis a força para encarares os teus mais profundos e negros medos, para viveres como o ser poderoso que realmente és, ou então admites que os teus medos são demasiado para ti, e abraças a vida como um rato. Mas faz esta escolha conscientemente e com total consciência das suas consequências. Se vais permitir que o medo vença a batalha pela tua vida, então proclama o medo vitorioso e perde o jogo. Se simplesmente evitas viver conscientemente e corajosamente, então isso é equivalente a desistir da própria vida, onde a tua existência contínua se torna pouco mais que um período de espera antes da morte física – o nada em oposição à aventura destemida.&lt;br/&gt;Não morras sem abraçar a aventura destemida que a tua vida está destinada a ser. Podes ficar falido. Podes experienciar falhar e repetidas rejeições. Podes perdurar em múltiplas relações disfuncionais. Mas tudo isto são metas ao longo do caminho de uma vida vivida corajosamente. São as tuas vitórias privadas, escavando um espaço mais profundo em ti para preencheres com uma abundância de alegria, felicidade e realização. Então avança e sente o medo – depois reúne a coragem para, ainda assim, seguires os teus sonhos. Isso é força incapaz de ser derrotada.&lt;br/&gt;</description>
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      <title>A coragem de viver Conscientemente - Parte II</title>
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      <pubDate>Sun, 11 Apr 2010 09:30:59 +0200</pubDate>
      <description>&lt;br/&gt;Eleva a tua Consciência&lt;br/&gt;A Vida encolhe ou expande na proporção da coragem de cada um. – Anais Nin&lt;br/&gt;A Coragem é o preço que a Vida cobra para permitir paz. – Amelia Earhart&lt;br/&gt;Ganhas força, coragem e confiança por cada experiência em que realmente paras para encarar o medo de frente. Estás capaz de te dizer ‘Eu vivi este horror. Eu posso aguentar o próximo que venha a surgir’. Tu tens de fazer aquilo que te julgas incapaz de fazer. - Eleanor Roosevelt&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O caminho para fora deste circulo vicioso é convocares a tua coragem e confrontares essa voz interior. Encontra um lugar onde possas estar só com um pedaço de papel e caneta (ou computador). Ouve a tua voz interior, e encara aquilo que ela te diz, por mais difícil que seja ouvires. (A voz é apenas uma abstracção – podes não ouvir quaisquer palavras; em vez disso podes ver aquilo que deverias estar a fazer ou simplesmente senti-lo emocionalmente. Em todo o caso continuarei a referir-me apenas à voz para dar sentido ao exemplo). Esta voz pode dizer-te que o teu casamento está morto faz dez anos, e tu recusaste encará-lo porque temes o divorcio. Pode dizer-te que tens medo porque se inicias o teu próprio negócio, provavelmente falharás, e é por isso que te manténs num emprego que não te desafia a crescer. Pode dizer-te que desististe de perder peso porque falhaste esse processo tantas vezes, e estás viciado em comida. Pode dizer-te que os amigos com que te relacionas agora são incongruentes com a pessoa que te queres tornar, e que necessitas de deixar esse grupo de referência para trás e construíres um novo. Pode dizer-te que sempre quiseste ser um actor ou escritor, mas contentaste-te com um emprego como vendedor porque parecia mais estável e seguro. Pode dizer-te que sempre quiseste ajudar as pessoas necessitadas, mas que não o estás a fazer do modo adequado. Pode dizer-te que estás a desperdiçar os teus talentos.&lt;br/&gt;Vê se consegues reduzir essa voz a apenas uma ou duas palavras. O que te está a dizer para fazeres? Deixa. Desiste. Fala. Escreve. Dança. Actua. Exercita. Vende. Troca. Segue. Deixa ir. Pergunta. Aprende. Perdoa. O que quer que obtenhas, escreve-o. Talvez até tenhas diferentes palavras para cada área da tua vida.&lt;br/&gt;Agora tens que dar o difícil passo de conscientemente admitires que isto é o que realmente queres. Está Ok se te parece impossível para ti. Está Ok se não vês como alguma vez o poderias ter. Mas não negues que o queres. Diminuis a tua consciência quando o fazes. Quando olhas o teu corpo com sobrepeso, admite que realmente queres estar em forma e saudável. Quando acenderes aquele próximo cigarro, não negues que queres ser um não-fumador. Quando encontrares a potencial companhia dos teus sonhos, não negues que adorarias estar num relacionamento com essa pessoa. Quando encontrares uma pessoa que parece estar em total paz consigo mesma, não negues que também desejas aquele nível de paz interior. Afasta-te da negação. Ao invés, move-te para uma posição em que admites, “Eu realmente quero isto, mas eu apenas não sinto ter actualmente a capacidade de o alcançar.” É perfeitamente aceitável querer algo que se julga não se poder ter. E estarás quase seguramente errado ao concluíres que não o podes ter. Mas em primeiro lugar, pára de te mentir e fingir que realmente não o queres.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Move-te do Medo para a Acção, ainda que esperes falhar&lt;br/&gt;Quando um jovem rapaz salta para o grande “Golias”, o mundo, e o agarra audazmente pela barba, é frequentemente surpreendido por descobrir que esta vem agarrada à sua mão, e que apenas estava presa para assustar os tímidos aventureiros. - Ralph Waldo Emerson&lt;br/&gt;A maioria dos nossos obstáculos desvanecer-se-iam se, ao invés de nos acobardar-mos perante eles, nos decidíssemos a caminhar audazmente através deles. - Orison Swett Marden&lt;br/&gt;Coragem e perseverança têm um talismã mágico, ante o qual as dificuldades desaparecem e os obstáculos se esfumam no ar. - John Quincy Adams&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Agora que reconheceste alguns dos aspectos que tinhas medo de encarar, como te sentes? Provavelmente ainda te sentes paralisado perante a tomada de atitudes. Está certo. Enquanto mergulhar de cabeça e encarar um medo de frente pode ser muito efectivo, pode requerer mais coragem do que aquela que sentes conseguir reunir agora.&lt;br/&gt;O ponto mais importante que pretendo que aprendas deste artigo é que a coragem real é uma habilidade mental, e não emocional. Neurologicamente significa usar o racional neocortex do nosso cérebro para se sobrepor aos impulsos límbicos emocionais. Por outras palavras, usas a tua inteligência humana, a tua lógica e vontade independente, para suplantares as limitações herdadas como mamífero emocional.&lt;br/&gt;Isto agora pode fazer todo o sentido, mas é de longe mais fácil dizê-lo que fazê-lo. Podes logicamente saber que não estás em qualquer perigo ao subir para um palco e falares perante 1000 pessoas, mas o medo aparece de qualquer maneira, e a ameaça imaginária impede-te de te voluntariares para algo parecido com isso. Ou podes saber que estás num emprego sem saída, mas não pareces conseguir assumires-te para dizeres as palavras, “Eu despeço-me.”&lt;br/&gt;A coragem, no entanto, não requer que assumas medidas drásticas nestas situações. Coragem é uma habilidade mental aprendida que tens de exercitar, tal como o treino com pesos fortalece os teus músculos. Não irias para um ginásio pela primeira vez e tentarias levantar 136Kg, por isso não penses que para ser corajoso tens de enfrentar de imediato o teu medo mais paralisante.&lt;br/&gt;Há dois métodos que sugiro para fortalecer a coragem. A primeira abordagem é análoga ao treino progressivo com pesos. Começa com pesos que consegues levantar mas que são desafiantes para ti, e então progressivamente treina para pesos mais e mais elevados à medida que te tornas mais forte. Assim, enfrenta o teu mais pequeno medo em primeiro lugar, e progressivamente vai enfrentando maiores e maiores medos. Treinares para levantares 136Kg não é tão difícil se já levantaste 100Kg. De igual modo, falar para uma audiência de 1000 pessoas não é tão duro, uma vez que já tenhas falado para uma de 900 pessoas.&lt;br/&gt;Então agarra um pedaço de papel, e escreve um dos medos que gostarias de suplantar. Numera de 1 a 10, e escreve dez variações deste medo, com o número 1 para o que produz menos ansiedade e o número 10 para o que produz mais ansiedade. Esta é a tua hierarquia de medo. Por exemplo, se tens medo de convidar alguém para sair, então o número 1 da tua lista poderia ser: sair para um sitio público e sorrir a uma pessoa que considerasses atraente (medo muito ténue). O número 2 poderia ser: sorrires a 10 atraentes estranhos num dia. O número 10 da lista seria o de convidar o teu par ideal para sair, frente a todos os vossos amigos comuns, quando tens quase a certeza absoluta de que será imediatamente recusado, e todos na sala se vão rir (medo extremo). Agora começa por estabelecer um objectivo para completares o número 1 da tua lista. Quando obtiveres esse sucesso ( e sucesso neste caso simplesmente significa tomar a atitude, independentemente do resultado), então segue para o número 2, e por ai fora, até estares pronto a enfrentar o número 10 ou até sentires que este medo não mais te limita. Podes ter de ajustar os itens da tua lista para os tornares realizáveis ao ponto de efectivamente os experimentares. E se alguma vez sentires que o próximo passo é muito grande, então desdobra-o em gradientes mais pequenos. Se consegues levantar 100Kg mas não 136Kg, então experimenta 130Kg ou mesmo 101Kg. Leva este processo tão gradualmente como necessites, de tal forma que o próximo passo seja um desafio forte para ti, mas que te sentes satisfatoriamente confiante de que o podes completar. E sente-te livre para repetires um passo anterior múltiplas vezes, se sentes que te ajuda na preparação para o próximo passo. Marca o teu passo.&lt;br/&gt;Seguindo este processo de treino progressivo, alcançarás dois resultados. Cessarás de reforçar a resposta medo/fuga que exibiste no passado. E condicionar-te-ás a agir com mais coragem em situações futuras. Então os teus sentimentos de medo diminuirão ao mesmo tempo que a tua expressão de coragem cresce. Neurologicamente estarás a enfraquecer o controlo límbico sobre as tuas acções enquanto fortaleces o controlo neocortical, movendo-te gradualmente de um comportamento inconsciente de rato-laboratório cobaia, para um de um ser humano consciente.&lt;br/&gt;A segunda abordagem para construir coragem é a de adquirir conhecimento e habilidades no domínio do medo identificado. Confrontar os medos directamente pode ajudar, mas se o teu medo é devido em larga medida a ignorância e falta de habilidades, então podes normalmente reduzir ou eliminar o medo com informação e formação. Por exemplo, se tens receio de deixar o teu emprego e iniciar o teu próprio negócio, apesar de te apaixonar profundamente a ideia de estar num negócio autonomamente, então começa a ler livros e ter aulas de como começar o teu próprio negócio. Passa uma tarde na biblioteca local investigando o assunto, ou investiga-o online. Adere à Câmara de Comércio Local ou outras organizações empresariais relevantes no teu campo de interesses. Assiste a conferências. Estabelece contactos. Consegue a ajuda de um mentor. Constrói a tua habilidade até ao ponto em que sentes confiança de que podes na realidade ter sucesso, e este conhecimento ajudar-te-á a agir com mais determinação e coragem quando estiveres pronto. Este método é particularmente eficaz quando grande parte do teu medo é devido ao desconhecimento. Frequentemente, ler um ou dois livros sobre o tema pode ser suficiente para afastar o medo e habilitar-te à tomada de acção.&lt;br/&gt;Estes dois métodos são os meus favoritos, mas há muitas formas alternativas de te condicionares a ultrapassar medos, incluindo programação neuro-linguística, terapia implosiva, dessensibilização sistemática e auto-confrontação. Se pretendes aprender sobre estes métodos e enriquecer o teu arsenal de ferramentas eliminadoras de medos, podes investigá-los online através de um motor de busca. A maioria destes podem ser aprendidos auto-didacticamente (a terapia implosiva é a única excepção).&lt;br/&gt;Não é importante qual é exactamente o processo que usas para construir coragem. O que é importante é que conscientemente o faças. Tal como os teus músculos vão atrofiar se regularmente não os exercitas, também a tua coragem atrofiará se conscientemente não te desafias a encarar consistentemente os teus medos. Na ausência deste tipo de condicionamento consciente, automaticamente te tornas fraco tanto na mente como no corpo. Se não estás regularmente a exercitar a tua coragem, então, por oposição, estás a fortalecer os teus medos; não há meio termo. Tal como os teus músculos atrofiam por falta de uso, também a tua coragem decai na ausência de condicionamento consciente.&lt;br/&gt;Isto pode parecer pouco claro, por isso aqui está uma forma positiva de o ver. Pesos pesados podem ser uma sobrecarga física, mas são ferramentas que ajudam a construir músculos mais fortes. Tu não olharias para umas barras de 20Kg e dirias, “Porque têm vocês de ser tão pesadas?” É o que é. Pesado é no teu pensamento, não uma propriedade intrínseca da barra. De modo semelhante, não olhes para aquilo de que tens medo e digas “Porque tens de ser tão assustador?” Medo é a tua reacção, não uma propriedade do objecto da tua ansiedade.&lt;br/&gt;O medo não é o teu inimigo. É um compasso que te aponta para as áreas onde necessitas crescer. Por isso, quando encontrares um novo medo em ti, celebra-o como uma oportunidade de crescimento, tal como celebrarias alcançar uma nova marca pessoal no levantamento de pesos.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;(Continua, brevemente, em A coragem de viver Conscientemente - Parte III)</description>
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      <title>A coragem de viver Conscientemente&#13;- Parte I</title>
      <link>http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2010/4/7_A_coragem_de_viver_Conscientemente-_Parte_1.html</link>
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      <pubDate>Wed, 7 Apr 2010 11:38:18 +0200</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2010/4/7_A_coragem_de_viver_Conscientemente-_Parte_1_files/Imagem_Coragem_Conscientemente.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Media/Imagem_Coragem_Conscientemente_1.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:254px; height:339px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;Este artigo é muito grande, como ‘grandes’ são as decisões de uma vida, os actos que nos fazem mudar agulhas…percorrer novos caminhos.&lt;br/&gt;Foi originalmente escrito por Steve Pavlina, um norte-americano desafiante, que faz vida a desenvolver-se e transcender-se como pessoa, partilhando com os outros os resultados das suas experiências. O Steve tem um site em &lt;a href=&quot;http://www.stevepavlina.com/&quot;&gt;www.stevepavlina.com&lt;/a&gt; cujo mote é: personal development for smart people. A versão original do artigo encontram-na &lt;a href=&quot;http://www.stevepavlina.com/articles/courage-to-live-consciously.htm&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br/&gt;Chegámos a este artigo já em período de preparação do nosso novo modo de vida e da nossa viagem. Ajudou-nos a fortalecer a convicção de que estávamos no Nosso caminho certo. Foi traduzido por nós, com permissão do Steve, tendo como base de referência manter a coerência com o espírito do artigo original. Para não pesar muito, na vossa leitura e nos nossos uploads, vamos dividi-lo em três partes - a publicar de acordo com a nossa disponibilidade de acesso à internet.&lt;br/&gt;A sua inclusão neste nosso blog deve-se ao facto dele ilustrar muito bem o que nos levou, e leva, a conseguir realizar a oneness cook, o que nos faz continuar a olhar em frente, o que, perante as adversidades que vamos enfrentando, nos relembra que há algo maior a impulsionar-nos para a concretização de uma missão que, sendo a nossa, não está fechada a quem queira dar o seu contributo.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;</description>
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      <title>adeus ao au revoir, olá ao ciao</title>
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      <pubDate>Sun, 4 Apr 2010 15:05:06 +0200</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2010/4/4_adeus_ao_au_revoir,_ol%C3%A1_ao_ciao_files/o_img%2026032010%205.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Media/o_img%2026032010%205.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:255px; height:159px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;Passamos por França com suavidade, por dias de chuva, de sol e sobretudo de muito vento. Quase sempre pela costa, descobrirmos varias mecas do windsurf e do turismo activo. Vimos areais de praia sem fim, lagos, pântanos e lagoas, vilas de uma beleza memorável e outras com menos interesse. &lt;br/&gt;Mas no resumo de tudo, o que vimos mais foram proibições de circulação e estacionamento a auto-caravanas, limitações e dificuldades nos abastecimentos e manutenções, sublinhando como é necessário improvisar e flexibilizar para sobreviver neste contexto. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Passeamos por extremos, com o intuito de, ao nos permitir conhecer as realidades que por lá se vivem, relativizarmo-nos. &lt;br/&gt;Passeamos em St Tropez, estivemos no Mónaco, fluímos entre os luxos, os porche, os ferrari, os lamborghini, os benneteux, os jenneux, os 'don't touch', … as gucci, as prada, e todas as demais. &lt;br/&gt;Estas coisas em si não são novas ou desconhecidas. Mas entramos num contexto em que este nível parece ser o normal, assumindo como nível baixo aquilo a que nos acostumamos a considerar como médio alto.&lt;br/&gt;Curiosamente, ou não, pelo que nos podemos aperceber, o nível de felicidade não acompanha o nível de riqueza. As expressões nos olhos não demonstram alegria, realização, le joie de vivre. Talvez o mais recorrente encontrar sejam demonstrações de altivez, de segurança ou conforto. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Deixamos França por Menton, uma vila encantadora à beira-mar. &lt;br/&gt;Entramos em Itália por Ventimiglia, ou melhor dizendo por uma sequência de villaggios em catadupla, cuja separação entre si apenas é apercebida pela leitura das placas. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Novamente em busca de um ponto de abastecimento, demos connosco num desconhecido conceito de serviço às auto-caravanas. Um cruzamento de parque de estacionamento com parque de campismo, onde se pode estacionar e usufruir dos recursos de manutenção por preços mais baixos que os dos parques de campismo, com a limitação de que não podes montar acampamento. Estacionas e já está.&lt;br/&gt;Nunca tínhamos visto tantas caravanas concentradas. A época da Páscoa é um período de férias concorrido para este modo de vida! &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Tendo-nos apercebido que toda a costa estava apinhada de turistas, provavelmente em busca de um Verão antecipado, decidimos afastar-nos um pouco. Venha mais sossego e tranquilidade para nos permitir definir as prioridades dos próximos passos.&lt;br/&gt;O que não nos apercebemos era que sair da costa implica necessariamente entrar na montanha. Afinal, estamos nos Alpes Marítimos e, no final de um percurso de apenas 30km, já tínhamos trepado até aos 1.000 metros. &lt;br/&gt;Estávamos de volta à neve e ao tiritar do dente. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Regressámos à costa. Chove a potes, venta que se farta e certamente os utentes das tantas caravanas que por nós passam ponderam seriamente se voltarão a escolher esta época para auto-caravanear... &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;De dois dias de Itália, recolhemos a simpatia de com quem entabulámos conversa, deliciados com as melodias desta língua cantada, desafiados na orientação entre ciaos, chiusos, pregos, piazzetas, lovoros, paninis, ... &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Um novo ciclo começa. É Páscoa.&lt;br/&gt;Vão ver que é Páscoa... </description>
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      <title>in the woom of a Mother, &#13;in the woom of Patchamama</title>
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      <pubDate>Tue, 30 Mar 2010 20:49:31 +0200</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2010/3/30_in_the_woom_of_a_Mother,_in_the_woom_of_Patchamama_files/o_img%2020022010%2019.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Media/o_img%2020022010%2019.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:255px; height:159px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;Fomos brindados com um convite para entrar, e fazer parte da cerimónia. &lt;br/&gt;Chegámos depois de vários 'imprevistos preparativos', como que se o Universo quisesse garantir que teríamos tempo suficiente para estarmos prontos para o que aí vinha;  como certificando que mereceríamos ali estar, e que estávamos seguros que o queríamos. &lt;br/&gt;E foi tão intenso como poderíamos, assim de longe, imaginar: experienciámos plenamente um verdadeiro Temaskal.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Chegámos e ficámos em &lt;a href=&quot;Entries/2010/3/16_momentos_espremidos.html&quot;&gt;San Miquel &lt;/a&gt;o tempo suficiente para participar em todas as etapas do cerimonial, tanto de preparação como de finalização, começando num tarde acinzentada e terminando na seguinte tardia manhã solarenga. &lt;br/&gt;Recolhemos e preparámos a lenha para a fogueira, elegemos as pedras que nos deram calor, transportámos a água com que no final da cerimónia nos banhámos, cantámos, batucámos, transpirámos, purgámos, relaxámos, vibrámos... &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O calor de uma fogueira é inigualável, no seu poder atractivo e acolhedor. Juntando um céu estrelado numa bem fresca noite de inverno, potenciámos a combinação destes elementos naturais a um estado quase de perfeição. &lt;br/&gt;E para que o quase se dissolva, o calor humano, a boa disposição e a vibração da música.&lt;br/&gt;Este foi o cenário introdutório, tecnicamente conhecido para quem se fardou de escuteira durante alguns belos anos mas energeticamente bem distante - falando de coisas que apenas se sentem, sem que se possam comparar. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O Temaskal começa a seguir, num sopro de coragem para  nos despirmos das capas protectoras do vento montanhês, e entrarmos:&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Um Temaskal, ou Inipi, é um ritual de origem xamânica que ocidental e rapidamente o descreveríamos como uma sauna comunitária, ao ar livre. Mas na verdade, é muuuito mais que apenas isso. &lt;br/&gt;Em total comunhão com os elementos, é um poderoso cerimonial de vibração, revolvendo por dentro e purgando para fora. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Como todos os rituais, um Temaskal é construído sobre as crenças que a cultura que o envolve alimenta. No Xamanismo louva-se os 4 elementos (terra, fogo, vento, agua), as 4 direcções  (E, S, O, N) e, as estas 4 etapas, se associam fases da vida, emoções, sentimentos, capacidades, características, animais de poder ...&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;No centro de uma estrutura circular de madeira, assente na terra e totalmente coberta com mantas, é preparado um buraco no solo onde se colocam pedras em brasa - aquecidas na fogueira que por perto se mantém acesa.&lt;br/&gt;Ao serem regadas com água, as pedras (que representam a sabedoria ancestral da Terra)  produzirão o calor húmido que se vivenciará dentro deste particular tipi. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Tendo em conta os 4 elementos e direcções, as pedras entrarão no tipi em 4 fases - marcando 4 tempos de calor, que gradualmente se vai tornando mais intenso e profundo. Dentro do tipi, de acordo com o elemento/direcção no qual a cada tempo se enfocará, soam cânticos, batuques, partilhas, preces, ... &lt;br/&gt;E verdadeiramente se vibra, intensamente se transpira, literalmente se purga. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;No final de todos estes ciclos de calor, ao sair de novo para a noite estrelada, resta-nos banharmo-nos com uma concha de água fresca (gelada) e voltar para o ninho da fogueira que ainda nos espera. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O cheiro a fumo, o corpo com barro e uma profunda sensação de limpeza são apenas alguns resquícios memoriais de uma cerimónia tão intensa. A vibração ainda se mantém no ar. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Que bom é poder contactar assim com a Terra, com os elementos. &lt;br/&gt;Recordar de onde nascemos, simbolicamente como a energia envolvente de um útero. E  assim redescobrir e louvar com mais plenitude a Mãe Terra, e todo o poder e sabedoria ancestral com que ela nos provêm. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Se puderem, experimentem. O ritual físico por si só, se quiserem deixar o tema das energias à parte, merece ser vivido. &lt;br/&gt;Ou, virando o bico ao prego, merecem vós o conhecer... :)  &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Desfrutem, e depois contem como foi. &lt;br/&gt;</description>
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      <title>local: Cadaqués; estado: uau </title>
      <link>http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2010/3/25_local%3A_Cadaqu%C3%A9s%3B_estado%3A_uau_.html</link>
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      <pubDate>Thu, 25 Mar 2010 11:57:40 +0100</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2010/3/25_local%3A_Cadaqu%C3%A9s%3B_estado%3A_uau__files/o_img%2023032010%2029.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Media/o_img%2023032010%2029.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:255px; height:159px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;Escolhemos sair da Catalunha pela cidade que Dali escolheu para viver: Cadaqués. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Chegamos pela noite, envolvidos pelas montanhas cobertas de denso nevoeiro. &lt;br/&gt;As estradas de curva e contra-curva deixaram-nos na entrada da cidade, onde por todos os lados se encontram sinais de trânsito proibido a auto-caravanas. Duas excepções: o caminho até ao parque de campismo e o acesso ao parking privado. &lt;br/&gt;Para pernoitar, apenas uma opção: o parking privado; para aparcar durante o dia, duas: por 18€ no parking ou gratuitamente em frente ao parque de campismo. Tudo o resto: interdito. A multa é de 150€ e os avisos são muitos.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Com esta recepção foi fácil concluir que Cadaqués é um sítio muito concorrido no Verão (quando nestas zonas há mais caravanas que moscas), que se protege bem e que seguramente teria razões para isso. &lt;br/&gt;Arriscamos um pouco e rumamos, via uma estrada interdita, em direcção ao farol de Cap de Creus.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Descobrimos que a estrada, para além da sinaléctica avisadora, também está repleta de outras limitações, esburacada e não esfalfada. &lt;br/&gt;Pelo caminho descobrimos um local bem escondido e discreto para estacionar e pernoitar, bem em cima do mar, justamente na entrada de uma mini praia. Um zona totalmente sem movimento, um parque de estacionamento que aparenta apenas ter movimento no Verão.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Cadaqués está situada numa baia, rodeada de mil mini-baías. São praias sem fim, com acessos por terra ou com acesso apenas por mar. Costa ventosa, mar azulão, água transparente.&lt;br/&gt;O centro do pueblo é um intrincado de ruas e casas brancas, de portas e janelas coloridas. Ruas íngremes, descidas perigosas em pavimentos irregulares, que seguramente servem de convite para os idosos emigrarem para outras zonas. &lt;br/&gt;Os ‘arredores’ estão povoados de casas de pedra escondidas nas encostas, de modestas casas geminadas desenhando os contornos do pueblo, e de muitas casas abastadas: a maioria nitidamente de veraneio, com convidativos alpendres, piscinas, jardins e deslumbrantes vistas.  &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Estávamos modestamente estacionados numa zona aparentemente em crescimento, entre as abastadas casas de deslumbrantes vistas. O bruto toc-toc no vidro da JCook surgiu durante a meditação, pelas 21h16 segundo o relógio do polícia. Cadaqués para além de apresentar uma farta sinalética está também bem controlada....&lt;br/&gt;Fomos simpaticamente convidados a abandonar a zona privilegiada onde estávamos e rumar para a única possível zona de pernoita. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A manhã de passeio que a Cadaqués destinámos foi tremendamente abrilhantadora de olhos, em particular a zona onde se encontra a Casa-Museu Dali: rodeada de baias e socalcos de oliveiras. Não entrámos: o exterior foi suficientemente estimulante.&lt;br/&gt;O centro da cidade mais uma vez demonstrou que é no Verão que a coisa aperta: pululam obras e reformas, em zonas públicas e privadas. É notório uma forte influência francesa, no distinto requinte com que as montras se apresentam e no facto de na sua maioria serem galerias de arte.&lt;br/&gt;Curiosamente, ao contrário da generalidade dos pueblos por donde passamos no País Basco e na Catalunha, praticamente não se vêm crianças na rua. Os trabalhadores com quem nos cruzamos, que foram bastantes já que está muita coisa em obras, tinham um ar bastante saudável (quase-quase anúncio das 16h30 Coca-Cola). Desconfio que trabalhar dentro de um postal, banhados de sol e uma bela brisa mediterrânea seja um forte contributo... &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Preciosa descoberta. Altamente recomendável.&lt;br/&gt;Obrigada Yurgen pelo estímulo! &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Neste momento já estamos em França. Entramos ontem pela Région Provence Alpes Côte d’Azur adentro... AInda não descobrimos como vamos aceder à internet mas, quando possível, por aqui daremos sinal de vida&lt;br/&gt;À bientôt, nos amis!&lt;br/&gt;</description>
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      <title>um percurso ao contrário</title>
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      <pubDate>Sat, 20 Mar 2010 16:42:37 +0100</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2010/3/20_um_percurso_ao_contr%C3%A1rio_files/o_img%2020032010%207.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Media/o_img%2020032010%207.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:255px; height:159px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;Diz-se que o caminho para a verdadeira sabedoria compreende três distintas fases. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A primeira seria aquela na qual adquirimos conhecimento através de outros, através de uma fonte de informação externa. É um conhecimento útil no sentido em que nos pode colocar numa direcção adequada mas, em si mesmo, é apenas uma sabedoria emprestada. Existe uma aceitação da verdade do outro, que aceitamos como verdade para nós. É o terreno das crenças em mitos e lendas, do medo de ir para o Inferno ou ser castigado por ausência de cumprimento de um rito. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A segunda fase é a fase da compreensão intelectual. Ao interpretar a informação que recebemos, avaliando e validando o seu conteúdo, cada um pode escolher aceitar a informação como verdade ou falsidade para si mesmo. Libertamos-nos das crenças cegas e recuperamos o poder de escolher por nós mesmos. &lt;br/&gt;O perigo desta fase será a consideração de que ela seja um fim em si mesma: o desenvolvimento e constante alimentação de um conhecimento intelectual, sem uma real aplicação consequente, e como via possível para um enaltecer de um ego cada vez mais inchado. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Através destas duas primeiras fases recolhemos direcção e alinhamento; são etapas imprescindíveis para a fase consequente. Na terceira fase a sabedoria decorre da experiência directa. Esta é considerada a autentica sabedoria, baseada na nossa experiência real, comprovada com todos os nossos sentidos, com o eco provocado no nosso ser. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A estes três níveis,  acrescentaria mais um. &lt;br/&gt;A sabedoria de viver uma experiência directa e ser capaz de fazer o percurso ao contrário: experienciar e compreender - intelectual, emocional, sensorial e espiritualmente - a informação/verdade que a experiência contém. &lt;br/&gt;Não está é fácil... &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;</description>
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      <title>Dhamma ocooking</title>
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      <pubDate>Wed, 17 Mar 2010 06:22:13 +0100</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2010/3/17_Dhamma_ocooking_files/3498447992_aa8bca957c_o.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Media/3498447992_aa8bca957c_o_1.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:254px; height:406px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;Hola Amigoa, &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;En este documento encontrarás algunas de las receptas que cocinamos en el Dhamma Neru:&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Antes de empezar a cocinar, acuérdate que es con la comida que tenemos una de las relaciones mas intimas de nuestras vidas. &lt;br/&gt;Ella se transmutará en nuestro sangre y por eso es bueno pensar con que cualidad energética nos queremos rellenar, y a los demás para quien estamos cocinando.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Y que tal se nos rellenamos a todos de Metta? &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Buenos apetitos, (: be happy :)&lt;br/&gt;is + josé&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;</description>
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      <title>momentos espremidos</title>
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      <pubDate>Tue, 16 Mar 2010 13:28:36 +0100</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2010/3/16_momentos_espremidos_files/o_img%2019022010%2011.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Media/o_img%2019022010%2011.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:256px; height:160px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;Estamos ainda a meio de Fevereiro e rumamos para o interior da Catalunha. A Garrotxa é uma zona vulcânica, onde se reúnem fortes e palpáveis níveis de energia.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Começamos por conhecer Olot, uma cidade poli-étnica onde as políticas de acolhimento e integração de emigrantes realmente funcionam e que, por isso, em determinadas zonas e fruto dos fluxos pedonais, é difícil recordar que ainda estamos em Espanha e não no Senegal, na China, em Marrocos, ...&lt;br/&gt;Urbanisticamente falando, Olot mais que uma cidade parece que são duas: o núcleo central – com um casco antigo precioso, num desafiante emaranhado ruas contornadas por edifícios coloridos – e a auréola exterior – tão descaracterizada, cinza e desinteressante .... &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;De Olot apenas registei uma foto, que me parece feliz por apresentar um pouco de tudo o que a caracteriza: os edifícios belos e coloridos numa praça central muito simpática, um emigrante no seu caminho diário e as bicis um dos meios de transporte mais usado e estimulado. &lt;br/&gt;Mais fotos... estes dois iluminados clicks do Snap Lightwalker.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Num convite inesperado, enquanto partilhávamos uma deliciosa refeição com a Paz aqui na JCook, desenhamos em conjunto a possibilidade de irmos os três até San Miquel. San Miquel é uma montanha na chamada Alta Garrotxa, uma zona obviamente lindíssima e que aloja pueblos com aura tanto de medieval como de místicos.   &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Após uma incrível aventura para trepar até San Miquel com a JCook, proeza irrepetível, fomos acolhidos pela Pilar. A Pilar é uma Mulher que não se pode descrever, apenas conhecer. Tem uma fé que literalmente move montanhas e que contagia todos os que pela sua casa escolhem passar. Entre tudo o que partilhamos e com ela vivenciamos, falar-vos-emos com mais detalhe do Tamaskal, uma cerimónia xamânica na qual fomos acolhidos.   &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;De San Miquel seguimos para..... o Dhamma Neru. O Dhamma Neru é.... acho que já sabem, verdad? Repetimos a receita e voltamos para outro período de trabalho, desta vez por 10 dias. &lt;br/&gt;Para este período, fruto dos movimentos com as panelas e o fogão durante o período de trabalho anterior, recebi uma proposta concreta de me encarregar da cozinha. O pedido trazia na manga uma vontade de aprenderem novas receitas, mais limpas e leves, novos ingredientes e novas combinações, ensinando-lhes na prática que é possível alcançar sabor e satisfação através de refeições mais saudáveis.  &lt;br/&gt;Ao fazer um primeiro levantamento da matéria prima de que dispunha, tendo me sido dada a oportunidade de gerir novas encomendas de produtos, acresci um novo grau de desafio: limpar as prateleiras. Fazer um reset aos ingredientes que por ali se acumulavam, a maioria por desconhecimento de como os usar. &lt;br/&gt;Contei com uma fenomenal ajudante, a doce Katherine, e os resultados foram muito positivos. A pedido das bocas alimentadas, partilharemos algumas das receitas aqui no blog.  &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Mais uma vez, terminamos esta semana com uma nova colheita de sementes de partilha. &lt;br/&gt;Mas desta vez ao terminar este período, e pela primeira vez na historia desta nossa vivência onenesscook, decidimos pôr energia nos processos que cada um de nós sentia como prioritário para aquele momento: o Zé ficaria no &lt;a href=&quot;http://www.es.dhamma.org/&quot;&gt;Dhamma&lt;/a&gt; para um curso de 10 dias e eu não. &lt;br/&gt;Foi importante assumir a liberdade de tomarmos estas decisões. No fundo não nos podemos constituir como limitações para o crescimento e transcendência de cada um, e reconhecer os movimentos que cada um precisa, a seu tempo, é ainda mais potenciador do nosso crescimento conjunto. &lt;br/&gt;E assim seja. :)&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Os meus planos para estes 10 dias, ao aceitar o convite de usufruir da serenidade casa de uma amiga, eram vários. A partilhar: a intenção de actualizar os canais de comunicação (acho que se nota...) e uma primaveril limpeza de fígado. &lt;br/&gt;Foi um período de 10 dias muito intenso, que começou por uma menos feliz surpresa. &lt;br/&gt;No regresso do dia que passei em Barcelona – para visitar a Katherine, conhecer o projecto artístico que ela e o companheiro estão a desenvolver, e colocar em acção, para a divulgação deste projecto, as valências fotográficas que vou adquirindo – encontrei a JCook violada. A JCook estava estrategicamente aparcada em frente à Marina de Vilanova y la Geltru (a 40km de Barcelona), num lugar perto do posto dos seguranças que 24h/24h controlam a entrada na Marina. &lt;br/&gt;Esta estratégia de estacionamento de nada serviu. Como os seguranças me contaram, eles (‘unos mouros’) entram com frequência em barcos, rapinam o que lhes interessa e ninguém os consegue apanhar. Se a policia (aqui elegantemente chamados de mossos de esquadra) os identifica, é possível que passem uma noite na esquadra e, no dia seguinte já cá estão fora novamente. E o ciclo continua. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Eles não levaram muita coisa (parece que comida, livros e roupa não lhes interessa de todo), apesar de terem remexido e vasculhado quase tudo. Dedicaram especial atenção à minha roupa interior que, descobri depois, é onde em Marrocos as mulheres guardam o dinheiro. Levaram-nos o GPS, o iPod e uma bela parcela da tranquilidade que necessitava para esta semana. Deixaram-nos uma fechadura torcida e duas mossas nas alminhas. &lt;br/&gt;Encarar este acontecimento sozinha pediu-me um novo grau de adaptação ao desconhecido, gerindo os antagónicos níveis de insegurança e confiança serena. Entre tantos sentires, baralhava-me a insegurança de ficar na JCook e a insegurança de a deixar sozinha... Depois de muito ponderar, no dia seguinte optei por voltar a trazer a minha tralha novamente para a JCook e rumamos as duas para o Parque de Campismo.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Assim, foi pendurada na rede do parque – eléctrica e ‘internética’ – que pude por fim actualizar um pouco o e-mail, o blog, as fotos e muitos ficheiros pendurados. &lt;br/&gt;E foi no parque que pude também concretizar a minha mais potente limpeza hepática. A limpeza hepática é um procedimento com o qual tomamos contacto no inverno do ano passado, e que se revelou muito valioso no nosso contexto progressivo de alcançar mais altos níveis saúde e autonomia.&lt;br/&gt;Em breve vos escrevemos um pouco mais sobre a nossa experiência. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;E, ora aqui estamos. Juntos de novo, ainda perto de Barcelona, e neste momento iluminados pelo esplendoroso sol. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Findos estes três posts de actualização, damos inicio assim a uma nova fase do blog: mais regular e interactiva. &lt;br/&gt;Façam o favor de entrar, assistir e, se vos apetecer, participar.&lt;br/&gt;</description>
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      <title>momentos esborrachados</title>
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      <pubDate>Mon, 15 Mar 2010 20:21:27 +0100</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2010/3/15_momentos_esborrachados_files/o_img%2014032010%202.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Media/o_img%2014032010%202.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:256px; height:160px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;Após o curso de 10 dias de Vipassana, em Outubro do ano passado, criamos a intenção de participar num período de serviço no único centro da Península Ibérica exclusivamente dedicado à organização destes cursos: o &lt;a href=&quot;http://www.es.dhamma.org/&quot;&gt;Dhamma Neru. &lt;/a&gt;&lt;br/&gt;Saímos do Pais Basco debaixo de chuva, coisa que hoje em dia já não se estranha, depois de um belo pequeno-almoço de despedida com a Ane e o Egoitz. &lt;br/&gt;O conceito de ‘pequeno-almoço de despedida’ é uma prática que promete! Um género de banquete inesperado, que embala a viagem com uma revitalizante energia de partilha. Para alem disso, é certamente um desafio para qualquer anfitrião; estamos em crer que é a refeição onde menos se arrisca inovar, e onde mais se denotam o apego aos hábitos de toda a vida. hum... promete... &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O Dhamma Neru, fica a meio caminho entre Barcelona e Girona, mesmo no sopé de Montseny – um dos maiores parques naturais da Catalunha. A vista do centro é privilegiada e abrange toda a montanha: ora coberta de neve, ora mostrando as diferentes tipologias geológicas que alberga. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Tal como para os cursos, as inscrições para os períodos de trabalho são feitas através da internet onde nos é facultada informação sobre as condições a que devemos obedecer durante os períodos no centro: segregação de sexos, nobre palavra, cinco preceitos, código de vestuário, cumprimento de horários, entre outras. &lt;br/&gt;Mas muitas perguntas ainda continuavam por responder, tão básicas como: o que nos pedirão para fazer, qual carga e intensidade de trabalho, como serão as condições do espaço, seremos muitos, ...? O desconhecido também faz parte do pacote da aventura, assim como a flexibilidade para aceitar o que nos é pedido. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O período de trabalho, que durou 20 dias, correu bastante bem e estivemos envolvidos em tarefas muito distintas: desde jardinagem, pequenos arranjos e reparações, limpezas, validação de soluções de protecção do edifício, cozinhar, ... No total a jornada diária de trabalho corresponde a 5h – repartidas manhã/tarde – equilibradas com as horas de meditação – entre 3h a 4h/dia – e alguns momentos de descanso. &lt;br/&gt;Visto que o propósito de existência do centro é potenciar o aprofundar da técnica de meditação, não há espaço para grandes partilhas. Aliás, são desincentivadas. &lt;br/&gt;Em todo o caso, é impossível realizar um trabalho frutífero sem um mínimo de comunicação o que resulta num alinhavar de laços, quase como plantando sementes para futuras relações de partilha. &lt;br/&gt;E está certo que, ao sair do centro, vínhamos com uma cestinha cheia de sementes! &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Em semelhança com o que aconteceu no curso que realizámos em Outubro, conhecemos muitas pessoas a percorrer o mundo, ou em vias de se fazerem ao caminho. É interessante que entre todos não são rapidamente visíveis padrões comuns: nem idades, nem destinos, nem meio de transporte, ... O mínimo denominador comum é seguir o caminho dos sonhos, o caminho do coração, com a coragem de viver em consciência. &lt;br/&gt;Uma pequena ideia da diversidade: A Ainara e o Pablo, de quem já vos falamos, estão prestes a marchar-se novamente para o Nepal, desta vez com malas e bagagens; Um casal de irlandeses seguiam directamente do Vipassana para África, buscando referências para assentar os arraiais por lá; O Martin, um inglês agora mesmo a estabilizar em Malta; ...&lt;br/&gt;Neste período de trabalho conhecemos a Kelly, da América para a Europa com uma mochila às costas e em busca de novas relativizações (estará por estes dias a chegar a Portugal); o Ruiz (ou Griss, ou como será que se escreve este nome que, como qualquer outro conjunto de sílabas, dito com a pronúncia do interior do Reino Unido vira dificílimo de discernir) que corre o mundo sobre a sua bicicleta (sim Quique, este é o tal ex-skater profissional xpto); o Tepei, que deixou o Japão há 10 anos e desde então já calcorreou mais de meio mundo (para termos uma ideia, fala – nos poucos momentos em que lhe apetece falar –  pelo menos japonês, chinês, castelhano, português do Brasil e inglês); a Simone, que deixou a Alemanha há 15 anos, que escolheu Portugal para poder desfrutar de um pouco mais de calor humano, do sol e da terra; e a Paz – que simplesmente deixou tudo o que tinha por duas mochilas e a serenidade de sentir que pode livremente seguir o que lhe diz o coração. &lt;br/&gt;Mas e esta gente faz o quê? Pergunta típica... Uma entre tantas respostas: Vive, e recusa-se a simplesmente deixar o tempo passar.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Que bom é relativizarmo-nos com gente de todas as partes, partilhar ideias, visões, aspirações; às vezes com eco, outras vezes totalmente em pólos antagónicos. Mas a partilha rica é também isso mesmo. Desafiando-nos, colocando-nos no papel do outro, sentindo as semelhanças e as diferenças que terminam sempre suportando esta clara noção de que há tantas verdades quando estados de Ser. &lt;br/&gt;E, que todos queremos ser felizes. E que todos os seres sejam felizes, que em pali se diz assim: Bhavatu sabba maagala. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Ao sair do Dhamma vínhamos com uns belos quilos de tranquilidade e desapego do lufa-lufa exterior. Ali estávamos protegidos da necessidade dos abastecimentos regulares da JCook e do frio do inverno, dormíamos em camas assentes no chão e envoltos em lençóis, podíamos lavar a cara com movimentos generosos e deixar a escova de dentes fora da bolsa de higiene, depois do banho usávamos toalhas de algodão que na dia seguinte já estavam secas, os exercícios matutinos de alongamento permitiam alongar(!) os músculos, e para alem destas e outras trivialidades, meditávamos sobre a terra. Acreditem que faz uma enorme diferença. &lt;br/&gt;A JCook é um ninho que muito estimamos mas há também que valorizar o bom que é estar assente no chão, com espaço para movimento e ligação.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Dirigimo-nos para Sant Cugat, a cerca de 20 km de Barcelona, onde estacionamos por uns dias. Sant Cugat, como fenómeno corrente dos arredores citadinos, é pouco mais que uma espécie de dormitório (bastante cuidado e ordenado), que muitos famosos e abastados escolheram habitar. As suas faustosas novas moradias e carros de luxo denunciam-lhes os movimentos...&lt;br/&gt;Visitamos Barcelona, num tour pedestre naquele sem fim de ruas bonitas por toda a parte. O frio era tanto que pela primeira vez a encontramos como uma cidade serena! &lt;br/&gt;Surpreendemos um amigo no seu posto de trabalho e, no dia seguinte programamos com ele um périplo pelos arredores de Sant Cugat. De gorros e bem encasacados, caminhamos até à Ermita de la Salud, de onde foi finalmente possível vislumbrar o porquê que a maioria dos pueblos daquela zona de chamam inevitavelmente “qualquer coisa” del Vallès. O Sant Cugat chama-se, na verdade, Sant Cugat del Vallès. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Conhecer o Joan, este amigo que surpreendemos em Barcelona, foi resultado de um dos truques a que necessitei de recorrer quando em Julho do ano passado retomei uma presença quotidiana na cidade. E que curioso é ver crescer laços de amizade despretensiosos, nascidas de uns pares de ‘¡Buenos días!’ e onde a confiança parece ser de centenas de ‘pero, ¿y porque no?’.&lt;br/&gt;Que as sementes se mantenham vivas com a distância. &lt;a href=&quot;Entries/2009/12/4_Viva_a_Amizade,_Viva-se_a_Amizade.html&quot;&gt;Viva a Amizade, Viva-se a Amizade!&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Surpresa das surpresa, e falando em amizades, um par de dias depois de nos despedirmos do Joan encontramo-nos abraçados a um belo trio de Amigos portugueses. Depois da literal ascensão para os alcançarmos foi curto o tempo para o tanto que gostaríamos de partilhar, de ouvir e de contar, mas... foi obviamente deliciosamente revigorante. Cheguem-se a nós amigos... sabe bem esborracharmo-nos. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Já vão longas as novidades, verdade?&lt;br/&gt;A intenção de ir escrevendo com mais frequência está cada vez mais palpável, sobretudo que agora contamos com a ajuda de dias finalmente mais luminosos. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Breve virá o condensado que falta, para nos alinharmos mais ao momento presente e tornamos a comunicação mais al momenti.&lt;br/&gt;Sim, parece que as expressões espanholas com que enriquecemos os nossos textos presto presto mudarão de idioma... &lt;br/&gt;</description>
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      <title>momentos condensados</title>
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      <pubDate>Thu, 11 Mar 2010 09:10:06 +0100</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2010/3/11_momentos_condensados_files/o_img%2017012010%2030.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Media/o_img%2017012010%2030.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:256px; height:160px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;Antes da comemoração oficial do fim do Inverno, e em uníssono com as primaveras que se vão fazendo sentir, animamo-nos mais uma vez para a escrita-partilha dos últimos meses, em modo sumário. Ainda que para alguns não sejam tudo novidades, que para todos seja como um forte abraço. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Como primeiro sumário, publicamos o balanço associativo, datado de 15 de Janeiro:&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;“Há ciclos e ciclos e coisas e coisas. Mesmo sabendo que fruto de distancias temporais e emocionais nos esqueceremos de alguns e de algumas - ciclos e coisas, serve esta missiva para partilhar convosco vividos momentos.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Estamos neste momento em San Sebastian - Donostia, terminando ciclos que fomos alimentando nestes meses que por aqui passamos.&lt;br/&gt;Fizemos novos amigos, reforçamos amizades já sólidas e mantemos a certeza de que este Pais Basco é vastamente rico -  um mundo de oportunidades para quem quer arregaçar mangas e empreender novos desafios - começando do zero ou alimentando projectos que querem despontar. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Já partilhamos convosco um pouco do que foi o arranque deste inverno: &lt;br/&gt;&gt; o curso de Vipassana;&lt;br/&gt;&gt; os encontros e reencontros com amigos Bascos; &lt;br/&gt;&gt; a Amizade; &lt;br/&gt;&gt; ...&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Dando resposta a uma necessidade que se agudizou, envolvemo-nos num tratamento integral dos nossos dentes que mereceu a nossa total prioridade pelo histórico que a boca do Zé apresenta, mas sobretudo pela descoberta da nova dimensão de cuidados globais com que a Sole (mais que médica dentista) nos tratou e pela riqueza que este contacto acrescentou aos nossos modos de Ser.&lt;br/&gt;A ideia de que espelhamos em todas as nossas células quem somos é bem certa para nós, e foi admirável partilhar esta certeza com quem a alinha à prática profissional de cuidados odontológicos. A história da nossa Vida (espiritual, emocional,...) reflecte-se no nosso corpo tão descaradamente! Às vezes precisamos de olhos de fora para nos mostrar o que tão bem sabemos cá dentro... &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Do Vipassana recebemos  a prenda de conhecer a Ainara e o Pablo, que generosamente nos abriram as porta da sua casa, oferecendo-nos entre lindíssimos momentos de partilha, mais um conjunto de estímulos e ferramentas muito interessantes. &lt;br/&gt;Como ferramentas práticas e/ou materiais, um belo aquecedor a gás para a JCook e umas deliciosas pequeninas colunas para o iPod - mais dois pontos que nos aproximam ao conforto caseiro: calor e som.... &lt;br/&gt;Entre todos os outros estímulos, porque a maioria são partilhas interpessoais e/ou impossíveis de contextualizar sem todo o contexto, resumimos:&lt;br/&gt;&gt; Florais de Bach – um caminho para um mais profundo auto-conhecimento, por via de uma identificação da(s) debilidade(s) mais proeminentes no momento de arranque do tratamento (sintoma) para de forma gradual se chegar ao ponto em que se tratam questões mais sólidas e enraizadas (causa);&lt;br/&gt;&gt; Eneagramas – um caminho para um mais profundo auto-conhecimento, por via do estudo do carácter/personalidade através de auto-análise, reflexão, relativização, ...;&lt;br/&gt;&gt; Ricas referencias de mundos a oriente, desta vez indianos, como o conhecer Deepa Mehta, uma cineasta indiana, que realizou entre outros filmes que ainda não vimos, a trilogia: Fogo, Água, Terra. &lt;br/&gt;&gt; e mil histórias de Namastê.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Pela mão da Ainara conhecemos também o seu tio Iñaki. Estávamos apenas de passagem por sua casa e terminamos passando com ele quase um dia inteiro. Entre conversas, jantar, passeio e muita partilha, experimentamos mais uma vez este abrir de coração que - embora não instantâneo - tão frequentemente temos encontrado no povo basco. &lt;br/&gt;Com o Iñaki partilhamos e recebemos muitos estímulos sobre radiestesia, e foi muito enriquecedor ver como tão elegantemente ele compagina esta sua paixão com a descrição e simplicidade da sua actividade profissional. &lt;br/&gt;O Iñaki, a Cris e a Ione moram em Baquedano -  a aldeia mais próxima da Nascente do rio Urederra (Nacedero de Urederra). É mais uma zona deslumbrante, num vale meio esquecido pontuado de 11 aldeias num total aproximado de 300 habitantes. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Neste mesmo vale, e pela mão do Iñaki, fomos conhecer o Parque de Campismo de Artaza - um parque totalmente ecológico. &lt;br/&gt;É um exemplo irrepreensível de construção e vivência alinhada aos recursos da Terra, desta forma disponível para quem quer passar um temporada mais sana: desde as rotinas diárias às contemplações deslumbrantes que a zona oferece. &lt;br/&gt;Desde a fase de construção estas premissas são ponto basilar: utilização integral de energia renovável, materiais naturais de origem credenciada, saneamentos bioremediados, horta biológica, entre outras. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Na zona de Lekunberri, onde nos reencontramos com o Egoitz e a Ane, este ano decidimos explorar em profundidade o ex-libris da zona: San Miguel de Aralar. &lt;br/&gt;San Miguel de Aralar é um dos pontos mais alto da região - tem 1.250 mt de altitude e é um sem fim de cenários de encanto por toda as encostas.&lt;br/&gt;Pudemos aprecia-lo em pleno Outono e já despido que nem Inverno. Que deslumbre estar tão rodeados de pura e virgem natureza, tão densos e inspiradores arvoredos.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Outra zona de bosque que merece ser  apreciada é o Bosque de Irati - ou Selva de Irati. É uma floresta de aias, uma das maiores da Europa, que lhe conferem tonalidades de luz indescritíveis. Quando lá chegamos o Inverno já lhe tinha despido as mágicas vestes alaranjadas mas ... é bem fácil prever a sumptuosidade de uma Primavera e a nostalgia de um Outono. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Numa zona mais árida e agreste, Biguezal, demos finalmente corpo ao encontro com o TIA - o Taller de Inovación Alternativa, do qual já vos tínhamos falado. Este centro é conduzido pelo Iñaki Urkia Luz, um arquitecto navarro que - à medida de cursava o regular curso de Arquitectura - foi explorando, construindo e promovendo práticas de construção cada vez mais alinhados aos ciclos da Natureza, colocando bastante energia em divulgar  sistemas práticos e acessíveis de aproveitamento dos recursos naturais. Com o seu irmão escreveu dois livros (Energia Renovable Practica e Ingenios Solares: Manual practico para la construccion de aparatos sencillos relacionados con la energia solar) e arrancou com o projecto TIA. &lt;br/&gt;Neste momento é um dos arquitectos mais reconhecidos para este tipo de projectos e que mais se implicou na difusão deste tipo de práticas muitas vezes desconhecida e desconsiderada. Na Expo 2008 de Zaragosa, o edifício Iniciativas Ciudadanas foi obra sua - em co-autoria com Ricardo Higueras - demonstrando como um edifício realizado em materiais naturais pouco transformados, como o barro, e seguindo critérios de bioconstrucão e bioclimatismo, obedece aos critérios de segurança tão elevados como os de uma Expo Internacional. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Fomos recebidos no TIA num momento matinal agendado para que nos conhecêssemos e explorássemos como nos poderíamos envolver nos projectos que estivessem a decorrer - aprendendo e acrescentando valor. &lt;br/&gt;Acolhidos num caloroso núcleo familiar, conhecemos os recantos de um espaço tão nutrido de energia pura: nas casas de palha, nas tocas no chão, nos vários sistemas de reaproveitamento de excessos convertidos em luxos. &lt;br/&gt;Mas... é inverno, é tempo de recolhimento e, a marcha para.  &lt;br/&gt;Mesmo tendo sido convidados para com eles ali ficarmos, foi rapidamente por todos apercebido que não haveria grande pertinência neste assentar. O único grande projecto a decorrer é o de uma família em crescimento no seu entorno particular.&lt;br/&gt;Ficaram as portas e os corações abertos para uma mais frutífera colaboração futura, agora já assente numa relação que se alimentou de dois dias de partilha intensa e desafio mútuo. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Passamos por Pamplona onde, entre o revisitar de mais uma ajuntamento bonito, tivemos a oportunidade de dar uma ajuda a uma amiga que brevemente iniciará um novo ciclo de vida. A Mari José - a mãe da Ane - brevemente mudará de casa e solicitou a nossa ajuda para tornar o novo entorno mais alinhado às suas intenções: confortando-a e nutrindo-lhe de novos estímulos. Para a casa e para o jardim, com base nas valências permaculturais e feng-shuianas, usamos a nossa intuição para lhe desenhar a proposta oferecida.  &lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Entretanto, e porque precisamos de estabilidade, no início de Dezembro decidimos estacionar em San Sebastian. Aqui encontramos um conjunto de serviços que facilitam a gestão da vida na JCook, permitindo-nos ficar com um pouco mais de tempo e disponibilidade para olhar também por nós.&lt;br/&gt;Aqui podemos abastecer a JCook de H2O gratuitamente, esvaziar a cassete do WC e mantermo-nos estacionados num mesmo poiso pelo tempo que quisermos. Assim é porque  estamos em época calma de turismo - o uso deste parque tem um valor diário de 3€, que felizmente temos podido evitar paga-lo. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;San Sebastian é uma cidade fantástica que, para além de nos encantar com a beleza do espaço e a riqueza dos serviços, nos proporcionou uma nova oportunidade de relativização face ao estilo de vida que por aqui se pratica e que estimula praticar.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;E alguém, que nem valioso sócio, pergunta: e a associação? &lt;br/&gt;O que escrevemos no parágrafo anterior é a mais proeminente verdade: precisamos de tempo e disponibilidade para olhar por nós.&lt;br/&gt;Por mais difícil que seja transmitir-vos o tudo pelo qual estamos a passar, é para nós importante dar-vos esta ideia de que nos é urgente tratarmo-nos, para melhor podermos desempenhar o que nos propusemos a fazer: &lt;br/&gt;&quot;promover o estudo, investigação, análise, reflexão e debate de ancestrais e contemporâneas realidades humanas, de cariz espiritual, ideológico, comportamental, cultural e social; numa perspectiva interdependente, unificante, inclusiva e integral; num espírito de coerência e comunhão aos padrões da Natureza, propondo meios, saberes e referenciais alternativos, que se constituam como bases para mudanças significativas no fazer, ser e saberes humanos, em qualquer escala e em qualquer lugar.&quot; &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Seguimos alinhados com este propósito mas cada vez mais clarificados que, primariamente, precisamos de aplica-lo em nós. Em transcendermo-nos para poder também, sequencialmente, contribuir para a transcendência dos outros.&lt;br/&gt;Só pode ser este o sentido do movimento: de dentro para fora.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Assim sendo, entre as outras coisas que já contámos, andamos a estudar-nos, investigar-nos, explorar-nos, ... Sentindo-nos e descobrindo quais os mais adequados caminhos para a real transformação: as mudanças significativas no fazer, ser e saber. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Faz parte do trabalho. Será, seguramente, a parte mais importante. &lt;br/&gt;É certo também que o facto de ser Inverno alimenta esta necessidade de olhar para dentro. De aninhar e fazermo-nos, a longo prazo, confortáveis connosco mesmo.&lt;br/&gt;Alinhamos assim a estação meteorológica com as condições emocionais e, arregaçamos mangas para tirar o máximo partido desta fase. Não estamos hibernados. Estamos assumidamente a dar prioridade às nossas fundações. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Como indivíduos cada um de nós, à sua maneira, tem sentido os diferentes impactos deste aprofundar, compaginando-os com os diferentes quereres, desejos e gostos.&lt;br/&gt;Na nossa particular maneira de cada um ser, vamos alimentando a missão que continua a nutrir a nossa vontade de prosseguir. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Falando em nutrir a nossa vontade em prosseguir, ainda em 2009 abrimos uma nova frente relacional. Encetamos contacto com o The Arlington Institute (TAI) - nos EUA, através do John Petersen, presidente e fundador. &lt;br/&gt;O TAI é um instituto sem fins lucrativos, que opera com base na premissa de que a efectivação de novas ideias sobre o futuro só é possível através da coordenação e interligação de uma vasta rede de informação. Este &quot;think tank&quot; serve como um agente global de mudança através do desenvolvimento de novos conceitos, processos e ferramentas que antecipam o futuro e os traduzem em efectivo conhecimento para as mais adequadas decisões diárias. A sua operação reflecte-se no trabalho directo com líderes e organizações, nos mais  variados campos de acção, fornecendo-lhes ferramentas e perspectivas de acção para tempos de incertezas e constantes mudanças.   &lt;br/&gt;Presentemente, com base em vários indicadores que apontam para sérias mudanças globais, o TAI está em fase de implementação de um projecto concreto de propostas para um Novo Mundo. &lt;br/&gt;E estamos neste momento entre diálogos sobre a melhor forma de colocar a oneness cook ao serviço deste projecto. Pelo contacto via e-mail já se gerou comprometimento e empatia entre ambas as partes, testa-lo-emos via skype brevemente para, mais dinamicamente, apurarmos as pertinência e operação da relação. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Nesta passagem para um oficial novo ano, aproveitamos também para vos enviar um balanço associativo: de intenções e de números.&lt;br/&gt;O balanço intencional está já clarificado no que vos escrevemos até agora: bitola baixa nos contactos para fora, fasquia alta nas perscrutações para dentro. &lt;br/&gt;Tendo encerrado os ciclos que aqui nos prendiam, vamos mudar de poiso para a Catalunha. Temos alguns contactos já entabulados, na zona de Barcelona e Girona,  e estamos muito receptivos ao que daí poderá surgir. &lt;br/&gt;Quando ao balanço numérico, segue num oficial documento em anexo.&lt;br/&gt;Este documento existe apenas para vos manter a par do estado da embarcação, não implica nem solicita qualquer validação ou pagamento de quotas. Mantemos a mesma linha de actuação, o saldo que for crescendo na conta será sempre para aplicação em actividades associativas.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Sem promessas de frequências, vos iremos dando algumas notícias. &lt;br/&gt;Receber estímulos vossos também é muito animador, pelo que: agitem-nos sempre que quiserem! &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Ósculos, amplexos e demais boas saudações,&lt;br/&gt;we&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;PS - E porque 'também se come com os olhos'... espreitem fotos &lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/ocook&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;</description>
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      <title>Cinco Tibetanos</title>
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      <pubDate>Wed, 10 Feb 2010 23:47:35 +0100</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2010/2/10_Cinco_Tibetanos_files/Screen%20shot%202009-12-28%20at%2012.03.56%20AM.png&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Media/Screen%20shot%202009-12-28%20at%2012.03.56%20AM.png&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:254px; height:167px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;Graças à interminável e inevitável cadeia de influências presente nas nossas vidas – estejamos, ou não, conscientes destas inesgotáveis trocas – recebi um forte estimulo* para iniciar uma prática diária de um conjunto de exercícios chamados ‘Cinco Tibetanos’. &lt;br/&gt; &lt;br/&gt;A este conjunto de exercícios, que se dizem serem a base do Yoga Tibetano, é-lhe atribuído mais de 2.500 anos de idade, tendo sido divulgado pela primeira vez por Peter Kelder em 1939, no livro The Eye of the Revelation.&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;Consistem numa sequência de movimentos relativamente simples, que asseguram que as nossas dobradiças se mantêm em funcionamento, activam a circulação de energia pelos canais principais por onde fluem (chamados Meridianos) e estimulam as zonas onde se verifica que a energia mais se concentra (chamados Chacras). &lt;br/&gt; &lt;br/&gt;Há bastante informação disponível na internet relativamente aos benefícios que a prática regular dos ‘Cinco Tibetanos’ aporta, sendo que é notório um grande ênfase no que toca à longevidade e à imediata injecção de energia após a execução de toda a sequência.&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;Vivendo num espaço confinado como o que a James Cook nos apresenta, é um tremendo desafio fazer qualquer tipo de exercício – dentro ou fora de portas. &lt;br/&gt;Dentro, um corpo com 1,68 de altura cá se vai esticando e alongando razoavelmente; o corpo de quase 2m tem-se encontrado bastante mais limitado, infelizmente começando a sentir nas juntas o significado prático do ‘viver apertadinho’.&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;Aqui vos apresentamos a sequência e o modus operandi dos ‘Cinco Tibetanos’.  Na James Cook improvisaram-se adaptações; aproveitem os vossos lares para sentirem na pele a plenitude desta prática! E aproveitem o embalo deste novo ciclo energético que se iniciam, um fresquinho novo ano! &lt;br/&gt; &lt;br/&gt; &lt;br/&gt;Movimento 01&lt;br/&gt;&gt; Coloque-se de pé com os braços esticados na horizontal  – mão direita para cima e esquerda para baixo – e gire, em círculos completos, todo o corpo no sentido horário (sentido dos ponteiros de um relógio que estivesse sobre os pés). &lt;br/&gt;Para diminuir as hipóteses de tonturas, procure manter o olhar num ponto (linha) fixo durante a rotação, ou diminuir a velocidade.&lt;br/&gt;Antes de avançar para o segundo movimento, descanse até desaparecer qualquer tontura.&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Movimento 02&lt;br/&gt;&gt; Ajoelhe-se no chão com o corpo erecto e os braços estendidos paralelamente ao corpo. As palmas das mãos devem ficar encostadas na lateral das coxas.&lt;br/&gt;&gt; Incline a cabeça para a frente até o queixo tocar o peito, e em seguida leve-a para trás o máximo possível, simultaneamente arqueando o corpo. No momento em que arqueia o tronco, mova as mãos para que se apoiem nas coxas no momento de maior retroflexão. &lt;br/&gt;&gt; Volte à posição original para recomeçar de novo o movimento.&lt;br/&gt;Deve-se estabelecer uma respiração ritmada: inspirando profundamente quando arquear a espinha para trás e expirando ao voltar à posição erecta.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;Movimento 03&lt;br/&gt;&gt; Deite-se de costas no chão, estenda os braços ao longo do corpo e vire as palmas das mãos para baixo mantendo os dedos fechados. &lt;br/&gt;&gt; Levante a cabeça do chão encostando o queixo no peito, ao mesmo tempo que levanta as pernas, com os joelhos rectos, até ficarem na vertical. &lt;br/&gt;&gt; Lentamente baixe a cabeça e as pernas, mantendo os joelhos firmes e rectos, até voltar à posição inicial. Deixe os músculos relaxarem um pouco e repita o movimento. &lt;br/&gt;Ao repetir este movimento, vá estabelecendo um ritmo mais lento para a respiração. Inspire profundamente enquanto levantar as pernas e a cabeça, e expire ao descê-las. Inspire e expire sempre pelo nariz.&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Movimento 04&lt;br/&gt;&gt; Sente-se no chão com as pernas esticadas para a frente, deixando uma distância de aproximadamente quarenta centímetros entre os pés. Coloque as palmas das mãos no chão, voltadas para frente e ao lado das nádegas. Incline a cabeça fazendo o queixo tocar o peito. &lt;br/&gt;&gt; Num movimento simultâneo, incline a cabeça para trás o máximo possível e eleve o corpo de modo que os joelhos dobrem enquanto os braços permanecem rectos. O tronco e as coxas deverão ficar rectos e alinhados horizontalmente em relação ao chão; os braços e as canelas estarão em posição perpendicular ao chão. Tencione todos os músculos do corpo que puder.&lt;br/&gt;Relaxe ao voltar à posição inicial e descanse antes de repetir o movimento. Uma vez mais, a respiração é importante. Inspire profundamente ao elevar o corpo, segure a respiração durante o tensionamento dos músculos e expire completamente enquanto volta à posição inicial. Mantenha a respiração no mesmo ritmo no intervalo entre as repetições.&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;Movimento 05&lt;br/&gt;&gt; Deite-se no chão de barriga para baixo, distancie os pés um do outro aproximadamente quarenta centímetros e coloque as mãos no alinhamento dos peitorais - à mesma distancia entre si mesmas que os pés (aprox. 40cm). &lt;br/&gt;&gt; Eleve o corpo apoiando-se nas palmas das mãos e dedos dos pés. &lt;br/&gt;&gt; Mantendo pernas e braços rectos, arqueie a espinha e leve a cabeça para trás o máximo possível. &lt;br/&gt;&gt; Flectindo pela zona das ancas, eleve o corpo até ficar como um 'V' invertido. Ao mesmo tempo, encoste o queixo no peito.&lt;br/&gt;&gt; Volte à posição inicial e repita o movimento. Tencione os músculos por um instante, tanto no ponto mais alto como no mais baixo.&lt;br/&gt;Inspire ao elevar o corpo, em ‘V’, e expire quando o baixar.&lt;br/&gt;Só se retorna à posição inicial - deitado de bruços no chão – após completar todo o ciclo de repetições.&lt;br/&gt; &lt;br/&gt; &lt;br/&gt;Modus Operandi&lt;br/&gt;. Durante a primeira semana de prática, se em condições de saúde normais, inicie a pratica dos ‘Cinco Tibetanos’ em sequências de três repetições por cada um dos cinco movimentos. Aumente o número de repetições em incrementos de mais duas repetições por semana.&lt;br/&gt;. Se se encontra com algum problema de saúde, inicie a prática somente com os três primeiros movimentos e fazendo apenas uma sequência de cada, mantendo este ritmo no mínimo durante a primeira semana. Gradualmente, à medida que se for sentindo confortável, por cada semana acrescente um novo movimento. Ao seu ritmo vá progredindo para aumentar o número de repetições em cada movimento.&lt;br/&gt;. O progresso no numero de repetições em cada movimento deve ser concordante com o seu nível de conforto na prática. Não force: ambiente-se gradualmente. Pode ir aumentando o número de repetições em todos os movimentos ou apenas nos que se for sentindo mais à vontade.&lt;br/&gt;. Durante a prática dos movimentos siga o ritmo da sua respiração de uma forma confortável. Não force para que seja mais lento ou mais rápido: desfrute do seu ritmo natural.&lt;br/&gt;. Entre cada movimento, faça uma pausa entre 3 a 5 respirações completas.&lt;br/&gt;. O número máximo de repetições recomendado é de 21. Se quiser intensificar o seu programa, faça os movimentos numa cadência mais rápida. Aumentar o numero de repetições para mais que 21 pode afectar os seus Chacras e produzir desequilíbrios no Corpo.&lt;br/&gt;. Para beneficiar de todo o potencial dos ‘Cinco Tibetanos’ pratique-os diariamente – preferencialmente de manhã, em jejum. Em dias que disponha de menos tempo, faça pelo menos três repetições de cada movimento.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Os resultados podem ser simplesmente subtis mas... &lt;br/&gt;permitam-se descobri-los! Desfrutem. Desfrutem-se :)&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Obrigada Helena e &lt;a href=&quot;http://clinica-hidrocolon.blogspot.com/&quot;&gt;Laurent&lt;/a&gt;! &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;</description>
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      <title>forever Christmas *</title>
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      <pubDate>Tue, 22 Dec 2009 11:14:04 +0100</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2009/12/22_forever_Christmas_*_files/%20xmas.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Media/%20xmas_1.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:254px; height:255px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;♥ may Christmas prevail in our hearts.&lt;br/&gt;may we all live in happiness.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;♥ que o Natal permaneça nos nossos corações.&lt;br/&gt;que vivamos todos em felicidade.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;♥ que las Navidades permanezcan en nuestros corazones.&lt;br/&gt;que vivamos todos en felicidad.</description>
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      <title>Viva a Amizade, Viva-se a Amizade</title>
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      <pubDate>Fri, 4 Dec 2009 08:08:21 +0100</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2009/12/4_Viva_a_Amizade,_Viva-se_a_Amizade_files/amizade_1.png&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Media/amizade.png&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:265px; height:508px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;Quem como nós está na estrada, confronta-se frequentemente com o saudosismo do estar com os Amigos: ora revivendo acontecimentos, ora imaginando ou querendo saber como estão, a fazer o quê, a pensar o quê, a sentir o quê, a decidir o quê, a tomar que rumos, o que os vai fazendo sorrir, e o que os deixa entristecidos...&lt;br/&gt;É incrível que com tantos meios de comunicação, rápidos, globais e muitas vezes quasi gratuitos, estamos cada vez mais próximos das trivialidades de cada um – vulgo “o que comi hoje ao almoço” ou um inquérito do facebook, género “que tipo de cocó é que és?”(!!) – e mais afastados da nossa essência humana profunda. &lt;br/&gt;Que andamos a fazer aos nossos amigos e às nossas amizades, uns aos outros?&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Quem como nós está na estrada, confronta-se frequentemente com o significado da amizade. O que a determina? &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Haver algo em comum?&lt;br/&gt;A proximidade geográfica? &lt;br/&gt;O facto de alguém ter sido colega de outrem? &lt;br/&gt;O de terem passado por experiências marcantes?&lt;br/&gt;O de saber uma data de aniversário e ligar todos os anos?&lt;br/&gt;O de estar sempre disponível para simplesmente ouvir?&lt;br/&gt;O de ter recebido uma prenda inesquecível?&lt;br/&gt;Serem do mesmo clube de futebol?&lt;br/&gt;Fazerem desporto no mesmo sitio?&lt;br/&gt;Partilharem um segredo?&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Todos temos amigos que poderemos enquadrar em qualquer das dimensões acima descritas, e em muitas mais. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Recorrendo à afamada Wikipedia atente-se às múltiplas dimensões que a amizade comporta:&lt;br/&gt;A amizade é a relação cooperante e suportada entre duas ou mais pessoas. Neste sentido, o termo conota a relação que envolve conhecimento mútuo, estima, afecto e respeito, acompanhados de um grau de dádiva de atenção e cuidado aos amigos em situações de crise ou necessidade. Os amigos são receptivos à companhia uns dos outros e exibem lealdade uns para com os outros, por vezes ao ponto de altruísmo. Os seus gostos são geralmente similares e podem convergir, e partilham actividades agradáveis. Também encetam um comportamento de ajuda mútua, tal como a partilha de conselhos e comportamentos reflexos. Porém, para alguns, a execução prática da amizade é pouco mais que a confiança de que o outro só lhe fará o bem.&lt;br/&gt;O Valor que é encontrado nas amizades é frequentemente o resultado dos seguintes factores, numa base consistente:&lt;br/&gt;-	A tendência para desejar o que é melhor para o outro;&lt;br/&gt;-	Simpatia e empatia;&lt;br/&gt;-	Honestidade, talvez em situações onde seja difícil para os outros falar a verdade, especialmente nos termos de apontar as falhas apercebidas no outro.&lt;br/&gt;-	Entendimento mútuo.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;No fim, a amizade é um conceito humano dualista porque pressupõe o seu oposto, a inimizade, ou a presença de um dos valores dos que constituem as fundações da amizade polarizados num limite oposto, como a presença de mentira quando uma amizade, e tudo o mais, pressupõem a verdade.&lt;br/&gt;Num mundo com ausência de dualidade, nem amigos nem inimigos existem, há amor incondicional e somos todos Um (oneness), plenos de perfeição e capacidade intrínseca (todos iguais) e plenos de arbítrio para um modo singular de ser extrínseco (todos diferentes ): atraente para uns, repelente para outros.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Vivemos num mundo pautado por interesses, necessidades; no limite, só por sensações. Todos temos vontade de autonomia e vontade de estabelecer relações sociais, porque muitas vezes só nos permitimos conhecer aspectos de nós mesmos através das situações que nos dão feedback social. &lt;br/&gt;Também é verdade que todos temos medos ancestrais, porventura inconscientes para muitos:&lt;br/&gt;-	o medo de estar só;&lt;br/&gt;-	o medo de perdermos a nossa auto-estima;&lt;br/&gt;-	o medo de perdermos a confiança e valorização pelos outros.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Vivemos num Mundo de relativização permanente, onde muitas vezes nos revemos e ansiamos por alcançar o status dos nossos ídolos e onde rejeitamos e desdenhamos aqueles que sentimos já estarem impedidos de nos chegar aos calcanhares...um mundo de hierarquias...e posses.&lt;br/&gt;A amizade também se encontra refém destas teias.&lt;br/&gt;Estas Vontades e estes medos condicionam fortemente a nossa postura perante as amizades, ora limitando-nos no que estamos dispostos a dar, ora no que estamos capazes de receber. Que necessidades e que medos moldam a nossa acção? &lt;br/&gt;Que andamos a fazer aos nossos amigos e às nossas amizades, uns aos outros?&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Quando estabelecemos uma amizade há um período de encantamento pela descoberta mútua, pelos interesses partilhados, até pelas diferenças que poderão determinar uma mudança de pensar, estar ou fazer. O que nos alinha e o que nos desalinha. Uma vez passada esta fase, entra-se no período operacional, em que muitas vezes a amizade fica reduzida a  acompanhar os diferentes acontecimentos do dia-a-dia – se pessoas se vêem frequentemente -, ou apenas os mais marcantes – se pouco se vêem. Assim as amizades tornam-se um pouco cristalizadas. Mantém-se um status quo confortável em que cada um dos amigos sabe com o que conta do outro. E o tempo vai passando, e as pessoas desligando.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Tenho a felicidade de ter amigos. Pouco interessa a quantidade, sim a qualidade. Ver quantos amigos tenho pelo número de contactos no telemóvel ou facebook é-me indiferente. Vejo a minha amizade para com eles cultivada sobretudo pelo lado do desafio. Desafio-me a mim mesmo a procurar desafiar os meus amigos a serem melhores seres humanos. E a permitirem-me sê-lo também. Somos espelhos uns dos outros.&lt;br/&gt;Quem realmente acredita que somos responsáveis por nós mesmos, e que a totalidade das respostas que necessitamos para a nossa vida em nós reside, então aos amigos apenas podemos dar desafio, apoio, motivação e tomada de consciência, seja para esta mesma visão da realidade e/ou para as suas. Eu assim o acredito. Depois partilhamos os sucessos e o que a eles soar como insucesso.&lt;br/&gt;Potenciarmo-nos a sermos melhores seres humanos passa por acompanharmos as trivialidades e fait-divers que vão acontecendo com cada um, mas passa sobretudo por colocarmos a fasquia mais alta em relação ao que somos, pensamos, dizemos e fazemos. Tocarmos em mais dimensões da nossa humanidade e fazê-lo em cada uma com mais profundidade. E isso acontece de inúmeras formas. Cada um à sua maneira.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A distância física e geográfica dilui muito as amizades, no sentido de serem cultivadas, alimentadas e desenvolvidas. Se tiverem bases sólidas são certamente indestrutíveis! O que fortalece essas bases? A tranquilidade de nos sabermos humanos, impermanentes e com uma essência profundamente boa. Todos! Com o regresso ao contacto, a base de referência é sempre boa e, se for pouco atraente a condição actual de quem reencontramos face à nossa condição, venha a honestidade e lealdade clarificar um novo posicionamento. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Quem como nós está na estrada, confronta-se frequentemente com culturas e modos de estar marcadamente diferentes daqueles que poderemos assumir que são as nossas referências.&lt;br/&gt;Naturalmente que o contexto individual, familiar, étnico, social e cultural determinam esta vivência das amizades. Estou certo que há em Portugal formas particulares de se estabelecerem amizades, de se cultivarem amizades e de se destruírem amizades. E é certo que a realidade Basca com que nos confrontamos, neste momento, diariamente, é marcadamente diferente.&lt;br/&gt;E detecto um certo paralelismo entre um estudo realizado em 2006 pelo American Sociological Review nos USA que retrata o declínio da amizade e a situação que se vive cada vez mais no mundo ocidental, inclusive Portugal:&lt;br/&gt;-	Os americanos estão a sofrer um declínio na quantidade e qualidade dos amigos chegados desde 1985. O estudo refere que 25% dos americanos não tem amigos confidentes, e o número total médio de confidentes por cidadão baixou de 4 para 2.&lt;br/&gt;-	A dependência dos americanos das suas famílias como rede de segurança subiu de 57% para 80%;&lt;br/&gt;-	A dependência dos americanos em relação ao seu parceiro(a) subiu de 5% para 9%;&lt;br/&gt;-	O estudo demonstrou uma ligação entre menor número de amizades (especialmente em qualidade) e regressões psicológicas e fisiológicas.&lt;br/&gt;Que andamos a fazer aos nossos amigos e às nossas amizades, uns aos outros?&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Estar na estrada, fora das nossas referências, potencia-nos fazer contactos humanos muito curtos no tempo, que nos têm muito encantados pela diferença e nutridos da paixão da descoberta. De parte a parte. Temos conhecido pessoas verdadeiramente extraordinárias. Seria de esperar que o pouco tempo que vamos estando com cada uma dificultaria a descontracção e confiança necessárias que acabam por mostrar quem realmente somos. Precisamente o oposto. Têm acontecido coisas verdadeiramente impressionantes e, em pouco tempo de contacto com algumas pessoas, as dimensões de humanidade que são partilhadas e o nível de profundidade a que se chega permitem-nos dizer que estamos a fazer verdadeiros amigos. As bases de referência são sólidas suficiente para que o afastar geográfico não aniquile esta semente.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Quem como nós está na estrada, tem saudades dos amigos que estão uns km´s mais para Oeste , mas cada km que faz em direcção a “Este” vai fazendo novos amigos cujas referencias de vida a todos permitirá sermos melhores pela partilha do que nos move.&lt;br/&gt;A mim move-me superar-me e desafiar os outros ao mesmo. Possa este texto contribuir para a nossa amizade, actual ou futura.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Todos temos de aprender a comunicar de uma forma muito eficaz para diferentes indivíduos e grupos, todos ouvintes ou leitores que interpretarão o que tivermos a dizer através de diferentes filtros – diferentes estruturas de consciência, diferentes mundividências, valores, identidades e moral. Uma comunicação eficaz irá testar-nos, expondo as nossas fraquezas e reforçando as nossas forças. Estou a aprender.&lt;br/&gt;Ao estar a escrever isto também estou a desafiar-me a ir mais longe na minha assunção da amizade, assumindo que nunca soube cultivar as amizades para além do contacto directo, olhos nos olhos. Com a distância que me separa dos que já são amigos essa abordagem fica impossibilitada. Estou assim com pés de barro para as cultivar e desenvolver. Quero então estar com os já amigos e os futuros amigos de outras formas, para nutrir e desenvolver essas amizades, em canal aberto pelo &lt;a href=&quot;http://www.ocook.org/&quot;&gt;www.ocook.org&lt;/a&gt; e um pouco mais filtrado directamente pelo e-mail ou o skype.&lt;br/&gt;Esta “partilhação” serve também como um estímulo para dar um grande abraço a todos os amigos (Feminino e Masculino). E é através da comunicação que poderemos evitar o estagnar de amizades, alimentando um crescimento contínuo para formas mais profundas de partilha e comunhão. Senão, que andamos a fazer aos nossos amigos e às nossas amizades, uns aos outros?&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Viva a amizade, Viva-se a amizade; Vivam os amigos, possamos todos viver em felicidade.&lt;br/&gt;Sigam o que vos alegra.&lt;br/&gt;</description>
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      <title>couscous, colheres e fatias</title>
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      <pubDate>Sun, 29 Nov 2009 16:18:30 +0100</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2009/11/29_couscous,_colheres_e_fatias_files/blogus%2029112009%202.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Media/blogus%2029112009%202_1.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:255px; height:256px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;Gastronomikamente falando, a cada dia que nos vamos alimentando surgem novas oportunidades de criar e dar asas à nossa imaginação. As condições são sempre diferentes e os recursos têm que ser muito bem geridos, desde matéria prima a engenhos para as manipular. Para tornar esta prática mais desafiante, juntam-se a estas condicionantes o binómio espaço-tempo. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Muitas vezes nos perguntamos se o prazer que retiramos das nossas confecções advém do facto de elas serem verdadeiramente saborosas ou se esta nossa sensação se fundamenta na questão de sermos nós a confecciona-la e/ou de já estarmos habituados a esta escala de sabores! &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Vamos deixando algumas receitas, que nos parecem úteis pelo carácter prático que as caracteriza e que esperamos que vos deliciem tanto como a nós. &lt;br/&gt;Pode ser que sirva como teste, avisem-nos PF se o vosso paladar soar o alarme…. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;couscous* às colheres&lt;br/&gt;numa tarde em que se precisava de um instantâneo doce&lt;br/&gt;base de couscous rico + cobertura cremosa de cacau&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&gt; Base:&lt;br/&gt;Numa taça colocar um copo e meio de couscous integral, canela a gosto, uma pitadinha de sal, uma mão cheia de passas e a outra cheia de bagas de goji. &lt;br/&gt;Adicionar a água a ferver, de modo a tapar o couscous numa altura de cerca de um dedo acima do nível. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Aguardar 10 minutos, para que o couscous absorva bem a água e termine o seu processo de cozedura. &lt;br/&gt;Sem mexer, deitar por cima do couscous (em movimentos circulares) uma colher de sopa de um óleo (pode ser óleo de noz, de colza, azeite ou o que preferir. Atentar ao facto de que alguns óleos deixam o seu sabor particular influenciando o resultado final). &lt;br/&gt;Com um garfo, mexer cuidadosamente a mistura, de modo a que o óleo se distribua homogeneamente por todo o couscous. Juntar uma mão cheia de nozes partidas e a outra bem cheia (:) de troços de cacau, e voltar a misturar tudo muito bem.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&gt; Cobertura:&lt;br/&gt;Numa panelita, juntar os seguintes ingredientes a gosto e gulodice de cada um, mexendo até adquirir uma consistência ligeiramente cremosa.&lt;br/&gt;. cacau (em pó ou em barra para derreter)&lt;br/&gt;. geleia de trigo&lt;br/&gt;. essência de baunilha&lt;br/&gt;. água&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Servir a base em tacinhas individuais, colocando o molho delicioso sobre o couscous divinal.&lt;br/&gt;E desfrutar... &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;couscous* em fatias&lt;br/&gt;para sobremesa de uma refeição partilhada&lt;br/&gt;género de tarte de couscous, sem forno&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&gt; Para a base:&lt;br/&gt;. 2 copos de couscous integral&lt;br/&gt;. uma pitadinha de sal&lt;br/&gt;. uma mão cheia de passas&lt;br/&gt;. ~ 1 colher de chá de canela&lt;br/&gt;. ~ 150 grs de amêndoas (picadinhas ou em pó)&lt;br/&gt;. ~  2 colheres de sopa de geleia de arroz&lt;br/&gt;. ~ 1 colher de sopa de um óleo (pode ser óleo de noz, de colza, azeite ou o que preferir)&lt;br/&gt;. água a ferver&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Juntar todos os sólidos numa taça, verter a água a ferver, de modo a tapar o couscous numa altura de cerca de um dedo acima do nível. &lt;br/&gt;Aguardar 10 minutos para que o couscous absorva bem a água e termine o seu processo de cozedura. &lt;br/&gt;Sem mexer, deitar por cima do couscous (em movimentos circulares) a colher de sopa de óleo.&lt;br/&gt;Com um garfo, mexer cuidadosamente a mistura, de modo a que o óleo se distribua homogeneamente por todo o couscous. Juntar a geleia de arroz e continuar a mexer.&lt;br/&gt;A mistura deve ficar húmida e agregada de modo a que, com a ajuda do garfo, possa forrar a forma da tarte. O ideal é deixar esta misturar repousar na tarteira enquanto se prepara o recheio da tarte. Assim, a mistura vai secando e solidificando na forma em que nos permite cortar a tarte em fatias.&lt;br/&gt;Se preferirem, pode-se levar a tarteira ao forno para que a base fique crocante. Só é preciso ter forno… &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&gt; Recheio: &lt;br/&gt;. ~ 7 a 8 maças médias&lt;br/&gt;. ~ 1/2 lt de sumo de maçã&lt;br/&gt;. 1,5 colher de sopa de agar-agar*&lt;br/&gt;. ~ 1 colher de sopa de geleia de arroz&lt;br/&gt;. ~ 1 colher de chá de kuzu* &lt;br/&gt;. essência de baunilha&lt;br/&gt;. raspa de limão &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Colocar a ágar-ágar de molho cerca de 10 minutos numa pitada de sumo de maçã. &lt;br/&gt;Descascar e cortar as maçãs em gomos. &lt;br/&gt;Levar ao lume o sumo de maçã, as maçãs, a ágar-ágar demolhada e a geleia de arroz. &lt;br/&gt;Juntar a raspa de limão e umas gotas de essência de baunilha.&lt;br/&gt;Numa taça à parte, desfazer muito bem o kuzu em água (quanto menos água melhor), garantindo que não ficam pedacinhos por diluir. &lt;br/&gt;Quanto as maçãs já estiverem bem cozidas, utilizar a varinha mágica para liquefazer a mistura. Depois de bem batida, adicionar o kuzu. Voltar a levar ao lume e, por aproximadamente 8 minutos, ir mexendo lentamente.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Deixar esfriar um pouco antes de deitar sobre a base.&lt;br/&gt;O recheio irá solidificando à medida que arrefece. Se for necessário que solidifique rápido, colocar no frigorífico. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;♥ Versão de São Martinho:&lt;br/&gt;. Substituir as amêndoas por castanhas cozinhas (iãmiii... :) e as maçãs por pêras. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;glossário&lt;br/&gt;* ágar-ágar - é´um preparado de algas marinhas, também conhecida como Kanten, em grande maioria da espécie Gelidium. A ágar-ágar é incolor, sem sabor, não contém calorias e após cozedura adquire uma textura gelatinosa. É uma boa fonte de cálcio e ferro, promove a digestão, ajuda a eliminação de elementos tóxicos e radioactivos do corpo. É ligeiramente laxante.&lt;br/&gt;Necessita de demolha de ~10 minutos e cozedura em líquido por ~7/8 minutos. Solidifica durante o processo de arrefecimento e, o estado sólido adquirido, mantém-se mais firme em comparação com as gelatinas comuns nas mesma condições de calor. &lt;br/&gt;Proporção mais comum: 1 colher de sopa para 1lt de líquido. &lt;br/&gt;* couscous - trigo partido, semi-cozido. Esta preparação do trigo apresenta já um elevado grau de refinação, o que faz com que aporte menos energia ‘combustível’. A opção de couscous integral, em detrimento do couscous branco, é uma versão menos processada e, por isso, mais nutritiva. &lt;br/&gt;* kuzu - extracto em pó de raiz de uma trepadeira selvagem (Pueria Lobata). Como características gastronómicas, ajuda a espessar molhos conferindo-lhes uma textura cremosa aveludada. Medicinalmente falando, o kuzu colabora fortemente em processos como o reforço do sistema imunitário, cicatrização de feridas internas, equilíbrio da flora intestinal e do PH do estômago.&lt;br/&gt;</description>
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      <title>Charter for Compassion</title>
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      <pubDate>Thu, 12 Nov 2009 22:33:04 +0100</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2009/11/12_Charter_for_Compassion_files/Picture%201.png&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Media/Picture%201.png&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:254px; height:152px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;Damos a conhecer o Charter for Compassion, um documento criado para unir pessoas de diferentes religiões e códigos morais pelo reconhecimento dos nossos princípios partilhados de amor, compreensão e compaixão. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O Charter cresceu do desejo formulado por Karen Armstrong quando recebeu o TED Prize em 2008. Desde essa altura, mais de 150.000 pessoas de 180 países contribuíram com suas palavras, 18 proeminentes lideres religiosos deram-lhes um refinamento – e o mundo é agora convidado a afirmar, celebrar e discutir o documento final.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Podem ‘afirmar’ o Charter e obter mais informação em: &lt;a href=&quot;http://www.charterforcompassion.org/&quot;&gt;www.charterforcompassion.org&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Podem ver o vídeo da entrega do TED prize de 2008 em:&lt;br/&gt;&lt;a href=&quot;http://www.ted.com/talks/karen_armstrong_makes_her_ted_prize_wish_the_charter_for_compassion.html&quot;&gt;http://www.ted.com/talks/karen_armstrong_makes_her_ted_prize_wish_the_charter_for_compassion.html&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;CHARTER FOR COMPASSION&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;The principle of compassion lies at the heart of all religious, ethical and spiritual traditions, calling us always to treat all others as we wish to be treated ourselves. Compassion impels us to work tirelessly to alleviate the suffering of our fellow creatures, to dethrone ourselves from the centre of our world and put another there, and to honor the inviolable sanctity of every single human being, treating everybody, without exception, with absolute justice, equity and respect.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;It is also necessary in both public and private life to refrain consistently and empathically from inflicting pain. To act or speak violently out of spite, chauvinism or self-interest, to impoverish, exploit or deny basic rights to anybody, and to incite hatred by denigrating others — even our enemies — is a denial of our common humanity. We acknowledge that we have failed to live compassionately and that some have even increased the sum of human misery in the name of religion.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;We therefore call upon all men and women ~ to restore compassion to the centre of morality and religion ~ to return to the ancient principle that any interpretation of scripture that breeds violence, hatred or disdain is illegitimate ~ to ensure that youth are given accurate and respectful information about other traditions, religions and cultures ~ to encourage a positive appreciation of cultural and religious diversity ~ to cultivate an informed empathy with the suffering of all human beings, even those regarded as enemies.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;We urgently need to make compassion a clear, luminous and dynamic force in our polarized world. Rooted in a principled determination to transcend selfishness, compassion can break down political, dogmatic, ideological and religious boundaries. Born of our deep interdependence, compassion is essential to human relationships and to a fulfilled humanity. It is the path to enlightenment, and indispensable to the creation of a just economy and a peaceful global community.&lt;br/&gt;</description>
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      <title>rever a la gente</title>
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      <pubDate>Thu, 12 Nov 2009 18:13:15 +0100</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2009/11/12_rever_a_la_gente_files/friends%2031102009%201.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Media/friends%2031102009%201.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:256px; height:160px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;El invierno pasado he sido duro. De lo que guardo de memoria, creo que fue el más duro (interna e externamente) y, aun que esto tenga su lado negativo, reconozco que su significado es un privilegio. &lt;br/&gt;Estoy conciente del valor de haber podido acceder a diversas puentes de luz y de la importancia de la disponibilidad que ha sido generada, mantenida y estimulada en diversos momentos: de mi para los demás, de los demás para conmigo. &lt;br/&gt;Como etapa de un camino que sigue, se ha puntuado de personas únicas y momentos singulares, por los cuales estoy grata y que me acompañaran por estas y otras fases siguientes. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;De vuelta al palco geográfico en lo que vivimos el Invierno pasado, aprovechamos la oportunidad para rever sitios y gentes, repasando momentos de unión y compartiendo nuevas aventuras por todos vividas. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Volvemos a estar con Egoitz, Ane y Ohri: los tres compañeros que nos acogieran en Lekunberri, con quien hemos vivido significativos momentos de partilla. Sabemos que con ellos dejamos muchas semillas de lo que somos, algunas visibles, otras invisibles. Entre las visibles, danos especial gusto compartir el planeamiento y construcción del jardín y huerto de su casa – permaculturamente estructurado, y la imagen grafica creada para Egoitz; ambos incentivos para que puedan estar más activos en un estilo de vida que hace mucho desean. &lt;br/&gt;Reencontramos también sus familiares, que nos recibieran como familia de la cual fuimos haciendo parte, con quien fuimos interactuando en distintos momentos:&lt;br/&gt;&gt; aprendiendo y colaborando con la incansable fuente de energía que Martin magistralmente dedica a su labor: la arte de transformar la madera;&lt;br/&gt;&gt; conviviendo en deliciosas celebraciones, rellenas de tesoros como los chipirones de Puri y de los inagotables mimos de Mari José, animadas de la tan especial energía de Manes y Kattalin y conociendo tesoros bascos pelas experiencias de Leire, Mikel, Teresina e Aitor, …&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A través de las partillas que de ellos fuimos recibiendo, hemos conocido otros lugares y otras personas, con quien aún hoy desfrutamos de enriquecedores momentos de crecimiento mutuo. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;El País Basco, pequeño en su dimensión geográfica, nos tiene acogido preciosamente, galacticamiente nos regalando perlas preciosas. A través de unos y otros, por cada uno de los estímulos que recibimos, un enorme eskerrik asko. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;</description>
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      <title>Chi-Kung: &#13;A arte de movimentar energia, parado (!)  ou quasi...</title>
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      <pubDate>Wed, 11 Nov 2009 21:30:38 +0100</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2009/11/11_Chi-Kung%3A_A_arte_de_movimentar_energia,_parado_%28%21%29__ou_quasi..._files/chi%2025102009%202.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Media/chi%2025102009%202_1.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:254px; height:406px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;Como é bom encontrar um amigo e com ele partilhar momentos de comunhão quando ambos se encontram fora do seu território conhecido.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Num fim-de-semana recente, deu-se a oportunidade de nos encontramos, nós e o Lourenço, num mesmo pueblo do país Basco profundo. Ele lá ia para mais uma vez dar um workshop de Chi-Kung a um conjunto de esforçados e tenazes bascos que, desde o primeiro fim-de-semana de curso, têm evoluído de forma fantástica na consciência do seu corpo, na postura adequada, no prolongar de posturas outrora difíceis, entusiasmados por aprender uma nova sequência de movimentos e sentirem essa energia, que cada vez mais pessoas sabem existir para lá de uma mera percepção intelectual assumida a partir de um qualquer livro.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Nós recebemos um convite para participar no workshop e lá fomos. Um nas posturas e outro nas fotos. Não temos prática regular e disciplinada desta milenar técnica de harmonizar e fazer fluir o Chi no nosso corpo, desenferrujando juntas e articulações e reforçando músculos, sobretudo interiores, dos que estão mais juntinhos aos ossos. Mas é sempre um belo desafio. E foi.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Com o aquecimento inicial aí vieram os calores, qual chaleira que estava fria e num titá se vê fervendo. As sensações que um tão singelo aquecimento desencadeiam são tão plenas de energia que a técnica do Chi-Kung para muitos poderia ficar-se por aí.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Eu pelo menos, dados os climas menos habituais e mais invernais em que nos encontramos, já a estas práticas tenho recorrido para impulsionar o fluir de energia neste montito de ossos. Senão congelo...&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Mas muitas mais técnicas foram harmoniosamente e quase esculturalmente apresentadas pelo Lourenço. Quando se vive com intenção uma determinada prática, como tão natural, simples e fácil tudo nos parece. Com o Lourenço é assim. Com todos os outros nem tanto. Mas também para isso ele lá estava. Corrigindo, explicando, repetindo. O Chi-Kung não é um processo intelectual. É para Fazer com o corpo, e Sentir.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Praticámos as Oito Peças do Brocado, diferentes posturas, práticas de ‘espelho’ com parejas variadas, etc.&lt;br/&gt;Mas... o que é que vocês fazem? Passam o tempo parados!...Lá nos contava o Lourenço os comentários de alunos iniciados seus. E assim realmente parece. O movimento é muito suave, delicado e comedido, mas pleno de intensidade e intenção. Experimentem!&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Quem se entusiasmar com o que o Chi-Kung lhe pode despertar pode procurar mais informação no site do Lourenço em &lt;a href=&quot;http://www.devagar.org/&quot;&gt;www.devagar.org&lt;/a&gt;. Se estiverem interessados em práticas regulares também aí encontrarão referências.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Sigam o que Vos alegra.&lt;br/&gt;May all beings live in happiness.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;</description>
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      <title>vi-passana, em bullets femininos</title>
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      <pubDate>Fri, 6 Nov 2009 18:08:27 +0100</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2009/11/6_vi-passana,_em_bullets_femininos_files/vi-passana%2027092009%201_pp.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Media/vi-passana%2027092009%201_pp_1.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:336px; height:255px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;Rapidamente, defino o Vipassana como uma técnica de meditação generosamente poderosa, através da qual fortalecemos a nossa capacidade de auto-conhecimento para uma mais ágil libertação das amarras a que automática e frequentemente nos atamos.&lt;br/&gt;É um ‘caminho do Buda’, que me permite conhecer melhor a estrada do ‘caminho do Yogui’:&lt;br/&gt;Conhecer para criar. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;o caminho do buda&lt;br/&gt;A expressão ‘o caminho do Buda’ caracteriza um processo através do qual nos tornamos mais conscientes que quem realmente somos e onde verdadeiramente nos encontramos. Vejo este processo como o primeiro nível num caminho de evolução, como uma base essencial para a criação/re-criação de novos paradigmas. Como podemos criar algo se não sabemos ao certo de que matéria-prima dispomos?&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;para um problema universal ...&lt;br/&gt;Todos desejamos ver-nos livres de sofrimento. &lt;br/&gt;Seguindo a lógica da questão anterior, será possível uma erradicação definitiva (sem recorrer às momentâneas e frequentes distracções) de qualquer sofrimento, sem que conheçamos a sua fonte? &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;... uma técnica Universal:&lt;br/&gt;A técnica de meditação Vipassana propõe-se como uma estrondosa ferramenta de reconhecimento das reais causas do sofrimento, via experiência directa, convertendo qualquer verdade conhecida em verdade experienciada, sentida e imbuída em todas as células do corpo. &lt;br/&gt;na prática: &lt;br/&gt;os cursos são de livre acesso, sem PVP;&lt;br/&gt;a técnica não requer qualquer habilidade excepcional, ou condição específica – bastará estar vivo e bem-intencionado. &lt;br/&gt;na teoria:&lt;br/&gt;toda a técnica está assente na Verdade Universal da impermanência – da constante mudança de todo e qualquer fenómeno – e, por esta razão, é transversal a qualquer sistema de crenças e ‘compatível’ com quaisquer dogmas, religiões, ... &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Torna-se linear e inquestionável a compreensão de que é exclusivamente interna qualquer causa de sofrimento, que depende exclusivamente da nossa interpretação sensorial. Com serenidade e independência, aprendendo a observar as coisas tal e como são. Sem mais.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Umas e outras&lt;br/&gt;São inúmeras as técnicas meditativas hoje disponíveis e publicitadas, muitas com o exclusivo intuito final de acalmar a mente e/ou de experienciar momentos de relaxamento e prazer. &lt;br/&gt;O objectivo final da técnica do Vipassana é o crescimento, a evolução humana e auto-aperfeiçoamento: &lt;br/&gt;acalmando e fortalecendo a mente (como caminho e não como meta), &lt;br/&gt;conectando-nos à Realidade como ela é, &lt;br/&gt;de uma forma totalmente independente e autónoma. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Fazendo uso de uma indissociável relação mente-corpo, permite-nos identificar e superar identificação que nos aprisiona ao mundo dual, alimentada pelos vícios sensoriais de apego e aversão. Assim, neste processo de maior consciência, proporciona a eliminação das reais causas de infelicidade: desejo, aversão e ignorância.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Plataforma de crescimento&lt;br/&gt;O Vipassana apresenta-nos a meditação como processo evolutivo, somando técnicas de auto-observação e auto-aperfeiçoamento; trilha-se um caminho rumo uma maior consciência, clarividência e liberdade para criar. O tal ‘caminho do Buda’, que conduz à ao ‘caminho do Yogui’. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;É um processo gradual de aprendizagem, não intelectualmente e sim biologicamente, de desligar do automático processo de reacção. De deixar de reagir inconscientemente a qualquer situação que se nos apresente (boa ou má), mantendo-nos participantes-presentes mas simultaneamente desapegados às sensações que elas provocam. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Prática consciente &lt;br/&gt;É um caminho de autodisciplina, de prática frequente, diligente e inteligente; e, para que os resultados sejam sólidos e cada vez mais frutíferos, é aconselhado ter em conta estes cinco ingredientes: esforço sincero, confiança, sinceridade, saúde e sabedoria.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Estes cinco ingredientes, juntamente com uma conduta correcta, conduzem-nos a uma prática aplicação da técnica em benefício plural: contaminamos o ambiente que nos rodeia com a energia que emanamos, cada vez mais limpa, mais leve, mais ascendente. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Cuidando de nós, ajudamos os outros. &lt;br/&gt;Let’s spread the good vibes... :)&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;</description>
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      <title>uma dieta de fome para a mente </title>
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      <pubDate>Fri, 6 Nov 2009 11:21:36 +0100</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2009/11/6_uma_dieta_de_fome_para_a_mente__files/medit%20uindi.png&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Media/medit%20uindi.png&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:255px; height:255px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;Vipassana - o caminho de buda&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Nalguns momentos das nossas vidas procuramos serenar, tranquilizar-nos. Por vezes, quase sempre, esse desejo manifesta-se a um nível físico. O nosso corpo é mais sensível às provações a que o submetemos e, nos ciclos diários das nossas vidas, é frequente ele manifestar-se com ‘falta de força’, dores localizadas ou gerais. superficiais ou profundas, falta de ânimo, cansaço, etc. O acto reparador é normalmente o dormir. &lt;br/&gt;Mas muitas vezes isso só não chega. À medida que vamos passando pelos anos, é de tal forma presente, intenso e galopante o rol de pensamentos que nos assaltam a mente que, querermos ‘desligá-la’ é um desejo ainda mais ansiado.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Há quem estabeleça uma escala de quatro necessidades humana dificeis ou impossíveis de abdicarmos.&lt;br/&gt;Alimentos – Conseguimos abdicar de comer durante algumas horas, dias, e alguns poucos, mesmo meses ou anos.&lt;br/&gt;Oxigénio – Conseguimos abdicar de respirar durante alguns segundos ou mesmo minutos. Mas vejam como a escala se reduziu drasticamente.&lt;br/&gt;Pensamentos – Alguns afirmam poder não ter pensamentos durante lapsos de tempo, mas num estado “acordado” é quase impossível.&lt;br/&gt;Sensações – Alguém consegue abdicar destas? mesmo numa câmara de privação sensorial, carregada de sais de epsom há sempre um nível de cognição súbtil.&lt;br/&gt;Se os dois primeiros, alimento e oxigénio são o combustível do nosso corpo, pensamentos e sensações são o combustível da nossa mente. E esta dificilmente pára!&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Mas se não queres estar na mente, então o que fazer? Vai para o teu corpo.&lt;br/&gt;Somos seres sensíveis e alimentamo-nos de sensações. Todos os acontecimentos a que nos sujeitamos, de qualquer índole, produzem sensações. Estas são por nós percepcionadas e atribuímos-lhes significados de ‘boas’ ou ‘más’, ‘gosto’ ou ‘não gosto’. As primeiras passamos a desejar e as últimas a repudiar. Vivemos um jogo permanente de desejo e busca de sensações ‘boas’ e de resistência, aversão ou fuga das ‘más’.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Esta actuação retira-nos sistematicamente do momento presente. O Agora! Seja porque recordamos as boas sensações que determinadas experiências nos trouxeram – ligamos ao passado – ou sonhamos com as boas sensações que determinadas experiências nos poderão trazer – ligamos ao futuro. Estando presentes no momento do agora, quem nunca sentiu que estando a viver boas sensações não quer que estas terminem e as estando a sentir como más, quer que acabem, quer resistir ou fugir. &lt;br/&gt;Todas estas situações acabam por produzir tristeza - pelo passado que já não temos; ou ansiedade - pelo futuro que nunca mais chega; ou tensão - para que o agora passe depressa ou se torne eterno. Este estado de Ser conduz-nos à tristeza e ao sofrimento. São estados crescentes, limitantes, agoniantes de tensão e reflectem-se nas nossas vidas ao nível físico, mental, emocional e espiritual. Além de que é contagiante. A nossa agitação, tristeza e sofrimento passamo-las aos outros. E comportamento gera comportamento!&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Mas não tem de ser assim! Podemos assumir o comando das nossas mentes (que se alimentam destes pensamentos e sensações), ao nível do consciente e do inconsciente. Há inúmeras técnicas para este efeito.&lt;br/&gt;Uma que recomendamos vivamente é a da meditação Vipassana.&lt;br/&gt;Fazemo-lo porque é uma técnica extraordinária, universal, não sectária, sem mecanismos, gadgets, códigos, procedimentos complicados, onde estamos totalmente dependentes, única e exclusivamente, de nós mesmos. É uma técnica que nos ensina o caminho do buda, um caminho para cessarmos com o sofrimento das nossas vidas. Não é uma abordagem tipo antibiótico! Tomar 8 dias e já está. Não mais sofrimento! Não. É uma técnica que é necessário aplicar regularmente, adequadamente, sem a ter como uma rotina, mas sim como um ritual. Temos toda uma Vida para o fazer, embora a nossa vida não tenha de se circunscrever ao Vipassana que, nessa perspectiva, é o caminho dos monges. A não ser que assim se queira. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Fizemos recentemente um retiro Vipassana de 10 dias. Segregação de géneros, Nobre Silêncio, horário disciplinado com ínicio às 04:00 da manhã e término às 21:30 da noite. Mais de 10 horas de meditação diárias!&lt;br/&gt;Uma dieta de fome para a mente! Fantástico. O processo é diferente para cada um, porque todos somos diferentes, com vidas experiências e passados distintos. Todavia, algo temos todos em comum. A plena capacidade de podermos ser felizes.&lt;br/&gt;Nesta aprendizagem, somos levados ao “colo” num processo muito sereno mas exigente, abdicando do ego, expandindo o nível de tolerância, tratados com as melhores condições face ao contexto.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Os cursos Vipassana são gratuitos em todos os locais do Mundo onde sejam ministrados, independentemente do nível de vida do país onde se realiza ou da pessoa que vai ao curso. Não há qualquer obrigatoriedade de pagamento, seja o alojamento, a alimentação ou a tutoria e orientação individuais a que podemos aceder. Mas a valorização que cada um faz dos resultados que alcança no final do 10º dia, e que pode manter e desenvolver em contínuo, pode reflectir-se num donativo – em dinheiro ou trabalho voluntário – para a Fundação Vipassana. Foi porque outras pessoas o fizeram que pudemos nós participar, muito bem acolhidos, tratados e imersos em nós mesmos. Recomendamos a todos.&lt;br/&gt;Podem obter informações sobre o Vipassana em &lt;a href=&quot;http://www.dhamma.org/&quot;&gt;http://www.dhamma.org&lt;/a&gt;. Se se entusiasmarem podem de imediato inscrever-se num curso. Há cursos regulares em Espanha e por vezes em Portugal. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Vivamos a Realidade como ela é. Agora. E sintamo-la.&lt;br/&gt;May all beings live in happiness.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;</description>
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      <title>connecting peoples</title>
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      <pubDate>Mon, 19 Oct 2009 15:58:58 +0200</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2009/10/19_connecting_peoples_files/palabras%2029082009%201.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Media/palabras%2029082009%201_1.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:254px; height:255px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;Amigos,&lt;br/&gt;Estamos vivos, e novamente conectados. &lt;br/&gt;Estivemos totalmente offline por um intenso período de 10 dias, voltando agora ao contacto com o mundo dos estímulos. Escrevemos-vos antes do desligar mas, por questões técnicas de código 'CE_Caretice de Espanhol#005', não conseguimos fazer as actualizações desejadas.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Assim, surgem agora no nosso partilhómetro actualizações já desactualizadas: dois posts, datados de 07 e 08 de Outubro. Com eles queremos partilhar convosco o que andámos a fazer nos últimos tempos, re-estabelecendo um contacto que desejamos que seja biunívoco. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Por aqui o Inverno já dá os ares de sua graça, conseguindo que hoje acordássemos com a módica temperatura de -4,5º (leia-se: menos quatro vírgula cinco). Haja bolinhas.... :) &lt;br/&gt;Pelas próximas semanas continuaremos pelo Norte de Espanha, transitaremos depois para o País Basco e de lá, apontaremos um novo rumo que andamos a cozinhar: novas propostas, novos estímulos, desafios recém-chegados.&lt;br/&gt;Lá vos contaremos, essas e outras coisas. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Ósculos e amplexos, do aqui e do agora,&lt;br/&gt;is + ze&lt;br/&gt;</description>
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      <title>germinando</title>
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      <pubDate>Mon, 19 Oct 2009 10:30:37 +0200</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2009/10/19_germinando_files/germ%2009092009%202.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Media/germ%2009092009%202.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:254px; height:159px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;Dueñas, 08 Out 2009 &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Toda a fonte de vida integral apresenta em si o poder e potencial de germinação. É um processo faseado, em cada etapa revestido de particulares características de revelação da Vida, cada fonte exprimindo-a na sua linguagem. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Nós, depois de um período de demolha, entramos na fase preparatória para arranque dos brotes. É uma fase que carece de acompanhamento do ritmo de crescimento, estimulado por ‘regas’ frequentes e níveis de exposição de luz:; não esqueçamos a temperatura, o mínimo calor que assegura que estamos em desenvolvimento e não em hibernação.&lt;br/&gt;Isto significa que voltámos à estrada, com um mês desenhado para recebermos específicos estímulos para novas etapas de crescimento. Estaremos inicialmente em ambiente controlado, como numa estufa, e já estamos curiosos para identificar os reflexos desta aprendizagem: Vipassana, en tierras vecinas.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;No entretanto, deixamo-vos umas dicas de um (entre muitos) processo simples de germinação de sementes e grãos, um extraordinário método para enriquecimento de qualquer refeição! &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Material necessário: &lt;br/&gt;&gt; frasco de vidro; &lt;br/&gt;&gt; elástico; &lt;br/&gt;&gt; um rectângulo de tecido de algodão de trama não muito densa (tipo tule) de tamanho suficiente para cobrir a boca do jarro e ser envolvido pelo elástico; &lt;br/&gt;&gt; sementes ou grãos a germinar; &lt;br/&gt;&gt; água.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Cada tipo de semente ou grão a germinar terá as suas particularidades, em variáveis como: tempo de demolha, volume de crescimento; frequência de rega e exposição solar. Existem várias tabelas para referenciação, esta é bastante vasta: &lt;a href=&quot;http://www.btinternet.com/%257Ebury_rd/index.htm&quot;&gt;http://www.btinternet.com/~bury_rd/sprout.htm&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;Com a prática, é relativamente simples assimilar as diferenças. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Procedimento:&lt;br/&gt;&gt; Colocar as sementes ou grãos no jarro e cobrir com água. Para primeira experiência, e como referência, considerar colocar não mais de duas colheres de sopa num frasco de aprox. 500gr. &lt;br/&gt;Como tempo médio de demolha podemos considerar umas 8 horas. No entanto, reforçamos que é importante adequar em concordância com o tipo de semente ou grão.&lt;br/&gt;&gt; Decorrido o tempo de demolha, lavar as sementes ou grãos em água corrente, idealmente com o uso de um escorredor. Quando bem escorridas, voltar a colocar no frasco.&lt;br/&gt;&gt; Tapar o frasco com o rectângulo de algodão, vedando-o com o elástico.&lt;br/&gt;&gt; Colocar o frasco com a boca para baixo, numa inclinação próxima aos 45º, garantindo que a boca ventile. Um escorredor de pratos pode ser a solução perfeita. Ideal que apanhe luz mas não sol directo para que as sementes não sequem demasiado.&lt;br/&gt;&gt; Passar as sementes ou grãos por água corrente uma a duas vezes por dia até que os rebentos tenham atingido o grau desejado.  &lt;br/&gt;&gt; A partir deste momento, para abrandar o processo de germinação, passar a guardar o frasco no frigorífico. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Precauções: &lt;br/&gt;&gt; Confirmar que os cereais são integrais, caso contrário não germinarão; &lt;br/&gt;&gt; Assegurar que o frasco está bem lavado;&lt;br/&gt;&gt; Ajustar os tempos de demolha e ‘rega’ de acordo com as condições climáticas:  mais calor = menos tempo de demolha e maior frequência de ‘rega’.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Exemplos: &lt;br/&gt;&gt; Sementes: alfafa, alho francês, cebolinho; &lt;br/&gt;&gt; Grãos - Cereais: quinoa, trigo sarraceno, cevada;&lt;br/&gt;Para germinar Grãos - Leguminosas, como os feijões e o grão-de-bico, usam-se outros procedimentos. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;</description>
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      <title>estar de molho</title>
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      <pubDate>Mon, 19 Oct 2009 08:27:12 +0200</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2009/10/19_estar_de_molho_files/molho%2014082009%201.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Media/molho%2014082009%201.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:254px; height:159px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;Telões, 07 Out 2009&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Desde que iniciámos esta jornada nómada que vos contámos de que não nos afastaríamos de Portugal sem a garantia de soltar umas últimas amarras.&lt;br/&gt;Pois bem, desde o início da Primavera decidimo-nos colocar mãos à obra nestas diligências e regressámos a Portugal, a caminho da demolha final.&lt;br/&gt;Estabelecemo-nos no nosso ninho fixo (tão carinhosamente cuidado e atendido pelo Tó, pela Marta e pelo Rodrigo) que nos suportou durante todo o processo a seguir descrito.&lt;br/&gt;A principal amarra demorou a soltar, mas quando o fizemos, foi com enorme satisfação que passámos testemunho ao nosso grande amigo JMS. E isto só aconteceu quase no Verão. Já o sabemos feliz num espaço que agora é o seu. Desfruta!&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Aproveitámos também para fazer um conjunto de melhorias na nossa James Cook:&lt;br/&gt;- Uns estofos para os bancos feitos com muito carinho e profissionalismo pelo Sr. Vítor e pela Dª Graça. Que beleza de pessoas;&lt;br/&gt;- Um futon em materiais naturais feito pela linda Maria José, uma ‘anja’ em pessoa;&lt;br/&gt;- Um sistema de acesso wireless à net. Tecnologia muito avançada e fantasticamente demonstrada e implementada pelo Oitáven. Um grande amigo com muita paixão pela aventura. Boas curvas com a GS. Ai que saudades...&lt;br/&gt;- Um inovador sistema anti-congelamento de água feito preciosamente pelo grande Roscas. Uma mistura de três mecanismos de temporização/controlo: um eléctrico, um térmico e um temporal. Pode parecer complicado, mas ao fim de tanto bolarmos ideia, chegou-se a esta simples solução que evita termos de acordar de três em três horas em noites de temperaturas negativas. Brrrrr!!!&lt;br/&gt;- Um sem número de outras melhorias menos impactantes, mas muito dedicadas e feitas por nós.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A todos um muito obrigado. Bem hajam pelo vossa entrega.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Para além das melhorias da James Cook, procurámos melhorar-nos também a nós. E isso fizemo-lo com estes e muitos outros amigos. Um carinho muito especial para o Laurent e para a Helena. Temos tão pouco tempo de convivência mas tão rica e profunda a partilha que iniciámos. &lt;br/&gt;Tentámos estar com tantos amigos quanto nos foi possível. Aos que não conseguimos chegar, em tempo ou qualidade, as nossas desculpas.&lt;br/&gt;Também a pensar um pouco em todos vós procurámos melhorar as forma como vocês vêem o que nós vemos. Através das fotos que vamos colocando online, com um dedinho e um olhinho de mestria da Isabel, aprimorados recentemente numa formação intensa em plingrafia.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O nosso verão começou a sério quinze dias antes de partirmos. O ‘nosso’ lindo paraíso a presentear-nos com o verão de Setembro. Foram poucas tardes de praia, mas deliciosas.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Se até Setembro estivemos literalmente de molho, as águas do mar serviram para nos ‘lavarmos’ de tanta demolha, e prepararmos o regresso à estrada. Já não o iremos fazer só como dois indivíduos com um conjunto de objectivos mais ou menos entendíveis.&lt;br/&gt;Partimos agora também como associação oneness cook, com um propósito específico, a saber:&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A associação oneness cook tem como fim promover o estudo, investigação, análise, reflexão e debate de ancestrais e contemporâneas realidades humanas, de cariz espiritual, ideológico, comportamental, cultural e social; numa perspectiva interdependente, unificante, inclusiva e integral; num espírito de coerência e comunhão aos padrões da Natureza, propondo meios, saberes e referenciais alternativos, que se constituam como bases para mudanças significativas no fazer, ser e saberes humanos, em qualquer escala e em qualquer lugar.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Já não somos só dois. Somos onze, por agora, os que se identificaram com esta Missão e que acreditam poder haver benefícios por se dar energia a este processo em que nos encontramos. Deu muito trabalho a criação da associação nos moldes em que está a funcionar, mas entendemos que valeu mesmo a pena. Obrigado à Isabel, à Carlota, à Raquel, à Tânia, à Sofia, ao Roscas, ao JMS, ao Henrique e ao Zé Maria. Outros virão...&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Num post mais avançado falaremos com mais detalhe desta associação. E esperamos que brevemente nos seja possível apresentar-vos uma plataforma de comunicação que espelhe claramente esta nova realidade. As ideias continuam aos pulos, pouco a pouco e estruturadamente iremos passando-as para fora. Para que todos delas possamos usufruir :)&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Agora, seguimos para germinação...&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;</description>
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      <title>a cidade, a música e o silêncio</title>
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      <pubDate>Wed, 22 Jul 2009 23:38:56 +0200</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2009/7/22_in_the_city_files/montras%2022072009%207.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Media/montras%2022072009%207.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:254px; height:159px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;Depois de um belo tempo afastada do buliço, que para mim foi sendo um afastamento gradual, descubro que doses muito elevadas de cidade me perturbam. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Adoro passear em ruas cheias de gente bonita, distraída por montras e edifícios com estilo; desfrutar de praças arejadas com deliciosas esplanadas; observar as gentes e o sublinhar das diferenças entre cada um, imaginar-lhe mil histórias e personagens e outras vidas; desencantar confluências afuniladas que desembocam em jardins animados; denotar no meio do buliço um especial anónimo, porque nos dá ou nos pede um olhar, um sorriso, uma ligação; receber os sorrisos das crianças tão alerta ao que lhes rodeia, com aquela energia fresca e vívida, enquanto puxadas pelos apressados graúdos que as acompanham; ...  &lt;br/&gt;Mas... depois disto quero voltar para o ninho. Para onde o silêncio é bom de ouvir - porque existe!; onde há ar que se respira, fresquinho; onde há espaço e tempo para desligar. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Na cidade o tempo é outro. Os relógios andam mais rápido, e os senhores cinzentos roubaram o tempo que o tempo tinha. Anda-se cada vez mais depressa, tem-se cada vez menos tempo. Entre tanto estímulo, tanta atenção solicitada, como é difícil desconectar para Conectar. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Cada vez mais me deparo com mais gente com medo de desligar. Inconscientemente alimentando (literal e simbolicamente) este ciclo frenético, fugindo de encontrar qualquer razão para esta escolha, numa velocidade que não permita uma brecha para que se coloquem em causa. &lt;br/&gt;E, simultaneamente, vou ouvindo pessoas com vontade de parar. Não necessariamente recusando um x em detrimento de um y, mas buscando um equilíbrio que lhes permita um suficiente distanciamento para avaliar o que o x e o y lhe podem aportar de bom. E escolher serenamente. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A cidade segue oferecendo miles de coisas boas. Mas resulta-me que neste momento valorizo mais as coisas boas que aqui não consigo encontrar. Sinto falta de não ser mais uma, nesta ausência de personalização em que cada um em si mesmo se torna transparente. Como é fácil nos sentirmos isolados e sozinhos no meio de tanta confusão. Somos só mais um... &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Como é difícil encontrar silêncio e serenidade junto deste frenético e perpétuo movimento.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Pois eu vos conto que recorri a truques: momentos de relaxamento num parque ao sair do frenesim dos transportes; escolher a loja mais catita para me tornar frequente, entabular conversas e passar a ouvir “hola Isabel!” quando chego; aprender a jogar petanca com os mayores no parque; dar tempo para ouvir os outros, amável e generosamente; enfim... nada de anormal mas que nem sempre é fácil conciliar com quem vive nesta lufa-lufa aditiva. &lt;br/&gt;Ah, e o truque básico de comprar tampões para os ouvidos, nesta busca de um pouco menos de ruído por favor!&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;E como a flexibilidade e capacidade de adaptação face a contextos diferentes dita a manutenção da nossa saúde (em qualquer quadrante), é importante saber encontrar os pontos de equilíbrio entre o que nos nutre e o que nos suga. Conseguem identificar esses pessoais momentos de equilíbrio no vosso quotidiano? &lt;br/&gt;A música para mim é um ponto de conforto universal. É como uma referência que facilmente nos acompanha para qualquer lado, ou nos faz uma surpresa porque nos espera num determinado lugar. E fecho os olhos e sinto-me embalada. &lt;br/&gt;♬&lt;br/&gt;É outra coisa boa da cidade. É que nos oferece eventos gratuitos – como concertos de música, dos quais tenho tentado desfrutar sempre que posso. Chamar-lhes momentos de comunhão, de toque do Divino, de presença íntegra, ... Para mim, para além disso, é um sentir-me aninhada. E isso sabe-me tão bem! &lt;br/&gt;♫&lt;br/&gt;Estou quase quase de volta. :)&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;</description>
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      <title>mientras esperas</title>
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      <pubDate>Tue, 7 Jul 2009 23:02:24 +0200</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2009/7/7_mientras_esperas_files/mientras07072009%202.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Media/mientras07072009%202.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:254px; height:159px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;Trocamo-nos as voltas. Acordamos um dia alinhados na resolução de uma amarra pendente. Ajustamos o rumo e fizemo-nos à estrada. Decididos e empenhados, após novos esforços e alvos, acolhemos a re-solução proposta com a alegria do alivio e conforto de se apresentou em corpo de amigo. Ainda que sabendo que passaria apenas a ser uma amarra mais leve, estamos seguros da leveza final que ela encerra.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Destas trocas nasceram mais certezas. Deste período, em que se aproveitam confortos de outros tempos para desafios aqui/assim adequados, confrontámo-nos com desejos mais concretos, mais sólidos e que sublinham vontades mais altas. &lt;br/&gt;Estrutura. Partilha.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;E pelo caminho vamos aprendendo os compassos do tempo de espera: &lt;br/&gt;. aprendendo que há esperas que se podem encurtar, com o engenho da disponibilidade, vontade e capacidade de resolução;&lt;br/&gt;. aprendendo que há esperas que não se devem encurtar, fazendo uso da arte da paciência, da delicadeza e da ponderação; e,&lt;br/&gt;. aprendendo que há esperas que afinal deixam de o ser, trazendo com elas o que as catapulta para passarem a ser – também ou sobretudo – momentos de oportunidade: nascidos de dentro, ou achados lá fora.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Nem sempre é fácil distingui-los. Acertar na interpretação, aceitar um compasso que nos embala ou nos abana... que nos preenche, nos enche ou nos esvazia. Porque entre os três, nenhum me parece mais importante. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;E durante/depois da espera, ele há engenhos e maneiras de concretizar...&lt;br/&gt;Sabedoria, vem no dia-a-dia. &lt;br/&gt;Compasso.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;</description>
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      <title>home</title>
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      <pubDate>Fri, 5 Jun 2009 11:24:18 +0200</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2009/6/5_home_files/Picture%204.png&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Media/Picture%204.png&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:441px; height:149px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;A não perder: Home, de Yann Arthus-Bertrand  na RTP2 hoje, pelas 20h28;  na RTP1, dia 07/06, pelas 01h00; e, até 14 de Junho, a qualquer hora, aqui:  &lt;a href=&quot;http://www.youtube.com/homeproject&quot;&gt;http://www.youtube.com/homeproject&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Não dá para fechar mais os olhos. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;</description>
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      <title>bubamara's rhythm</title>
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      <pubDate>Mon, 18 May 2009 19:48:46 +0200</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2009/5/18_bubamaras_rithm_files/o_img16112008%201.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Media/o_img16112008%201.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:254px; height:159px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;A minha maior fragilidade - falando em saúde física - foi desde sempre a famosíssima asma. Recebi-a de pequena, conhecendo demasiado bem as limitações que me impuseram num ritmo que não era o que eu desejava. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Como na maioria dos casos, com “a mudança de idade” (uma expressão da mamãe) as crises diminuíram para um cenário de aparições raras, caseira mas bombasticamente controladas (é verdadeiramente uma bomba, o ventilan...).&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;E como noutros casos da família, a asma voltou a reaparecer, interligada com o cansaço e excesso de trabalho (físicos ou emocionais). Algures ali atrás entre os últimos dois anos, forçadamente me recordei do embalo das noites mal dormidas. E aí começou uma profunda investigação pelos porquês, pela origem, pelas soluções alternativas – interessada na resolução das causas mais que dos sintomas.  &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Tem sido muito gratificante perceber o grau de liberdade que poderei construir ao afastar-me dos domínios desta enfermidade, e gigantescamente desafiante descobrir como o fazer. É um desafio que se tem revestido de diversas ferramentas, que se apresentam e se vão adequando em momentos e fases diferentes. Resultam para mim enquanto meu processo de cura, que um dia me encorajarei a partilhar. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Tudo isto para partilhar o meu contentamento com a corrida! Que o exercício físico regular faz bem à asma está claro, mas correr – talvez pelo impacto cardiovascular – sempre foi a actividade física mais “despertadora” de uma das minhas crises de asma. E por isso, claro, a mais renegada. Até agora. Até me comprometer em contornar esta limitação.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Ando deliciada com as pequenas vitórias que tenho conquistado, correndo mais quilómetros, por mais tempo e com mais energia. Ah, liberdade... :) &lt;br/&gt;Como sabe bem sentir as amarras soltarem, e sentirmos-nos responsáveis pelas mudanças que decidimos operar, conscientemente escolhidas para uma maior plenitude. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Corram, saltem, andem, gatinhem, fiquem quietos, ... e estimulem-se a, como diz o doce aqui ao lado, seguir o que vos alegra! :)&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Há umas semanas, descobri o estímulo extra de levar como companhia a deliciosa banda sonora do filme Gato Preto Gato Branco, do Emir Kusturica. Se para conduzir a achei um perigo, para correr é ideal. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Desfrutem desta aqui ao lado, a Bubamara &gt; &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Bubamara. em dialecto cigano e actualmente em uso pela língua servo-croata, significa “joaninha” (o insecto) e é um símbolo importante para a cultura cigana, sinal de boa sorte e bom fortúnio. &lt;br/&gt;Esta música é tocada em homenagem a população cigana em todo o mundo, incentivando todos os ciganos a que se reunam e dancem. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Para quem a quiser cantar no banho, aqui vai a letra – facílima:&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;sa o raomalen phuchena &lt;br/&gt;bubamara sose ni c(k)elel. &lt;br/&gt;devla , devla mangav la &lt;br/&gt;bubamara tuka pocinel.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;ej romalen ashunen, &lt;br/&gt;e chavoren gugle zurale. &lt;br/&gt;bubamara chajori, &lt;br/&gt;baro grga voj si o djili.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;djindji - rindji bubamaro &lt;br/&gt;ciknije shuzhije &lt;br/&gt;ajde more koj romesa. x2 &lt;br/&gt;chavale romalen x3&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;sa romalen puchela, &lt;br/&gt;o dejori fusuj chudela. &lt;br/&gt;devla devla sa charle, &lt;br/&gt;bubamaru voj te aresel. &lt;br/&gt;ej romalen ashunen, &lt;br/&gt;e chavroren gugle shukaren, &lt;br/&gt;zivoto si ringishpil, &lt;br/&gt;trajo o del rom aj romnji.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;djindji - rindji bubamaro &lt;br/&gt;ciknije shuzhije &lt;br/&gt;ajde more koj romesa. x2 &lt;br/&gt;chavale romalen x3&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;ej romalen ashunen &lt;br/&gt;e chavrore gugle zurale &lt;br/&gt;bubamara chajori &lt;br/&gt;baro grga voj si o djili.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;djindji - rindji bubamaro&lt;br/&gt;ciknije shuzhije&lt;br/&gt;ajde more goj romesa. x4&lt;br/&gt;te cilabe te chela&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;</description>
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      <title>bolo de bolacha</title>
      <link>http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2009/3/26_bolo_de_bolacha.html</link>
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      <pubDate>Thu, 26 Mar 2009 16:19:27 +0100</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2009/3/26_bolo_de_bolacha_files/DSC_5012.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Media/DSC_5012_1.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:254px; height:384px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;Bolo de bolacha quase tradicional, fora o facto de não levar açúcar nem ovos. É um bolo fantástico para quem não tem forno, como por exemplo quem mora numa auto-caravana, e super acessível para fazer com crianças. Há bolachas com formas de animais que deixam os miúdos ainda mais deliciados.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Tenho por hábito não seguir receitar e inventar com as coisas que estão disponíveis. Assim, os resultados são sempre diferentes... Esta receita, em vez do amasake, já levou creme de castanhas e ficou igualmente deliciosa. Para experimentar tenho ainda uma versão com uma leve sêmola de trigo... &lt;br/&gt;Nós optamos por fazer o amasake (usando o Koji) em vez de o comprar e resulta bem mais barato e ainda mais saboroso. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Os produtos que usamos, regular e preferencialmente, são isentos de açúcar (ou alternativas químicas), lácteos ou produtos animais e biológicos. Se precisarem de dicas sobre onde os encontrar, peçam-nos.  &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Ingredientes:&lt;br/&gt;bolachas simples, estilo bolacha maria &lt;br/&gt;amazake &lt;br/&gt;cacau 100%&lt;br/&gt;geleia de trigo&lt;br/&gt;yanooh&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Preparação: &lt;br/&gt;Preparar o yanooh um pouco mais forte que o usual: uma colher de sopa bem cheia de pó para cada copo de água. Acrescentar um pouco de geleia de trigo - 1 colher de sobremesa para um copo de yanooh.&lt;br/&gt;Mergulhar as bolachas no yanooh à medida em que se vai fazendo a primeira camada de bolachas no tabuleiro. &lt;br/&gt;Cobrir as bolachas já dispostas com uma camada generosa de amazake: aproximadamente um dedo de espessura. &lt;br/&gt;Seguir a sequência de mergulhar bolachas, dispor no tabuleiro e cobrir com amazake, de modo a conseguir camada de bolacha / camada de amazake alternadamente. &lt;br/&gt;Numa das camadas de bolachas (uma à escolha), antes de sobrepor o amazake, colocar um pedaços desfeitos do cacau e um fio de geleia de trigo. A camada de amazake que os cobrir deve ser mais fina que as restantes. &lt;br/&gt;A camada final deve ser de amazake e envolver toda a construção do bolo, escondendo – dentro do possível – as bolachas.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Para a cobertura:&lt;br/&gt;Derreter numa panela, em lume baixo, o cacau juntamente com uma colher de sopa de amazake, duas colheres de sopa de geleia de trigo e raspa de laranja. Mexer até atingir uma consistência cremosa. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Verter a cobertura por cima do bolo e colocar no frigorifico até à hora de servir. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;</description>
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      <title>monstruação?</title>
      <link>http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2009/3/24_mais_ferramentas.html</link>
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      <pubDate>Tue, 24 Mar 2009 16:20:30 +0100</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2009/3/24_mais_ferramentas_files/44_Ken%20Wilber.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Media/44_Ken%20Wilber_1.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:254px; height:168px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;Quando decidi escrever sobre o MoonCup, desafiei-me a encarar a questão e gestão de fluxos menstruais do ponto de vista AQAL (All Quadrants, All Levels) ou em português TQTN (Todos os Quadrantes, Todos os Níveis), de modo a que pudesse mais uma vez partilhar esta abordagem integral.&lt;br/&gt;Em que trabalho me meti...  &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A perspectiva TQTN apresenta-se para mim como uma ferramenta incrivelmente brilhante e completa de analisar todo e qualquer assunto – de forma isenta e integrando tudo e cada parte como essencial ao Todo. Desta forma, resulta uma compreensão mais profunda – e na minha opinião mais real – do nosso objecto de estudo. &lt;br/&gt;Já vos falamos nesta abordagem, num post sobre Alimentação Integral. Em todo o caso, recapitulo:&lt;br/&gt;A partir de uma matriz de quatro quadrantes, podemos facilmente identificar as diferentes facetas contidas no tema do nosso estudo, ou diferentes abordagens às questões que ele levanta.  &lt;br/&gt;Os quatro quadrantes são:&lt;br/&gt;Questões do Eu (I) – Psicológicas, Emocionais, Mentais;&lt;br/&gt;Questões do Isso (It) – Biológicas, Fisiológicas;&lt;br/&gt;Questões do Nós (We) – Culturais;&lt;br/&gt;Questões do Issos (Its) – Sociais, Políticas.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Realça-se a percepção de que a realidade é composta de todos/partes e que nada se encontra isolado e sim, numa infinita interligação entre consciência individual ou subjectiva; o organismo e cérebros objectivos; a natureza, sistemas sociais e o ambiente; e os contextos culturais, valores comunitários e visões do mundo. &lt;br/&gt;Acrescentar rapidamente que dentro de cada quadrante estão compreendidos diferentes estágios (ou níveis) de desenvolvimento, que se apresentam numa evolução espiralada – através dos quais é possível identificar numerosas ondas, correntes e tipos. Os movimentos ao longo desta espiral ocorrem de uma forma flexível e fluida, sem passos pré-determinados. Representam estágios de evolução constantemente dinâmicos, nos quais cada “nível seguinte” transcende e abarca o nível que o antecede: significa que o reconhece e compreende mas já não se identifica com ele. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Não me atrevo a escrever mais, segura de que o que escrevo resulta de uma minha interpretação, por mais isenção que me esforce em aplicar. Acho que a abordagem merece ser conhecida na sua “formula original”, pelo que vos deixo a dica e o estímulo: &lt;br/&gt;Autor – Ken Wilber&lt;br/&gt;Obras – Uma Teoria de Tudo; Uma Breve História de Tudo; ... &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Voltando ao assunto inicial....&lt;br/&gt;O tema da menstruação não é tabu mas, de certa forma, acho que não anda longe disso. Por um lado vemos uma sociedade mais aberta, menos complexada e mais esclarecida (menos mitológica – diria). Vivemos a proliferação da informação, gratuitamente ao alcance de todos, sabendo nós também que muitas vezes é uma informação “manipulada para todos”.&lt;br/&gt;Por outro lado, seguimos vivendo num entorno no qual a mulher – depois de muito o querer – se vê na posição de usufruir das mesmas condições que o homem, onde lhe é exigido o mesmo desempenho, ritmo e resultado, simultaneamente esperando delas as mesmas necessidades. Ainda que, no fundo, não o sejam. &lt;br/&gt;Como tudo, há os seus aspectos positivos e negativos. Não pretendo avaliar nenhum deles, apenas dar a minha perspectiva de enquadramento.   &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Na minha opinião, a nossa relação com o nosso ciclo menstrual apresenta-se-me seguramente relacionada com a nossa relação com a mulher que somos, a mulher que acreditamos ser, com a mulher que queremos ser ou a mulher que nos sujeitamos a ser. &lt;br/&gt;Seremos tão saudáveis nesta relação quanto conscientes e verdadeiras formos connosco mesmas. Quaisquer que sejam as escolhas que façamos e o caminho para o qual elas apontem, será importante a honestidade sobre a nossa exclusiva responsabilidade sobre cada uma delas. E o nosso ciclo menstrual, entre outros mil e muitos factores, estará incluído na totalidade do que nos define enquanto mulheres.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;No papel que cada mulher desempenha, pensado numa perspectiva singular e pessoal, podemos levantar questões associadas a factores psicológicos, emocionais, mentais; factores biológicos e fisiológicos; factores culturais; e factores sociais e políticos.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Usando então a ferramenta de análise dos Quatro Quadrantes, poderemos descortinar as seguintes questões: &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Quadrante Superior Esquerdo – Questões do Eu&lt;br/&gt;Quadrante de estudo das questões emocionais, psicológicas e mentais que desenvolvemos sobre a menstruação. Palco primordial para a potencialidade máxima da particularidade e singularidade de cada mulher.  &lt;br/&gt;Cada uma de nos terá as suas ideias e crenças sobre a menstruação e propósito ou pertinência da sua existência. Quaisquer que sejam as crenças que alimentamos, através delas geraremos emoções, estados de espírito, ideias e mentalizações; que logo, se materializarão em concordância.&lt;br/&gt;Há quem encare a menstruação como uma maldição, como uma doença ou uma limitação; há quem a considere uma bênção e a celebre; haverá muitas mulheres que a consideram um mal menor; e outras tantas algo simplesmente natural. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Muitas questões emocionais com que nos deparamos neste campo podem estar suportadas pelas alterações biológicas que são objecto de estudo no Quadrante do Isso.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;(De sublinhar que esta abordagem não isola ou relativiza a interligação de todos os quadrantes e seus respectivos actores. É assumida e sublinhada a sua interdependência e infinita interacção).&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Quadrante Superior Direito – Questões do Isso&lt;br/&gt;Quadrante de estudo das questões biológicas e fisiológicas – originárias de tantas transformações nos corpos físico, mental, emocional, .... &lt;br/&gt;Do ponto de vista biológico, cada corpo levará a cabo o seu ciclo menstrual, a seu tempo e de acordo com o seu ritmo e sincronia. &lt;br/&gt;“Biologicamente” são percorridos ciclos, manifestados em mudanças  e adaptações (subtis ou notórias). Há lugar a alterações físicas e emocionais, em qualquer das fases, que se reflectem com maior ou menor presença no nosso ritmo e tarefas diárias. Fruto também das escolhas que fazemos para alimentar as nossas necessidades manifestadas.  &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Entendendo as necessidades do nosso corpo, é mais fácil tomar as medidas mais adequadas para lhes dar respostas mais equilibradas. &lt;br/&gt;Desde necessidade físicas de vontade de comer doces ou simplesmente necessidade de comer mais ou de comer menos; necessidades emocionais de estar só, de rabujar, de chorar, ...; para uma mesma tarefa podemos necessitar de melhores condições de concentração, de uma reforçada dose de confiança ou confirmação; ... Reconhecer e identificar, na minha opinião, são as melhores ferramentas para uma correcta acção.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Quadrante Inferior Esquerdo – Questões do Nós&lt;br/&gt;Neste quadrante enquadram-se as questões culturais associadas a esta questão feminina.&lt;br/&gt;Desde sempre a menstruação foi culturalmente associada a conotações negativas. No século I, o pensador romano Plínio defendia que nada poderia ser mais nocivo do que o fluxo menstrual. &quot;Mulheres menstruadas tornam o leite azedo e as sementes estéreis (...) O olhar delas faz o espelho opaco, cega as lâminas, tira o brilho do marfim&quot;.  Na Idade Média, a Igreja proibia as mulheres menstruadas de comungar. Na Inglaterra vitoriana de meados do século XIX, a menstruação foi catalogada como doença. Segundo as posições feministas, tratar o sangue menstrual como veneno, impureza ou doença era uma forma de subjugar as mulheres e reprimir a sexualidade feminina. Com a revolução de costumes dos anos 60, o sexo – e tudo relacionado a ele – passou a ser encarado com mais naturalidade. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Com esta actual abordagem cultural, mais natural e isenta de contextos mitológicos, somos menos condicionadas por estas influencias e mais livres para escolher as crenças com que determinamos e analisamos a nossa vivência. &lt;br/&gt;No entanto, e uma vez mais na minha opinião, o contexto actual – na sua igualdade de direitos e deveres entre homens e mulheres – exerce uma forte  pressão, consciente ou inconscientemente.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Quadrante Inferior Direito – Questões do Issos&lt;br/&gt;Quadrante de estudo das questões sociais que condicionam e alimentam cada mulher na sociedade em que se insere.  &lt;br/&gt;Nos tempos das nossas avós, adicionando um maior condicionamento cultural à questão da menstruação, podemos relembrarmos das escassas respostas sociais que influenciavam a vivência desta questão. Agora somos privilegiadas na vasta escolha de produtos, subprodutos e serviços que nos permitem maior (ou total) liberdade, longe dos panos de algodão – trocados e lavados com a sua devida frequência – e perto dos descartáveis e inibidores hormonais. &lt;br/&gt;As soluções, à parte de avaliações de quais as mais adequadas, são milhares; para todos os gostos, bolsas, crenças e vontades: de famosas marcas, de marca branca, ecológicos, hipoalergénicos, reutilizáveis, ... &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;*&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Creio que consegui delinear uma possível abordagem integrativa, identificando e escamoteando as diferentes influencias que este tema abarca. Tracei apenas as linhas guia, o desenvolvimento das questões será sempre balizado pelos valores através dos quais cada um de nós se rege. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;E o que podemos ganhar desenvolvendo esta abordagem? &lt;br/&gt;Enquanto mulheres, aprofundando este assunto na sua abrangência, podemos ver claramente identificadas as origens, motivos ou razões daquilo que em nós sucede. Permite-nos assumir posturas mais responsáveis pelas nossas escolhas e, se eventualmente o permitirmos,  libertando-nos dos inquestionáveis lugares comuns. Dá-nos mais ferramentas, permite-nos aceder e questionar informação, potenciando escolhas mais conscientes. &lt;br/&gt;Para os homens, talvez lhes possa fornecer uma mais fácil e abrangente compreensão de um fenómeno que não experienciam na primeira pessoa mas que, seguramente, faz parte do ciclo social em que se inserem. De uma forma ou de outra. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Eu não consigo encarar a menstruação como uma doença ou uma limitação. Para mim, o ciclo menstrual é um potencial imenso, significante da vida que podemos gerar, transportar e nutrir. Assim, sinto natural o desejar este processo e encara-lo como um ritual alegre e festivo da feminilidade em mim. &lt;br/&gt;Desafiei-me a conhecer-me melhor, faço as minhas escolhas, acredito e sinto que são mais conscientes. A procissão ainda vai no adro e, passo-a-passo, sei que este desafiar me ajuda a ser e estar mais próxima do que quero. E desfruto do caminho. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;“Desafiem-se-nos”! &lt;br/&gt;Desfruta-te.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;PS - Referente ao tema dos copos de menstruação reutilizável, aqui encontram a longa história do invento, cujas origens remontam a 1867: &lt;br/&gt;&lt;a href=&quot;http://www.mum.org/CupPat1.htm&quot;&gt;http://www.mum.org/CupPat1.htm&lt;/a&gt; &lt;br/&gt;</description>
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      <title>dias de copos</title>
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      <pubDate>Tue, 3 Mar 2009 20:54:11 +0100</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2009/3/3_dias_de_copos_files/41_menstro.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Media/41_menstro_1.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:254px; height:168px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;Se não todas, seguramente que a maioria das minhas amigas já me ouviu publicitar a minha alegre aderência à utilização do Mooncup – um copo de menstruação reutilizável *.&lt;br/&gt;E, uma vez mais como reflexo da minha satisfação face a este produto, decidi borrifar-vos com este meu contentamento. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A utilização de um copo reutilizável – como acumulador do fluxo menstrual – em vez da utilização dos tão famosos descartáveis tampões e pensos – como absorventes –  trouxe-me uma grande satisfação relativa à maneira como me sinto mais responsável pela gestão dos meus “resíduos”. &lt;br/&gt;Custava-me bastante ver a quantidade de lixo produzido e a total dependência de produtos descartáveis que, assim que tomei contacto com esta alternativa não descansei até ganhar a coragem de a fazer minha. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Pormenores técnicos à parte, não dói nada. É hiper-prático, flexível e adapta-se a qualquer ritmo de vida. Depois destes últimos meses posso acrescentar que se adapta também a qualquer altitude e temperatura. &lt;br/&gt;No inicio há que correr por gosto, estar disponível para a fase de transição e adaptação e depois... desfrutar de tudo o que se ganha – e tudo o que se poupa!&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Sobre a gestão dos nossos fluxos há imensas teorias. &lt;br/&gt;Sobre o uso de absorventes na sua generalidade, que não é um conceito tão antigo como eventualmente nos levaria a pensar a naturalidade com que os utilizamos, pensemos um pouco sobre o efeito que estarão a produzir no nosso corpo. O corpo expulsa substâncias (o óvulo não fecundado e restantes matérias segregadas) que, por absorção, são retidas junto a nós. &lt;br/&gt;Lembro-me de algumas ideias com as quais convivi: &lt;br/&gt;Que o uso dos tampões é desaconselhado na totalidade; que a sua utilização deve ser reduzida ao mínimo e indispensável; que se deve ter especial atenção ao número de horas em que o utilizamos – da mesma forma que se deve evitar manter um mesmo penso absorvente em uso por muito tempo. Parece-me obvio e de senso comum: as bactérias desenvolvem-se e proliferam em ambientes de estagnação;&lt;br/&gt;Pensando no exemplo dos tampões, e uma vez que não regulamos o nível de absorção que apresentam – apenas a quantidade, é de pensar se será adequado quando a flora interior se apresenta sensível ou de elevada secura;&lt;br/&gt;Parece-me também importante reflectir sobre a qualidade da matéria que compõe os absorventes que escolhemos para estarem tão em contacto connosco. Sempre ouvi historias de que as empresas de absorventes aplicam, na mistura de compostos químicos que usam para branquear o produto final, substancias que têm como finalidade estimular um maior fluxo para que assim, necessitemos cada vez mais de uma maior quantidade de produtos... Já não chegam os branqueadores, adicione-se estimuladores! &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Algumas ideias que me alegram na utilização de um copo um copo de menstruação reutilizável:&lt;br/&gt;Ao pensar que cada mulher gasta, em média, cerca de 10.000 pensos e tampões durante toda a vida, dá-me uma tremenda satisfação saber que não estou ciclicamente a contribuir para este volume imparável;&lt;br/&gt;É um recipiente não absorvente pelo que não contribui para uma secura interior nem absorve mais do que lhe compete;&lt;br/&gt;É super confortável em todas as fases da menstruação, independentemente da quantidade de fluxo existente. Alias, mesmo nas fases que antecedem ou sucedem a menstruação a sua utilização é indolor e confortável, diria imperceptível;&lt;br/&gt;O dinheiro que investi, na tomada de decisão em arriscar nesta aposta, foi já largamente compensado com o total que já poupei na compra de pensos e tampões absorventes, com a frequência que nos habituamos e nem questionamos… &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Na altura em que comprei o meu MoonCup este tipo de produtos ainda não estava disponível nas lojas e, apesar de o encontrar na internet um pouco mais barato, optei por compra-lo a uma particular que, feliz pela sua escolha na utilização, difundia e vendia o produto – quase de boca em boca. Desta maneira para mim foi uma compra acompanhada, como uma recomendação pessoal e carinhosa, na qual pude esclarecer algumas questões e arrumar qualquer réstia de dúvida. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Os preços não variam muito e podem encontra-los em ervanárias, lojas de produtos biológicos, cooperativas ou em sites na internet. &lt;br/&gt;Alguns sites que consultei, que me ajudaram a tomar a decisão inicial e onde poderão encontrar mais informação:&lt;br/&gt;&lt;a href=&quot;http://www.mooncup.co.uk/&quot;&gt;http://www.mooncup.co.uk&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;&lt;a href=&quot;http://raizesblog.blogspot.com/2008/06/mooncup.html&quot;&gt;http://raizesblog.blogspot.com/2008/06/mooncup.html&lt;/a&gt;  &lt;br/&gt;&lt;a href=&quot;http://naturkinda.com/loja/product_info.php/products_id/152&quot;&gt;http://naturkinda.com&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;&lt;a href=&quot;http://www.lunapads.com/department.aspx%253FDeptId%253D4%2526&quot;&gt;http://www.lunapads.com&lt;/a&gt; &lt;br/&gt;&lt;a href=&quot;http://www.keeper.com/&quot;&gt;http://www.keeper.com&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Em jeito de conclusão, queria só acrescentar uma recente descoberta, fruto da minha última pesquisa sobre estes produtos: absorventes laváveis.&lt;br/&gt;Há sites que ensinam como os fazer, e há uma marca que os comercializa. São feitos à base de produtos naturais, biológicos, sem químicos, etc. Infelizmente nunca os vi em Portugal e também não os encontrei em Espanha. &lt;br/&gt;Aqui vos deixo o link de uma das marcas que os comercializa: &lt;a href=&quot;http://www.lunapads.com/&quot;&gt;http://www.lunapads.com&lt;/a&gt; &lt;br/&gt;Estes absorventes laváveis são o meu mais recente namoro neste tema de gestão de fluxos, desta vez os diários... Caso o namoro resulte numa relação mais sólida, assim que tiver conclusões partilháveis, por aqui as comunicarei.  &lt;br/&gt;Há também, seguindo uma linha de pensamento mais “amiga do ambiente”, outros tipos de solução. No site espanhol Bebes Ecologicos, aqui: &lt;a href=&quot;http://www.bebesecologicos.com/index.php%253Fq%253Dnode/157&quot;&gt;http://www.bebesecologicos.com/index.php?q=node/157&lt;/a&gt;, escrutinam com detalhe e informação as diferentes alternativas.  &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Have fun! &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;* Refiro-me à marca MoonCup por ser o produto que conheço, sendo que era a única existente em Portugal na altura em que tomei contacto com este produto. Há outras marcas, aparentemente de igual fiabilidade. &lt;br/&gt;Destaco que o MoonCup é feito de silicone, que por ser 100% hipoalergénico pode ser utilizado tranquilamente. Há algumas marcas que produzem os copos em borracha que, por conter látex, pode causar irritações em mulheres sensíveis ou alérgicas a este material. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;</description>
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      <title>Cem dias sem dias...</title>
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      <pubDate>Sat, 7 Feb 2009 15:47:42 +0100</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2009/2/7_Cem_dias_Sem_dias..._files/37_sem%20dias.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Media/37_sem%20dias_1.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:254px; height:384px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;Não sou pessoa de contar “períodos”. Pior! Sou pessoa de deles me esquecer ou não dar qualquer importância. É algo normal, tão normal que já o sinto natural.&lt;br/&gt;Mas nós desenhámos um light Controlo de Operações deste nosso modus vivendis e ele avisa-me que estamos no dia 100. Sem mais!&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Um pouco como os cem primeiros dias de um Governo ou Administração, fica a sensação de um marco alcançado num período de natural bonança e glamour. A energia é fresca, a motivação imensa, a equipa está formada e a adaptação, em moldes funcionais específicos, em curso. Até aqui não há grandes expectativas nem do que prestar contas. Mas as principais “notas de campanha” ou “estratégias” já têm de estar estudadas, delineadas e inicialmente - pelo menos - em curso de implementação.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Os nossos primeiros cem dias tiveram muito disto e de tudo o mais um pouco. Uma nota dominante a de termos começado em pleno Outono. Outra nota dominante a de termos que estar em permanente adaptação dinâmica. E outra a de ainda não nos querermos afastar demasiado de Portugal dadas as tramitações em curso que ainda nos requerem presentes para um acto especifico - soltar uma última amarra. Não esquecendo os momentos duros e intensos em que se questiona o sitio, o timing, a forma como estamos a viver determinada circunstância.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Mas o principal que estes cem dias nos deu foi a noção de que não há dias. Não estamos com uma agenda determinada, sim intenções. Não temos compromissos rígidos, sim vontades. Não corremos, fluímos.&lt;br/&gt;Agora não há desculpas de que não haja tempo para o que quer que seja. Distinguindo tempos, só existe o tempo cronológico do convívio social, o tempo psicológico é o do Agora. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O recurso tempo é pleno. Mas não deixou ainda de existir a noção de que o quereríamos aproveitar melhor. Ainda não largámos o frenesim de “produzir” muito em pouco tempo. A seu tempo!&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Há um cada vez maior alinhamento ao tempo da natureza.&lt;br/&gt;E um mais profundo alinhamento ao nosso tempo interior.&lt;br/&gt;Chega a Primavera. &lt;br/&gt;Mais Cem dias sem dias.&lt;br/&gt;</description>
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      <title>também somos o que comemos...</title>
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      <pubDate>Fri, 6 Feb 2009 15:34:46 +0100</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2009/2/6_tamb%C3%A9m_somos_o_que_comemos..._files/38_alimentacao.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Media/38_alimentacao_1.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:254px; height:168px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;Desde sempre que o Homem se tem dedicado ao acto de se alimentar. Simples, por uma questão de sobrevivência. &lt;br/&gt;Se numa fase mais arcaica dedicava grande parte do tempo a caçar e recolectar, depois passou à horticultura e muito depois à agricultura. Essa é a realidade actual de produção de alimentos a partir do solo no Mundo inteiro.  &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Vivemos todavia uma distorção muito forte:&lt;br/&gt; - por um lado, pessoas, famílias, tribos, etnias, regiões e nações inteiras a viver numa completa miséria, e sem recursos naturais ou conhecimentos para assegurarem pouco mais que a sua sobrevivência, e muitas vezes nem isso  - polaridade mais típica do hemisfério Sul;&lt;br/&gt; - e por outro lado aquilo que se pode denominar como agricultura industrializada global - polaridade mais típica do hemisfério Norte:&lt;br/&gt;    • onde quase tudo se cultiva intensamente em todo o lado (mas não para todos), desde que economicamente rentável ou subsidiável; &lt;br/&gt;    • onde em qualquer altura conseguimos obter alimento fora da estação ou da referência de produção geográfica (ainda há dois dias em pleno Inverno da zona dos Pirenéus vi morangos e cerejas à venda numa pequena loja de comercio tradicional), nas quantidades que consigamos económica e fisicamente suportar; &lt;br/&gt;    • onde a preocupação de cada um é aceder à prateleira da loja ou à mesa do restaurante e está muito para além da sobrevivência pois essa é um dado adquirido.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Esta postura de domesticação e mineração da Terra  - aquilo a que comummente se chama agricultura - pode ser analisada sob distintas perspectivas, e estes termos por si mesmos já denunciam a minha, mas essa questão deixaremos para uma possível futura Partilhação.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Vivemos também uma homogeneização de práticas e comportamentos, ou seja, a cultura alimentar tende a tornar-se mais vasta e rica mas também mais igual, acessível e reconhecível, onde quer que se vá. A polaridade Ocidente e Oriente esbate-se com celeridade crescente. Em 2005 havia 3891 MacDonald’s no Japão e 1110 na Grã-Bretanha. Tudo faria supor o contrário. E hoje aí haverá centenas de sushi restaurant´s. Mac´s, Sushi´s, Pizzarias, Francesinhas e demais não são mais do que ícones da cultura alimentar de cada povo, que a migração humana, o turismo e a informação global tratam de levar a cada canto desta bola suspensa num continuum de espaço-tempo. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;De nenhuma forma pretende este texto vangloriar ou denegrir qualquer filosofia alimentar, prática, abordagem, comportamento, ponto de vista, situação ou circunstância, (que esforço de imparcialidade...ufa) e é obvio que há muitos exemplos que marcam a diferença, mas também é óbvio que há tendências e padrões. E também é óbvio que nós precisamos e gostamos de comer!&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O que me leva a escrever esta Partilhação é a forma como nós, enquanto indivíduos “alimentarmente livres”, no nosso modo singular de Ser, nos alimentamos, naturalmente condicionando esse modo de Ser por essa via.&lt;br/&gt;Somos alimentarmente livres, porque temos o poder de decidir que alimento ingerimos. Algo que já não poderemos facilmente fazer com o ar que inspiramos.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Citando, traduzindo e ajustando, dirijo-me a Ti, e aproveito a reflexão desta escrita para me desafiar a mim.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Ao longo da nossa vida os hábitos alimentares foram condicionados e reforçados, ao ponto até de se tornarem automáticos e inconscientes, apresentando-se assim difíceis mas não impossíveis de alterar.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Diariamente estaremos consumindo alimentos baseados em motivações:&lt;br/&gt;Psicológicas (I)   Biológicas (It)   Culturais (We)   Sociais (Its)&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Para tornar a prática alimentar mais consciente, propõe-se uma análise baseada numa perspectiva AQAL (All Quadrants; All Levels) – todos os quadrantes, todos os níveis. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Comer Conscientemente - quadrante superior esquerdo&lt;br/&gt;Foco no porquê de comer. A prática do “foco no porquê” cultiva a habilidade de nos colocarmos no momento presente. No Agora! E no Agora! E no Agora...&lt;br/&gt; - O que nos motiva a comer de determinada maneira?&lt;br/&gt; - Porque temos determinados padrões de comportamento alimentar?&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O acto de comer envolve um inúmero conjunto de experiências interiores:&lt;br/&gt;    • Decidir o que comer;&lt;br/&gt;    • Prepará-lo;&lt;br/&gt;    • Cheirá-lo;&lt;br/&gt;    • Prová-lo;&lt;br/&gt;    • Saborear enquanto mastigamos (provar/comer);&lt;br/&gt;    • Sentir percorrer-nos;&lt;br/&gt;    • Sentir o seu impacto nos nossos estados energéticos. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Significa sermos honestos acerca das nossas respostas aos diferentes alimentos e reconhecer a experiencia sentida de como os alimentos interagem connosco. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Comer Óptimos Alimentos - quadrante superior direito&lt;br/&gt;Foco naquilo que fazemos, no nosso comportamento (acção) face à alimentação;&lt;br/&gt;    • O que comemos e o que bebemos;&lt;br/&gt;    • Quanto comemos;&lt;br/&gt;    • Quando comemos;&lt;br/&gt;    • Como combinamos os alimentos;&lt;br/&gt;    • Qual a filosofia que seguimos, se alguma;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;É neste quadrante que se enquadram as questões fisiológicas, sublinhando a importância de ter em conta a nossa única fisiologia e metabolismo.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Quem sabe a utilização de um diário alimentar, de modo a manter um acompanhamento dos comportamentos, dos verdadeiros hábitos, nos ajuda a saber o que comemos, quando comemos e quanto comemos, permitindo-nos mais consciência das nossas escolhas comportamentais.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Comer com Significância - quadrante inferior esquerdo&lt;br/&gt;O foco no aspecto cultural, no “nós” da alimentação incluindo os significados partilhados acerca da comida.&lt;br/&gt;A cultura influencia as nossas escolhas alimentares, alinha-nos a uma visão, valores e éticas de uma comunidade/sociedade.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Desafiam-nos a tomar alguma atenção às empresas que produzem os alimentos, às lojas que os vendem, à pessoa ou restaurante que os prepara, e sobretudo a prestar atenção à(s) pessoa(s) com quem comemos. Partilhar uma refeição é uma das formas mais universais e prazerosas de criar um espaço cultural (We), com significado. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Comer Sustentavelmente - quadrante inferior direito&lt;br/&gt;Foco no facto de que o alimento serve de ligação directa entre o organismo e o ambiente natural, providenciando as matérias primas que constroem o nosso corpo físico. &lt;br/&gt;A perspectiva deste quadrante (Its) olha para os sistemas naturais e humanos que suportam a longa jornada do alimento, desde a terra até ao nosso prato. &lt;br/&gt;Todo o alimento ou bebida tem uma historia escondida, uma contabilidade não escrita dos recursos, materiais e impactos que houve para a fazer chegar até nós: &lt;br/&gt;    • De onde vieram?&lt;br/&gt;    • Como foram produzidos?&lt;br/&gt;    • Como chegaram até mim?&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Tem-se em conta a geografia; métodos de produção; custos ambientais; sistema económico; legislação (por exemplo: embalagem); tecnologia; estrutura empresarial; redes de transporte; infra-estruturas de produção, etc.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O contexto ambiental em que comemos impacta significativamente na experiencia total da alimentação. Não há melhor nem pior, mas cada um terá a sua influência directa na troca energética pessoa – alimento – ambiente. &lt;br/&gt;___________________&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Há uma incontornável indissociação entre os quatro quadrantes. Por mais inconsciência que tenhamos, cada acto de nos alimentarmos num determinado momento tem uma correspondência em cada um dos quadrantes, um significado e interpretação à luz de cada uma das dimensões abordadas. &lt;br/&gt;Todos os anos é normal fazermos reflexões mais ou menos profundas quanto àquilo que comemos, como, onde, com quem, por quanto, etc. Quase sempre nos comprometemos a mudar algo, nem sempre o fazemos. Há uma cada vez maior fundamentação acerca da relação entre muitas doenças e a alimentação. Tornarmo-nos mais conscientes acerca da forma como nos relacionamos com os alimentos não nos fará necessariamente viver mais anos, mas poderá contribuir determinantemente para os vivermos melhor.&lt;br/&gt;Que a reflexão e acção não nos seja forçada por via da doença, mas pela consciente vontade de querermos ter uma melhor saúde e mais mão no Sermos.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Que aprovechen!&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Notas:&lt;br/&gt; - Se houver mais do que dois pedidos dos nossos Partilhões poderemos, numa próxima Partilhação, gatafunhar algo mais sobre esta abordagem AQAL, para lá da alimentação.&lt;br/&gt; - Se quiserem ter uma ideia fotográfica sobre como hoje se come no Mundo, vejam o fantástico site do fotógrafo Peter Menzel em &lt;a href=&quot;http://www.menzelphoto.com/&quot;&gt;www.menzelphoto.com&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Referências:&lt;br/&gt; - Integral Life Practice - Vários autores - Integral Books - 2008&lt;br/&gt; - Hungry Planet - What the world eats - Peter Menzel e Faith D´Aluisio - Material World Books 2005&lt;br/&gt;</description>
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      <title>... outra coisa é outra coisa!</title>
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      <pubDate>Mon, 26 Jan 2009 15:14:18 +0100</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2009/1/26_..._outra_coisa_%C3%A9_outra_coisa%21_files/varanda%20rio.png&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Media/varanda%20rio.png&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:254px; height:187px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;Já estão carecas de saber que temos a casa à venda, que a casa é linda, que a vista é soberba, que as obras foram meticulosamente planeadas e acompanhadas, que tem uma energia invejável, uma luz sem fim, que se passam momentos deliciosos lá dentro, que se fazem passeios para todos os gostos nas redondezas, que a zona é calmíssima e super acessível, .... mas, desta vez ainda não sabem que nos contagiamos pela época louca dos saldos e, em “remate final” baixamos bastante significativamente o preço do imóvel. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Para além do nosso link: neo, com fotos e descrição, a casa está também anunciada no site da Remax, com os contactos para visitas e outras informações:&lt;br/&gt;&lt;a href=&quot;http://remax-portugal.com/120511044-1660&quot;&gt;http://remax-portugal.com/120511044-1660&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Avisem os amigos, familiares e todos os interessados. Nós, mais uma vez, agradecemos.&lt;br/&gt;OBRIGADA :)&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Casa vista de fora:&lt;br/&gt;&lt;a href=&quot;http://arrumario.blogspot.com/2008/11/real-estate.html&quot;&gt;http://arrumario.blogspot.com/2008/11/real-estate.html&lt;/a&gt; &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;</description>
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      <title>viagem no tempo _ 02</title>
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      <pubDate>Tue, 13 Jan 2009 17:56:33 +0100</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2009/1/13_viagem_no_tempo___02_files/txt_ze.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Media/txt_ze_1.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:254px; height:384px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;O texto do El Arbola pareceu-nos um belo regalo, bem adequado ao nosso momento.&lt;br/&gt;O contexto interior, o amor posto na comida e a simpatia e calorosidade com que fomos recebidos foram determinantes para a relação que de imediato estabelecemos. Que bom é fazer laços e entretecer ideias assim desapegadamente. Repetimos e repetiremos a visita à Rosa e à Ama sempre que por perto estivermos. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Pela costa das Astúrias estivemos na Playa de España, na Playa da Vega (claro...), em Llanes, em Lastres e em Gulpiyuri. Na Playa de España acordamos acompanhados: aqui por estas zonas - e mais ainda pelo País Basco - vê-se muito movimento de furgonetas. Nas Astúrias passeiam-se sobretudo em viagem; pelo País Basco é popular ver uma furgoneta em cada casa - é o meio de transporte privilegiado por esta gente tão activa e desportista. Em Llanes descobrimos um pueblo muito romântico, super ordenado mas que na periferia denota um exponente e exagerado crescimento. A Lastres chegamos por indicação da Rosa e bastará vos mostrar o amanhecer: breve nos raios de sol para que a repentina e constante chuva nos voltasse a envolver. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Gulpiyuri é uma pequeníssima praia misteriosa, curiosamente afastada do mar e que me parece que é a única razão de ainda existir é ser tão difícil de descobrir. Esconder para proteger. Façam como nós e perguntem até que alguém vos explique como lá chegar. Placas não as encontrarão e o caminho está mesmo bem camuflado. Claro que a vimos debaixo das partidas do Rigoroso - chuva e vento de fazer voar os mais entusiasmados caminheiros, e afastar qualquer objectiva... &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Tenho, frequentemente, vontade que os meus olhos possam ser uma máquina fotográfica pois há imagens impossíveis de captar de outra maneira. Espero que a possibilidade, oportunidade e habilidade de capturar alguns momentos vá crescendo de modo a resultar em retratos de maior qualidade; por agora vou-me contentando com as experiências que tenho podido fazer e com as condições que - a pouco e pouco - vamos criando para mais capacitados estarmos. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Deixamos os Picos, e Astúrias, com a certeza que voltaremos a caminhar por alí - logo se verá como, quando e sob que condições. Da minha parte estou certa que voltarei com mais disponibilidade física para desfrutar, respirando a plenos pulmões, da qualidade do ar que ali se respira; livre dos condicionamentos que a falta de O2 nos provoca.  &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Desde que chegámos ao País Basco o nosso ritmo e tipo de experiências mudou bastante. Passamos do nosso espaço confinado e convivência social reduzida para sermos acolhidos, tão generosamente, em casa e na família basca com quem estamos. Enquanto turistas, as viagens são vividas (ou consumidas) numa perspectiva externa, no toque e foge possível. Aqui somos, estamos e vivemos em relações próximas, conhecendo e descobrindo as características de um povo rotulado como lutador. E vamos, de uma forma crescente, conhecendo-os e entendendo-os cada vez melhor, podendo assim melhor identificar o que somos nós perante o que são os outros. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Os dias são hiper-ritmados, com o trabalho de casa, da terra, do corpo, do espírito; temos partilhado muito, comungado bastante, fazendo crescer e florescer valências e desejos; os dias começam agora a crescer e, com a casa já rotinada, começarmos a ter oportunidade para estudar e estarmos todos, uns com os outros, com mais calma. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Pessoalmente sinto-me, depois de uma fase de intensa recuperação, abrindo o tudo que sou para o Todo que sempre quis ser. E é para mim um forte propósito que todas estas experiências sirvam para isso mesmo: para crescer em direcção ao que já sendo, quero ainda mais Ser. &lt;br/&gt;Agradeço, a cada adormecer, as ajudas que me foram oferecidas; as ajudas que estou a receber; ajudas que aprendi a aceitar e as ajudas que ainda necessite criar. E agradeço a oportunidade de conscientemente as desfrutar. &lt;br/&gt;Obrigada Amor.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Desfrutem-se também.&lt;br/&gt;Agur! &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;*&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A narrativa destes dois posts representa um discurso expositivo que não será o que por aqui vão encontrar. Para mim, e para começar e o experimentar, senti falta de o escrever e partilhar. Assumo-o como uma perspectiva redutora de tudo o que vivemos, sobretudo ao nível do que são as partilhas e aprendizagens mais íntimas, nem sempre doces ou saborosas. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Mas que sirva como um presentear-vos com um discurso mais leve, se assim entenderem mais leviano, do que foi tudo o que até agora vivemos. &lt;br/&gt;Partilharemos convosco não só as experiências que nos marcam como sobretudo o que considerarmos que através da partilha possa enriquecer a vossa vivência e estimular novas experiências, permitindo-nos e vos questionar a nossa e vossa identificação.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;beijinhos, isabel&lt;br/&gt;</description>
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      <title>viagem no tempo _ 01</title>
      <link>http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2009/1/12_viagem_no_tempo___01.html</link>
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      <pubDate>Mon, 12 Jan 2009 19:42:43 +0100</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2009/1/12_viagem_no_tempo___01_files/partida_%20%20003.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Media/partida_%20%20003_1.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:254px; height:168px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;Vamos fazer uma viagem no tempo e tentar, rapidamente e sem desperdiçar o sumo mais saboroso, vos descrever as viagens dos primeiros tempos na cook.&lt;br/&gt;Já tínhamos as fotos e os temas seleccionados há algum tempo e foi desta que agarramos a disponibilidade para, num titá (como se diz por aqui: num instantinho), partilhar estes bocadinhos. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Deixamos o ninho nos últimos dias de Outubro, sabendo que o primeiro destino ao qual apontamos seria o norte de Espanha, com intenções de passar uns tempos nas montanhas recuperando fôlego depois da maratona da saída. Um pouco como uma paragem para que pudéssemos, enfim, assimilar a grande mudança que pusemos em curso. Picos de Europa, here we go!&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Pelo caminho fizemos-nos pernoitar em lugares de especial interesse: humano, cénico, logístico, social, emocional, etc. &lt;br/&gt;A primeira direcção teve um propósito logístico, rumo ao Alentejo em busca de um abraço querido e esquecido. Resgatámos o meu ó-ó, carinhosamente guardado pelo Jorge na sua Casa de Viana (&lt;a href=&quot;http://www.casadeviana.pt/&quot;&gt;www.casadeviana.pt&lt;/a&gt;). Um fim-de-semana quentinho, estimulado e patrocinado pela doce i, e que nos fez dar umas voltas simpáticas pelo Alentejo. Por aqui estávamos longe de imaginar que este inverno se ia chamar de Rigoroso...&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;De novo perto do mar, deixamo-vos uma das primeiras vistas do nosso quarto, em São Martinho do Porto.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;E aqui demos início ao bater de dente, bem antes da hora do fresco matinal....&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Abraços actualizados, seguimos para norte, embalados pelas cores do Outono nas curvas das estradas sinuosas: estradas mais pequenas, sem portagens. Viajar por estas estradas nem sempre significa que fazemos mais quilómetros, nem sempre significa que vamos mais devagar (com a cook não queremos, nem faz parte andar depressa) e é certo que desta forma estaremos mais próximo do que mais valoramos, com mais possibilidade para desfrutar do caminho.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A direcção foi marcada para que nos pudéssemos encontrar com o nosso amigo dos companheiros, partilhando mais uma vez mil e uma coisas, mais uma vez tão ricas e inspiradoras. A Casa de St Isabel (&lt;a href=&quot;http://www.casa-santa-isabel.org/&quot;&gt;www.casa-santa-isabel.org&lt;/a&gt;), em Seia, é um grande Lar para pessoas com necessidades clinicamente especiais. Qualquer descrição que possa fazer do que esta comunidade é, fica aquém do que se apercebe quando se a conhece, quando se sente o que ali se faz. Se vos interessar descubram como a visitar. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Saímos atabalhoados e cheios de inspiração pelo que ali se cria, se inspira, se é e se estimula a ser: cada um mesmo, no seu melhor. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Nesta altura já levávamos uns quantos dias bem frescos, umas quantas noites bem frias. Inesperadamente, ao acordarmos em Alcafache nos demos conta que estávamos em plena estancia termal - onde água quente sulfurosa brotava generosamente do solo. Um belo banho de imersão - que é um prato acessível das cartas destas antigas termas transformadas em novos spas, e retemperamos o corpo para as etapas seguintes. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Tínhamos dado por terminada a sessão de abraços em território português, e o caminho para a terra de nuestros vecinos escolhemos faze-lo via o delicioso Parque Natural Peneda-Gerês. Fantásticos entardeceres em tons de Outono, radiosos pela luz da imensa água que dançava junto à estrada. &lt;br/&gt;Saímos pela calada da noite do sitio perdido no meio de nada onde escolhemos pernoitar, desta vez porque a percentagem de humidade e o tamanho do frio que se fazia desafiou em demasia a elasticidade dos meus pulmões. Pela madrugada estaríamos a parar em Chaves, novamente perto das águas quentes das familiares termas; em Montoito desafiamos o espaço entre casas com a passagem da cook para prepararmos o nosso repasto e, em plena digestão de mais um belo almoço, atravessamos a fronteira. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Dormimos em Mansilla de las Mulas, onde há uns anos fomos peregrinos; passamos por León; rumámos aos Picos de Europa. &lt;br/&gt;Resumidamente, começar por dizer-vos que os Picos de Europa nos preenchem as medidas... Ficamos pela zona um total aproximado de 20 dias, sendo que sempre que nos afastávamos um pouco, acabávamos por regressar à base.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Dentro da área designada por Picos de Europa fizemos umas belas caminhadas e desfrutamos de vistas lindíssimas. O tempo nem sempre facilitou mas com muitos jogos de cintura fomos-nos protegendo. Dias de sol foram muito poucos, de chuva copiosa uns quantos, de chuva moderada quase todos.  &lt;br/&gt;Recorremos ao Parque de Campismo um total de 3 noites, as primeiras, aproveitando para fazer a manutenção da cook e nos retemperarmos com banhos mais espaçosos... &lt;br/&gt;Até se iniciarem os alertas de nevadas, fomos pernoitando de acordo com os itinerários que escolhíamos fazer, ora nos recolhendo em maior altitude ora mais perto do nível do mar. Entretanto, descobrirmos que em Cangas de Onis há um parque preparado para acolher auto-caravanas que possibilita a realização gratuita da manutenção total de águas, limpas e sujas, e esvaziar a cassete do WC. Para nós revelou-se feito à nossa medida pois é a gestão destes líquidos que - até agora- representa a manutenção da casa. A energia que precisamos para as baterias tem sido totalmente fornecida pelos painéis solares (mesmo com muito pouco sol) e com a energia do motor gerada pelas nossas deslocações.&lt;br/&gt;Das vezes que nos afastamos da zona dos Picos, incursando na restante rica diversidade que as Astúrias englobam, fomos conhecendo um pouco de tudo: cidade, praia, cultura, ...  sempre rodeados de cadeias montanhosas. Em Oviedo calcorreamos - debaixo de chuva, claro está - uns bons quilómetros para fazer um reconhecimento do que representa a oferta comercial na área de produtos biológicos, vegetarianos, macrobióticos, integrais, ... Descobrimos o único restaurante &quot;alternativo&quot;, o El Arbola.&lt;br/&gt;Para já, terminando este primeiro troço da viagem no tempo, deixamos-vos com o que encontramos na montra do restaurante: &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;El Arbola&lt;br/&gt;Algunos siguen el camino de diferentes maneras, hay quien busca atajos creyendo que se llega antes y al final se encuentra con algo mas... Otros corren para adelantar a los que fueron antes y terminan donde los primeros, sentados en su sombra... Otros buscan el camino que les lleve hasta algún lugar donde nadie llego antes y al final, se encuentran solos... Pero solo aquellos que van sin saber del camino terminan en su casa..........&lt;br/&gt;Bienvenidos a su casa, bienvenidos al arbola.&lt;br/&gt;</description>
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      <title>teste vira Agradecimento :)</title>
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      <pubDate>Tue, 30 Dec 2008 18:00:11 +0100</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2008/12/30_teste_files/oinc.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Media/oinc_1.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:254px; height:384px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;Este “post teste”, num momento de confusão cibernética, passa a servir o propósito de agradecer os comentários, e-mails e carinhos recebidos pela publicação do nosso blog!&lt;br/&gt;Abraços nossos *&lt;br/&gt;</description>
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      <title>feliz Ser feliz!</title>
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      <pubDate>Sun, 21 Dec 2008 15:55:36 +0100</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2008/12/21_feliz_Ser_feliz%21_files/merry.png&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Media/merry.png&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:254px; height:349px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;“ O Natal seremos nós, verdadeiramente espelhados e plenamente realizados em nós mesmos. Seremos nós – dispostos e preparados – a amar sem condições, dar sem restrições, partilhar sem limites, criar sem medo; celebrando-nos a nós mesmos sem vergonha ou embaraço.&lt;br/&gt;Seremos nós, escolhendo perdoar sem hesitações, ajudar sem pedidos, apressando-nos a chegar onde os outros receiam caminhar. Enfim, abrindo caminhos para os anjos. “ &lt;br/&gt;N.D.Walsh&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Feliz sermos nós, … Feliz sermos sempre nós, …  &lt;br/&gt;Feliz Natal; feliz ser feliz; feliz Ser feliz. </description>
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      <title>quase um mês nos Picos</title>
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      <pubDate>Thu, 18 Dec 2008 15:31:32 +0100</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2008/12/18_quase_um_m%C3%AAs_nos_Picos_files/zeze.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Media/zeze_1.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:254px; height:168px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;(zé)&lt;br/&gt;Ao fim de quase dois meses decorridos desde a nossa partida de Portugal reconheço uma imensa vontade de partilhar com os que mais próximos têm estado. Mas uma partilha criteriosa, ou seja, apetece-me ouvir, falar e olhar as pessoas nos olhos. Não tenho sentido vontade de começar a escrever, aliás algo que tem estado deveras alheado do meu quotidiano, desde sempre.&lt;br/&gt;Assim, o que me leva a escrevinhar um contributo frásico ao nosso partilhómetro é sobretudo o de me desafiar na partilha do SER e o de me relativizar no sentido de Ser Melhor, o que desde já pressuporá um vosso contributo.&lt;br/&gt;Tem sido um período de extraordinária descoberta. Há três expressões sempre presentes nesta fase:&lt;br/&gt; - Adaptação dinâmica;&lt;br/&gt; - Fluir;&lt;br/&gt; - Confiança no caminho;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Mudar-me para um espaço com cerca de quatro metros quadrados bem preenchidos de módulos funcionais, recantos e pequenas áreas de mobilidade condicionada pareceria fácil. Mas não o é! Pelo menos para mais de 15 dias de umas fantásticas férias plenas de praia, sol e petiscos... Temos uma pequena casa com um imenso quintal, mas para nos adaptarmos houve que seleccionar muito bem o que levar e depois arrumá-lo. Nunca imaginei que pudesse arrumar tanto material na Cook. Temos de estar preparados com roupa para quatro estações, com alimentos em quantidade que nos permita estar afastados dos grandes centros urbanos algum tempo, e, atender à  questão da mobilidade interna...se eu estou aqui a fazer isto onde tem de estar a Isabel? Se eu quero ir para ali, então tenho de pedir à Isabel para passar para aqui, se eu quero aceder aquilo o que tenho de afastar/desmanchar primeiro? Como cozinhar o que nos agrada comer? Como limpar o que sujámos? E a nós? Como Gerimos os recursos?&lt;br/&gt;Tudo isto regado com temperaturas muito baixas no interior da Cook e muita, muita chuva no exterior, obrigando-nos a estar muito mais tempo no interior, e em simultâneo. O índice de Zezices subiu a galope, ou seja, minuto sim, minuto não, batia em qualquer coisa, deixava cair coisas, um acidente sempre à mão. Ao fim de um certo tempo há uma perspectiva de confinamento que por vezes se torna castrante. E a vontade de sair e ir para o “quintal” sempre em crescendo. Eu queria era exercício físico!&lt;br/&gt;Nunca sabemos onde vamos dormir, onde vamos conseguir obter alimentos e quais, onde vamos poder lavar roupa, como vamos obter água fresca para o depósito, onde vamos fazer a manutenção dos depósitos de águas cinzentas, se fará sol para carregar as baterias, etc. Daí a primeira expressão sempre presente: adaptação dinâmica. Não estamos em presença de um esquema que já conhecêssemos, pois a adaptação que usualmente as pessoas fazem é previsível, ou seja, quando partem, fazem-no com um itinerário e prazos de permanência definidos, adaptando-se ao fim de uns dias aos novos lugares e aí permanecendo até regressarem ao seus ninhos. O nosso ninho está connosco, e tudo está sempre a mudar. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Não foi fácil entrar no esquema, sobretudo porque há um outro factor ao qual não estávamos habituados. Estar 24 sobre 24 horas juntos, semana após semana, num tal espaço, e quase sempre a chover. A acrescentar à adaptação dinâmica tivemos de nos permitir fluir em tudo e no nosso Todo. Muita mudança e desafios individuais têm sido uma constante no nosso dia-a-dia, e resistência e tensão só poderiam também ser comuns nestas situações. No final, fluir tem-nos permitido seguir.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Tudo se tem ajustado, e no inicio de Dezembro posso afirmar que já estávamos perfeitamente adaptados a retirar o melhor proveito das circunstâncias que temos. A James Cook é fantástica e também nos tem suportado este caminho. Há muita certeza de que este foi um passo certo. E há muita confiança no caminho que trilhamos. É acojonante! Alegra-nos! E como gosto de dizer, Sigamos o que nos alegra.&lt;br/&gt;Entretanto conhecemos o nosso primeiro tempo de estabilidade fora da James Cook. Estamos em casa de uns amigos no País Basco. A realizar actividades que farão parte de uma futura partilhação.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Muito importante, não acumular “coisas”. A questão é? Se eu quero acrescentar algo ao espólio base, de que estou preparado para abdicar? Em última instância: O que é que é realmente necessário?&lt;br/&gt;</description>
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      <title>um mês e picos...</title>
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      <pubDate>Tue, 16 Dec 2008 15:28:17 +0100</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Entries/2008/12/16_um_m%C3%AAs_e_picos..._files/vovo%202.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://web.me.com/onenesscook/ocook/blog/Media/vovo%202_1.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:254px; height:384px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;(isabooo)&lt;br/&gt;A inspiração vai e vem, nem sempre sincronizada com a possibilidade de escrever. &lt;br/&gt;Tempo, energia, temperatura, inspiração, disposição, ...&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Do tempo que já passou desde que saímos, que se diga muito ou pouco, vos digo que ainda se constitui como uma pequena e ínfima parcela de tudo o que queremos experienciar neste ‘modo de vida’.  Para mim, segue claro e nítido que a adaptação a tantas mudanças – algumas apenas sentidas e possíveis de serem compreendidas in loco – levará o seu tempo e merecerá ser-lhe dedicada paciência proporcional.&lt;br/&gt;São experiências que, inclusive até por definição do que será uma experiência em si mesma, nos aportam um saber impregnado, sentido e que da nossa memória já não saíra. &lt;br/&gt;A alteração de escalas e proporções é estrondosa: reduzimos imensamente o nosso espaço privado e expandimos gigantescamente a escala do nosso “quintal”; espessura da parede-contorno que as separa: fina, fina...&lt;br/&gt;E é neste jogo de proporções que os maiores desafios iniciais se encontram. Os outros serão os desafios do clima , as ausências de confortos acostumados, os ajustamentos do corpo, as ginásticas do volante, as adaptações linguísticas, ... os desafios que mais facilmente se podem prever. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Enquanto mulher, o desafio traz peculiaridades muito especificas. (Diga-se que, conviver com estas peculiaridades trará seguramente desafios estrondosos a adicionar aos desafios que um homem – enquanto tal – já sente.) Felizmente, uma vida mais prática sempre me encantou e facilmente abdico de mimos femininos – sim, admito que são deliciosos –  que aqui /agora não têm lugar. Ligar o secador de cabelo, por creme no corpo, pintar as unhas, hidratar os pés, pentear o cabelo, usar maquilhagem, usar bijutaria, variar a roupa, arrumar a roupa,... São exemplos de coisas simples, rotineiras, que damos como certas e seguras no nosso quotidiano mas que aqui/agora tomam a forma de desafio! &lt;br/&gt;O lema será apreender a aceder ao necessário (que é um conceito ajustável a cada um) com espírito pratico, de forma elegante e desapegada. A pouco e pouco, aprendemos também que o que chamamos necessário deixou de o ser, fazendo-nos mais livres e mais autónomos. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Enquanto companheiros, entre nós os desafios de ontem /de hoje/ de amanhã manter-se-ão, sabendo que nos farão mais fortes enquanto seguirmos alinhados no propósito de crescermos juntos. E fruto do que tem sido a nossa vida em conjunto, dos desafios que nela fomos criando e do Amor que nos une, se rechearão de sabores, cores, sons e línguas próprias. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;No fundo, e usando uma expressão pescada pelo Zé, tudo isto tem sido – e será – uma constante  adaptação dinâmica.  Sinal de saúde, em qualquer dos campos que possamos medir, será mantermo-nos felizes e estimulados ao longo do caminho. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Tempo ao tempo e cada desafio no seu momento. Aqui, agora. &lt;br/&gt;</description>
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